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@tibianchini há 3 semanas
Público
Naquele dia E não é que, bem naquele dia, Eu, que tenho rimas para tudo, Ao te olhar de perto, fiquei mudo, Sem saber dizer o que sentia? És fenômeno da natureza, Teu olhar doce, e o brilho liso Dos lábios que envolvem teu sorriso: Tempestade de graça e beleza. Eu sei, no entanto: não és pra mim. Te amar é um deleite, e é um fardo: Tu és musa cativa de outro bardo, Distância, solidão, falta. Fim. Mas poemas contam o não-dito: Meu coração ainda se ilude E ainda te leio, amiúde, Em trovas onde não mais habito. E não é que, desde aquele dia, Minha vida tem sido buscar Fragmentos deste seu olhar Sorrindo-me em uma poesia?...

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