À Soberana Deusa da Noite que Brilha nos Céus A Lua
(Poemas Antigos)
I
Do céu nos olha a Senhora Lua
Clareando a noite, esperando o dia,
Tirando das nuvens sua vã magia
Que cai sobre o rio, a casa, a rua.
Do céu, soberana, permanece nua
Minguante, crescente, cheia, vazia;
Alegre, que dança na doce folia;
Do céu, soberana, nos olha e flutua.
Que faz, neste céu, moradia Tua,
Ó Lua, perfeita paz e calmaria,
Que em ti se incendeia, perfaz, perpetua?
Não deixe que exista, nesta noite fria,
Um sopro de dor, que em Ti situa
Os restos noturnos da minha poesia.
II
A Lua Branca clareava a rua
E tão escura, e tão singela,
Que eu, da janela quase nua
Contemplava a rua, que se via bela,
A pensar naquela que me deu ternura
Na forma mais pura de dizer “te amo”,
E em teu oceano nadei com bravura
E tanta doçura, que hoje te chamo
E sem saber clamo pelo teu apreço;
Nem sei se mereço, mas eu vou buscar
Um jeito de amar-te, como eu não conheço
E assim eu cresço pra te conquistar;
E dar-te o mundo, que por ti esqueço,
Onde não tem preço pra quem quer sonhar.
III
Lua, que do céu belo e profundo
Brilha, pisca, encanta o mundo,
Leve-me até ela, sem demora
Antes que o Sol alcance a aurora.
Lua, doce bola iluminada,
Leve-me logo, até a minha amada;
Que, então, eu me encarrego de fazê-la
Brilhar em mim mais que qualquer estrela.
Lua, que do alto nos espia,
E para quem dedico esta poesia,
Atenda a este meu apelo, por favor:
Pois ela sabe que eu vivo sem dinheiro,
E com saúde vago pelo mundo inteiro;
Mas morro em um segundo sem o seu amor.
@tibianchini
há 6 meses
Público
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