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@eliz_leao há 1 ano
Público
Eu sou o fio da navalha Que corta a carne e rasteja Que decepa e desalma aquilo que não ousa ser meu. A alma falha Que cala e consente o estupro Que paga,e normaliza, a soltura dos réus, amigos meus. Que vilipendía, vivas ou mortas, Meninas, mulheres, famílias Que vende e organiza o ataque. Que estuda a maneira mais vil, de culpá-la, Por existir e pelo meu desejo planejado, cultivado, de sangrá-la, por se recusar a ser minha. O objeto do meu desejo e poder. O machismo cala, enquanto você consente. Eliz Leão
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