Quando seus olhos se encontram novamente, ela notou algo que conhecia bem demais, o arrependimento.
— Poderia ser nós.
Ela o encara, pega de surpresa pela frase, sente o coração errar uma batida. Também pensava isso, desde o momento que levantou da cama nesse dia.
Poderia Ser Nós — um conto sobre amores interrompidos, tempo perdido e as pessoas que nunca aprendemos a esquecer.
@MultiuniversoFK
Franthesca Kally
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Projeto Experimentos:
Virou Exceção
Eu odiei amar você
Como odiei me derreter por seu sorriso
De cada vez que me fez rir
De cada vez que me fez perder a paciência
Como se isso não fosse perigoso
Eu era conhecida como assustadora, e mesmo me negando a aceitar
Ninguém ousava se aproximar
E mesmo dizendo que não sentia nada
Aconteceu você
E isso mudou tudo ao redor
Eu odeie amar você
Odeio te querer tanto que chega a doer
Seus olhos brilham como o sol
E isso me assusta
Não vejo o medo neles
Apenas uma admiração que me irrita
Porque eu passei a vida
Construindo minhas barreiras
O sol pode brilhar
Mas queimar com a mesma intensidade
E quando a lua chegar outra vez
O que será de mim?
Não tem um príncipe de cavalo branco pra me salvar
Eu nunca pedi salvação
Mas odeio admitir
Que você virou exceção
Então sim, eu odeio amar você
Odeio porque sei que sente o mesmo por mim
Mas ainda falta algo
Odiei te amar
Como odiei me derreter por seu sorriso
De cada vez que me fez rir
Porque você fica mesmo quando eu o empurro
Porque você não vai embora no final
Eu não queria você
Não tem príncipe nem resgate, e eu não pedi por salvação
Aconteceu você, e isso mudou tudo, ao redor
Eu odeie amar você
Porque tudo que brilha demais, também sabe queimar
Eu não queria você, não planejei sentir isso
O problema não é te amar, é admitir que isso mudou quem eu sou
Talvez eu finja que não preciso
Que sozinha eu sei ficar
Mas quando você vira as costas
Tudo em mim começa a falhar
Não te culpo por me quebrar
Eu já era feita de defesas
Só odeio que tenha sido você
A atravessar todas elas
Franthesca Kally
Virou Exceção
Eu odiei amar você
Como odiei me derreter por seu sorriso
De cada vez que me fez rir
De cada vez que me fez perder a paciência
Como se isso não fosse perigoso
Eu era conhecida como assustadora, e mesmo me negando a aceitar
Ninguém ousava se aproximar
E mesmo dizendo que não sentia nada
Aconteceu você
E isso mudou tudo ao redor
Eu odeie amar você
Odeio te querer tanto que chega a doer
Seus olhos brilham como o sol
E isso me assusta
Não vejo o medo neles
Apenas uma admiração que me irrita
Porque eu passei a vida
Construindo minhas barreiras
O sol pode brilhar
Mas queimar com a mesma intensidade
E quando a lua chegar outra vez
O que será de mim?
