@robsonmachado
hĂĄ 1 ano
PĂșblico
Domingo no Corpo Dela đ
Domingo chega manso com cheiro de café e pão quente...
Mas o que me acorda mesmo Ă© o som do copo pousando na cĂŽmoda,
E ela,
Nua...
Passeando pela casa como se estivesse sozinha...
Como se não pudesse ser vista por ninguém pelas janelas.
Cabelos soltos...
Pele amassada de sono...
A buceta peluda ainda Ășmida da noite passada...
E o jeito como ela se senta na beira da cama,
Com a caneca nas mĂŁos e o olhar malicioso de quem sabe o que faz.
Com olhar de safada,
Me pergunta se estou com fome...
Sem falar do café.
Eu que estava sentado me informando pela manhĂŁ,
Deixo o jornal de lado,
Porque hoje o noticiĂĄrio Ă© ela.
Ela se estica,
Abre as pernas com preguiça felina...
E com a caneca ainda na mĂŁo,
Passa a outra mĂŁo entre os lĂĄbios.
SĂł pra me provocar.
E provoca.
Endureço antes de tocå-la...
Apenas de vĂȘ-la com os dedos melados de si mesma...
Brincando devagar com o clitĂłris...
Soltando um suspiro que me arrepia até a espinha.
Deito entre as coxas dela,
Esquecendo do mundo,
Com o rosto afundado no que Ă© meu templo e travessia.
Chupo sem pressa.
Hoje Ă© domingo...
E domingos foram feitos pra lamber devagar.
Sentindo o sabor dela,
Antes mesmo do desjejum...
Ela goza tremendo,
Molhando minha boca como bĂȘnção...
E ainda quente,
Com ela experimentando a sensação de pequenas mortes,
Eu deslizo pra dentro...
Duro...
Ainda faminto.
Sentindo o calor me acolher...
Fazendo nossos corpos se tornarem um...
Nesse embalo,
Fazemos amor com cheiro de café no ar...
Com o sol dominical invadindo o lençol,
E o silĂȘncio bom de quem nĂŁo precisa falar nada...
Porque assim sĂŁo os nossos domingos...
Começam e terminam em um ritmo de paixão...
Um amor que os nossos corpos anseiam.
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