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Ver revista: Visão sem Luz

Um algoritmo não sabe quando estamos fingindo

Sistemas reconhecem padrões de comportamento, mas aparência de normalidade não equivale a verdade.

avatar por Karl Santanna
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Em O Monitor, a tela registra horário, percurso e frequência. Uma personagem pode cumprir cada rotina esperada, sentar no lugar correto e responder dentro do tempo previsto. Para o sistema, a sequência confirma normalidade; para ela, cada gesto pode ser uma encenação necessária para escapar.

O algoritmo compara comportamentos e aponta diferenças. Intenção fica fora desse cálculo. Uma pessoa assustada consegue repetir o padrão, enquanto outra chama atenção apenas porque se move de modo incomum.

Karl Santanna explora a distância entre ser observado e ser conhecido. O dado ajuda a localizar uma porta aberta ou uma ausência no turno, mas a mentira só aparece quando alguém investiga a razão do gesto. A tela enxerga a forma. A personagem decide o que fazer com aquilo que permaneceu invisível.

Texto da revista Visão sem Luz, em diálogo com O Monitor.

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