Em meu peito, arde um eterno turbilhão.
Você não vê. Ninguém vê.
Não há mostradores analógicos, ou painéis de observação.
O pouco que escapa é marola de oceano, ou gotas em janela arrancada pelo tufão.
Sou consumido toda hora. Todo dia.
Eu não controlo essa tormenta. Ninguém poderia.
Mas, quando juntos, há calmaria:
descansamos no olho do furacão.
E isso, meu amor, vale muito. Vale nós. Vale vida.
Vale poesia.
💞
Alberto Busquets. @todasasformasdepoesia
Publicado originalmente no Threads em 02/08/2026 às 18:06. Ver publicação original.