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@aleituracria há 1 ano
Público
#Resenha Livro: O Desaparecimento de Stephanie Mailer Autor: Joël Dicker Páginas: 576 | +14 anos A narrativa do livro gira em torno de um crime ocorrido em 1994, no qual quatro pessoas perderam suas vidas de forma brutal. Na época, o inexperiente policial Jesse Rosenberg, junto com o mais experiente oficial Derek Scott, assumiu a responsabilidade de solucionar o caso sob intensa pressão. No entanto, vinte anos depois, durante a cerimônia de aposentadoria de Jesse, uma jornalista aparece para afirmar que houve um engano: ele e Derek acusaram a pessoa errada. Prestes a se aposentar, Jesse não consegue resistir ao mistério e à gravidade da acusação, já que isso implica uma grande injustiça cometida no passado. Quanto mais Jesse se aprofunda novamente na investigação, mais acuado ele se sente. As coisas se complicam ainda mais quando Stephanie, a jornalista, desaparece misteriosamente. Sem muitas alternativas e com o tempo jogando contra ele, Jesse implora para que seu amigo Derek volte ao caso, para que juntos possam revisar todos os detalhes. Além dos dois policiais, a história está repleta de personagens. São tantos que o autor incluiu uma lista no início do livro, para que os leitores pudessem consultá-la conforme avançavam na leitura. No entanto, embora muitas dessas histórias paralelas sejam interessantes, poucas são realmente relevantes para o enredo principal. Ficou evidente que grande parte dos personagens não poderia ser considerada suspeita, o que tornava essas histórias desnecessárias e, em alguns momentos, apenas atrasava o ritmo da leitura. A narrativa de Joël Dicker é muito agradável, e a construção dos personagens é interessante. No entanto, senti que ele se perdeu em vários momentos, e que uma abordagem mais dinâmica poderia ter tornado a história muito melhor. Além disso, o trio de policiais que, de certa forma, assumiu o protagonismo, foi retratado em muitos momentos como uma espécie de “três patetas”. Isso enfraqueceu a resolução do mistério no final, deixando a impressão de que o suspense nunca foi o foco principal do autor, mas sim as vidas dos personagens envolvidos.

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