@eliz_leao
há 11 meses
Público
Eu sou o fio da navalha
Que corta a carne e rasteja
Que decepa e desalma aquilo que não ousa ser meu.
A alma falha
Que cala e consente o estupro
Que paga,e normaliza, a soltura dos réus, amigos meus.
Que vilipendía, vivas ou mortas,
Meninas, mulheres, famílias
Que vende e organiza o ataque.
Que estuda a maneira mais vil, de culpá-la,
Por existir e pelo meu desejo planejado, cultivado, de sangrá-la, por se recusar a ser minha.
O objeto do meu desejo e poder.
O machismo cala, enquanto você consente.
Eliz Leão
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