No banco da janela,
você encosta a testa no meu ombro.
O vento traz cheiro de chuva
e levanta seus cabelos.
Seguro a sacola no colo,
abro espaço para sua mão.
Seu polegar percorre devagar
a dobra dos meus dedos.
Faltam duas paradas.
Você fecha os olhos.
Deixo o braço onde está
e acompanho as árvores.