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@rafaelaraujoescritor há 11 meses
Público
Hahaha... disse o palhaço Que estava a três metros de mim Segurando um balão verde na mão direita E, na esquerda, fazia algo apavoradamente assustador Em poucos instantes, o sol desapareceu e a escuridão virou a nova aurora Que iluminava o palanque daquele palhaço "dis-farsado" Porém, fiz o que qualquer um faria no meu lugar Peguei a lanterna do celular e iluminei o caminho à minha frente Desviando do palhaço que murmurava sandices Como uma topeira perdida na claridade do dia Não dei as costas para o palhaço, pois eu não sou louco de confiar Em quem se veste com tais trajes de uma figura cômica na escuridão do eclipse Apenas para espalhar os restos derretidos da lona do circo Iluminando o estranho fantasiado Andei desconfiado, mas sem temê-lo Afinal, meu sorriso jamais será roubado por um palhaço de telefone mudo Quando finalmente encontrei a luz do sol em pleno entardecer E longe daquele nariz amarelo Pude gritar: A PAZ VOLTOU A REINAR! © 2025. Rafael Araújo. Película do palhaço. Poema.

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