@eliz_leao
há 1 ano
Público
A dor de se reconhecer um nada.
(CAP.1)
Desde muito nova, ela conheceu a dor.
A dor de não ser vista,
A dor de não ser humana,
A dor de ser um objeto.
Ela aprendeu que sendo objeto, ela teria que performar, para ser escolhida. Escolhida, acolhida e amada.
Os anos passaram, e ela não teve nenhuma dessas coisas. Não obteve respeito, não obteve amor e nem mesmo acolhimento.
Teve dois filhos e foi percebendo que não importava o quê, nunca era o suficiente. Era sempre a comparada, a diminuída e não era boa em nada.
A fizeram acreditar em amor dos sonhos, e por causa disso, seus pés, viviam mas nuvens.
Mesmo sabendo que na prática, isso não existia.
À noite, ela cantava pra lua, bem baixinho, pedindo pra ser feliz, para se amar, pois nesta altura, nem ela mesma se amava...
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