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@wilcipolli há 1 ano
Público
Espelho, espelho meu O tempo passa, firme, inexorável, no espelho, a face se transfigura. Espreita o vidro, olhar interrogável, buscando a juventude que foi pura. A bruxa indaga ao vidro tão cruel, se ainda reina, jovial, sua nação. Mas vê no rosto um traço mais fiel, um sulco fundo em lenta erosão. Desperdiçamos quando ainda jovens, segundos raros que não retornam. A eternidade não serve aos homens, que de tique, em taque, evaporam. Jamais pedimos para aqui nascer, mas suplicamos para não perecer.
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