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Postado na Liga dos Sete - Facebook
Entre faróis e sombras
Franthesca Kally 08/10/2026
Em um mês que remete aos professores, na vida temos dois exemplos deles
Há os que são faróis em noites sem lua, que acendem caminhos quando tudo parece escuro
Os que motivam, que ajudam, que emprestam coragem quando a nossa acaba
E dão ânimo para não desistir, mesmo quando tudo grita para que sim.
São aqueles que plantam sementes
Sem fazer ideia em qual coração irão florescer,
Que regam sonhos com palavras, e transformam uma sala em ponte
Para um futuro que ainda não conseguimos enxergar
Mas também existem os que puxam para baixo
Como âncoras presas aos pés de quem tenta nadar, os que sentem prazer ao ver o aluno fracassar
Como se cada queda fosse uma vitória, como se a dor de um estudante
Fosse apenas mais uma piada no fim da aula
Em um mundo tão complicado, onde tantos caminham perdidos
A salvação ainda pode ser a educação
Mas para que isso aconteça, e preciso de professores que realmente sejam a diferença,
Não de pessoas que apaguem estrelas, antes mesmo que elas descubram como brilhar
É preciso melhorar, sim, os pagamentos daqueles que ensinam, é justo
Porque dar aula não é uma tarefa fácil, muitos alunos não prestam atenção
Muitos testam limites, muitos fazem do silêncio uma batalha
E talvez isso desgaste, talvez faça a esperança pesar sobre os ombros
Mas transformar o fracasso de um aluno em diversão, rir de quem tropeça
Enquanto deveria ensinar a levantar, é transformar a sala de aula em um palco de humilhação
E enquanto isso acontecer, a educação continuará caminhando com os pés acorrentados
Ninguém sabe o que se passa, por trás dos olhos do outro
Um aluno pode carregar tempestades, que ninguém vê, guerras travadas em silêncio
Feridas escondidas debaixo do uniforme
E alguém que deveria ser luz, pode acabar se tornando trevas.
Dentro desse mundo, que psicológico consegue continuar
Quando aqueles que deveriam estender as mãos é justamente quem empurra?
Que mente permanece inteira, quando o ensino, que deveria ser abrigo, começa a parecer uma prisão?
Vivemos em um mundo globalizado, misturado, conectado por fios invisíveis, onde fronteiras se tornam cada vez menores
E ainda assim, há quem queira construir muros, trancar pessoas dentro deles
E agir como se estivesse tudo bem, a educação deveria abrir portas, não fechá-las
Deveria ser uma chave, não uma algema
Deveria ensinar que ninguém é apenas a nota que recebeu, o erro que cometeu, ou o dia ruim que teve
Porque professores podem ser faróis, mas também podem ser sombras
Podem plantar jardins, ou pisar nas sementes, tem o poder de construir pontes ou levantar muros
E talvez seja justamente aí que esteja a maior responsabilidade
Não apenas ensinar alguém a ler o mundo, mas decidir se, ao final da aula
Esse alguém sairá acreditando que existe um lugar para ele nele