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@tibianchini 1 year ago
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BETWEEN COFFEE AND POEMAS A shirt. Open. She barely hides her breasts. A pair of panties. Rent. Gently fair. You walk like you slide or float, Scrubbing the inside of the thighs, foot before foot... Look at me. A warm kiss To warm the cold morning that awakens. There's not even a word: "Good morning" is a smile, Which, without saying, already says everything, in melody. Lie next to me. With your foot Snug my foot on the duvet: Loves as intimate as all others That we switch overnight. "Now, get me some coffee. Strong." Such is your request, an order, a caress. Coffee. Strong. Hot. "Sugar or sweetener?" "Neither. Only your kiss sweetens me." A slow sip, letting me admire The curve of your neck, where, a few hours ago, I left bite marks and scratches, Which will be renewed in a few minutes. Lay low. Turn your butt over to me, And in the meantime, stretch your fingers in search A pen and a paper. Inspiration. The coffee, hot. Your body, even more so. On your stomach, scribble skillfully. On the bend of your back, The blade bathed by the sun, which upon his skin, Slides around your hip contour: All this is the real show. A laced panties and a shirt that's mine. A little perfume from yesterday in the middle of my sweat. It's all that covers this body, of which I haven't been able to disconnect yet. I go around with my fingers the curves the lace makes. "Stop," you say, "If I can't finish," It's a poem, I know. But after yesterday, Our poems are not written, they are lived. Your coffee's over. Mine? He wasn't even touched. You turn around and smile. Cross your legs. Read the poem with your lips open, as if every word was a physical touch. "You turned me into a poem," you say, Embracing the paper as if I feared the poem might escape. "It was you who made me want to be a muse, But it is in us that I become a goddess." "It was your night. The morning? It's mine. You brought me coffee, but I prefer salt. That it was on my skin when you were mine." In my hands, the last button ripped off my shirt. Wrap my neck, pull my legs, Put your forehead on mine, and invade me with your eyes. The coffee forgot to cool, but other things boil, What about the poem? This is real life again. "We are not poets," I whisper, between one kiss and another, "We are the verse itself." And so, between cold coffees and hot bodies, We wrote - without words - the perfect epilogue. Panty lace touches the floor. Coffee's over. The poems too. All that remains is the purest truth: Us.
Automatically translated from Portuguese.
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ENTRE CAFÉS E POEMAS 🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤 Uma camisa. Aberta. Mal esconde os seios. Uma calcinha. Rendas. Delicadamente justa. Você anda como quem desliza ou flutua, Roçando o interior das coxas, pé antes pé... Debruça sobre mim. Um beijo quente Para aquecer a manhã fria que desperta. Não há sequer uma palavra: o "bom dia" é sorriso, Que, sem dizer, já diz tudo, em melodia. Deita-se ao meu lado. Com o seu pé Cutuca de leve o meu pé, sobre o edredom: Carícias tão íntimas quanto todas as outras Que trocamos durante a noite. "Agora, me traz um café. Forte". Tal é o seu pedido, uma ordem, um afago. Um café. Forte. Quente. "Açúcar ou adoçante?" "Nenhum dos dois. Apenas o seu beijo me adoça". Um gole lento, deixando que eu admire A curva do seu pescoço, onde, há algumas horas, Deixei marcas de mordidas e arranhões, Que serão renovadas daqui a alguns minutos. Espreguiça-se. Vira o bumbum para mim, E, enquanto isso, estica os dedos em busca De uma caneta e um papel. Inspiração. O café, quente. Seu corpo, mais ainda. De bruços, rabisca habilmente. Na curva das suas costas, A omoplata banhada pelo sol, que, sobre sua pele, Desliza passeando pelo contorno do seu quadril: Tudo isso é o verdadeiro espetáculo. Uma calcinha rendada e uma camisa que é minha. Um pouco de perfume de ontem em meio ao meu suor. É tudo o que cobre este corpo, do qual Ainda não consegui me desconectar. Contorno com os dedos as curvas que a renda faz. "Para", você diz, "Senão não consigo terminar" É um poema, eu sei. Mas, depois de ontem, Nossos poemas não são escritos, são vividos. Seu café acabou. O meu? Nem chegou a ser tocado. Você se vira e sorri. Cruza as pernas. Lê o poema com os lábios entreabertos, como se cada palavra fosse um toque físico. "Você me transformou em poema", você diz, Abraçando o papel como se temesse que o poema pudesse escapar. "Foi você quem me fez querer ser musa, Mas é em nós que eu me torno deusa". "A noite foi sua. A manhã? É minha. Você me trouxe café, mas eu prefiro o sal Que ficou na minha pele quando você foi meu". Nas minhas mãos, o último botão arrancado da camisa. Enlaça o meu pescoço, me puxa com as pernas, Encosta sua testa na minha, e me invade com os olhos. O café esqueceu de esfriar, mas outras coisas fervem, E o poema? Este já é vida real novamente. "Não somos poetas", eu sussurro, entre um beijo e outro, "Somos o próprio verso." E assim, entre cafés frios e corpos quentes, Escrevemos - sem palavras - o epílogo perfeito. A renda da calcinha toca o chão. O café acabou. Os poemas também. Só o que resta é a verdade mais pura: Nós.

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