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@eliz_leao há 5 meses
Público
Na escuridão A alma, acesa Ela acenava Moribunda, me olhava Quer ser amada? Um pedido, um silêncio. Sepulcral A cada fôlego, obtido de uma lágrima, Um grito imenso Sagrado, de quem se cala. Se cala. E eu a vi, a reconheci. Pedaços de mim mesma. Quer ser amada? Tonta, entendi Era o ser, meu próprio eu Perdido do perdão, Correndo o risco de não ser inteiro. Minhas marés não me afogarão. Salvarei a mim mesma, Com o gesto simples Do meu auto/ato amor. Eliz Leão
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