@rafaelaraujoescritor
há 10 meses
Público
Dez-tormentas
Já não há mais ninguém por aqui.
Como se fala de poesia com paredes gélidas?
O meu poema?
É a minha poesia.
O meu brado retumbante?
Às vezes, é apenas o meu silêncio.
A minha felicidade não é tão completa.
Mas também não é tão superficial.
Esconder-se no próprio vazio é como pular no abismo da alma.
Quando se deve pular nesse abismo superlotado de máquinas quase humanas?
Aliás, o cair não é mais como cair de bicicleta.
E qual abismo é tão real quanto o purgatório?
Não existe abismo sem luz, tampouco abismo cheio de trevas.
Para a viver no mundo só precisamos ter em mente que existe uma única regra que é... viver.
© 2025 Rafael Araújo
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