Não tem um príncipe de cavalo branco pra me salvar
Eu nunca pedi salvação
Mas odeio admitir
Que você virou exceção
Então sim, eu odeio amar você
Odeio porque sei que sente o mesmo por mim
Mas ainda falta algo
Odiei te amar
Como odiei me derreter por seu sorriso
De cada vez que me fez rir
Porque você fica mesmo quando eu o empurro
Porque você não vai embora no final
Eu não queria você
Não tem príncipe nem resgate, e eu não pedi por salvação
Aconteceu você, e isso mudou tudo, ao redor
Eu odeie amar você
Porque tudo que brilha demais, também sabe queimar
Eu não queria você, não planejei sentir isso
O problema não é te amar, é admitir que isso mudou quem eu sou
Talvez eu finja que não preciso
Que sozinha eu sei ficar
Mas quando você vira as costas
Tudo em mim começa a falhar
Não te culpo por me quebrar
Eu já era feita de defesas
Só odeio que tenha sido você
A atravessar todas elas
Franthesca Kally
Poema do Livro: Tudo Pode Acontecer, disponível digitalmente (Kindle) e físico (UICLAP)
Pode Florescer
Entre noites sem sono e segredos guardados
Dois destinos distantes, enfim, lado a lado
Enquanto um cura feridas, o outro carrega cicatrizes
Na vida improvável, plantaram raízes
O passado grita, com a insistência de separar
Mas o amor encontra um jeito de voltar
Não somos perfeitos, mas juntos, somos reais
É nos erros e as quedas que somos iguais
Tudo pode acontecer
Quando o coração decide não se esconder
Mesmo na sombra, a luz vai nascer
É vivendo que a gente aprende a crer, mesmo no impossível
Que tudo, tudo pode acontecer
Um sonha salvar, o outro luta por justiça
Do caos renasceram, da dor veio esperança
Entre riscos e perda, aprendemos a amar
Na tempestade estamos juntos, ninguém vai nos parar
O destino é frágil, mas pode florescer
Quando dois corações escolhem permanecer
Tudo pode acontecer
Quando o coração decide não se esconder
Mesmo entre as sombras, a luz vai nascer
Precisamos provar o que e viver
Que tudo, tudo pode acontecer
E no fim, depois da dor
O amor vence a luta
Entre a vingança, a paz renasceu
Dos corações partidos
Tudo pode acontecer
Quando o amor é maior que a dor
Mesmo entre as sombras, a luz vai nascer
E escolhemos viver, o que tudo, tudo pode acontecer
Franthesca Kally
Pode Florescer
Entre noites sem sono e segredos guardados
Dois destinos distantes, enfim, lado a lado
Enquanto um cura feridas, o outro carrega cicatrizes
Na vida improvável, plantaram raízes
O passado grita, com a insistência de separar
Mas o amor encontra um jeito de voltar
Não somos perfeitos, mas juntos, somos reais
É nos erros e as quedas que somos iguais
Tudo pode acontecer
Quando o coração decide não se esconder
Mesmo na sombra, a luz vai nascer
É vivendo que a gente aprende a crer, mesmo no impossível
Que tudo, tudo pode acontecer
Um sonha salvar, o outro luta por justiça
Do caos renasceram, da dor veio esperança
Entre riscos e perda, aprendemos a amar
Na tempestade estamos juntos, ninguém vai nos parar
O destino é frágil, mas pode florescer
Quando dois corações escolhem permanecer
Tudo pode acontecer
Quando o coração decide não se esconder
Mesmo entre as sombras, a luz vai nascer
Precisamos provar o que e viver
Que tudo, tudo pode acontecer
E no fim, depois da dor
O amor vence a luta
Entre a vingança, a paz renasceu
Dos corações partidos
Tudo pode acontecer
Quando o amor é maior que a dor
Mesmo entre as sombras, a luz vai nascer
E escolhemos viver, o que tudo, tudo pode acontecer
Franthesca Kally
Publicado na Liga dos Sete - Facebook.
