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@rafaelaraujoescritor há 10 meses
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Monólogo da mente Estive por aqui há milhares de anos... Lembro-me como se fosse o amanhã que existiu entre a penumbra, sem mesmo preceder o hoje. Naquela época, não existia nada: nem luz ou trevas. E tudo era... fácil de respirar. Até sombras andavam pelo infinito, quase vazio ou completo de nada. Sempre soube que a evolução era o pior de todos os erros, porém a mais necessária. Afinal, nada se cria, pois tudo se inverte. Desde o homem aos animais, como toda a vasta criação, são rastros de uma era. Rastros que, um após o outro, continuarão em constante evolução e extinção.Tudo nessa mesma ordem, para não desequilibrar a balança, ou melhor, o peso que uma pena tem em relação a uma bandeja com moedas de ouro. Bebi o vinho do primeiro cálice de barro e o repassei às eras seguintes, que o transformaram em taças de cristal e ouro de marfim. Como foi bom ter pisado o solo antes que o caos e a ordem dessem as mãos, e se ferissem pelas costas. De todas as evoluções que presenciei, talvez... apenas talvez, essa seja a evolução habitável mais vazia de todas. Seria necessário reconstruir novos muros ou uma nova evolução para iniciar tudo de novo. © 2025 Rafael Araújo

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