Desafios
Desafios de escrever não chegam gritando
Chegam como um silêncio pesado
Sobre a página aberta, a mão que segura a caneta
Ou mesmo paira sobre o teclado
Mas a palavra não nasce, ou nasce fraca
Já parecendo errada
Há dias em que tudo soa incompleto, como se cada frase fosse metade
De alguma coisa maior que nunca chega
O texto respira curto, tropeça em si mesmo, e a mente insiste:
Não está bom, não está pronto, não está certo
Como se tudo fosse fios enrolados, e quanto mais se puxa um,
Menos se entende o nó
O cansaço, a frustração, vão aos poucos criando o bloqueio, não como um muro, mas como um peso
Não se trata de ausência de ideias, mas sim, o excesso delas
Girando rápido demais, num espaço pequeno
Porque as ideias não vêm em fila, vêm como tempestade
Começos possíveis, frases soltas, temas que se cruzam, finais que desaparecem
antes de existir
Sem forma, tudo parece falta, mesmo quando é excesso
Talvez escrever comece quando se aceita o rascunho torto, a frase capenga
O parágrafo que não se sustenta
Talvez seja preciso errar primeiro, deixar o texto nascer cru, antes de pedir que ele seja belo
Corrigir é outra voz, outro tempo, outra respiração
Mistura tudo, é como tentar andar enquanto se mede cada passo
O corpo trava antes de sair do lugar
Talvez seja ir mesmo assim, palavra por palavra
Até que o que era bagunça, comece a virar caminho
Franthesca Kally
Desafios
Desafios de escrever não chegam gritando
Chegam como um silêncio pesado
Sobre a página aberta, a mão que segura a caneta
Ou mesmo paira sobre o teclado
Mas a palavra não nasce, ou nasce fraca
Já parecendo errada
Há dias em que tudo soa incompleto, como se cada frase fosse metade
De alguma coisa maior que nunca chega
O texto respira curto, tropeça em si mesmo, e a mente insiste:
Não está bom, não está pronto, não está certo
Como se tudo fosse fios enrolados, e quanto mais se puxa um,
Menos se entende o nó
O cansaço, a frustração, vão aos poucos criando o bloqueio, não como um muro, mas como um peso
Não se trata de ausência de ideias, mas sim, o excesso delas
Girando rápido demais, num espaço pequeno
Porque as ideias não vêm em fila, vêm como tempestade
Começos possíveis, frases soltas, temas que se cruzam, finais que desaparecem
antes de existir
Sem forma, tudo parece falta, mesmo quando é excesso
Talvez escrever comece quando se aceita o rascunho torto, a frase capenga
O parágrafo que não se sustenta
Talvez seja preciso errar primeiro, deixar o texto nascer cru, antes de pedir que ele seja belo
Corrigir é outra voz, outro tempo, outra respiração
Mistura tudo, é como tentar andar enquanto se mede cada passo
O corpo trava antes de sair do lugar
Talvez seja ir mesmo assim, palavra por palavra
Até que o que era bagunça, comece a virar caminho
Franthesca Kally
Projeto Experimentos:
Abraçar a fumaça
Queria ficar onde o coração chama,
Mas a mente diz: volta, não se engana.
O mundo exige mais saber,
Enquanto a alma só quer permanecer.
Entre o sentir e o pensar,
Algo sempre puxa pra trás,
O peito quer descansar,
Mas a vida nunca se desfaz.
Qual o sentido de sonhar
Se nem todo sonho é real?
Amar calado é tentar
Abraçar fumaça no final.
Entre o querer e o destino,
Tudo pode se perder,
Se o brilho muda o caminho
E a gente esquece de viver.
Entre ambições e partidas,
Os rumos mudam sem avisar,
O que brilhava em outras vidas
Hoje já não quer brilhar.
Tudo passa tão ligeiro,
Mal dá tempo de entender,
Perdemos a vida inteira
Só tentando chegar lá pra ver.
E quando enfim alcançar,
Não há tempo pra parar,
A estrada segue além,
Sem um lugar pra respirar.
E o que resta no fim?
Palavras soltas no ar,
Se o coração não sorrir
Nada faz sentido ficar.
Não é preciso tanto
Pra alma sobreviver,
Mas viver exige encanto,
Força e vontade de ser.
Qual o sentido de sonhar
Se a paz não mora em mim?
Correr sem nunca parar
É nunca chegar ao fim.
Se o pouco já é bastante
Pra vida florescer,
Talvez o sonho distante
Seja só aprender a viver.
Franthesca Kally
Abraçar a fumaça
Queria ficar onde o coração chama,
Mas a mente diz: volta, não se engana.
O mundo exige mais saber,
Enquanto a alma só quer permanecer.
Entre o sentir e o pensar,
Algo sempre puxa pra trás,
O peito quer descansar,
Mas a vida nunca se desfaz.
Qual o sentido de sonhar
Se nem todo sonho é real?
Amar calado é tentar
Abraçar fumaça no final.
Entre o querer e o destino,
Tudo pode se perder,
Se o brilho muda o caminho
E a gente esquece de viver.
Entre ambições e partidas,
Os rumos mudam sem avisar,
O que brilhava em outras vidas
Hoje já não quer brilhar.
Tudo passa tão ligeiro,
Mal dá tempo de entender,
Perdemos a vida inteira
Só tentando chegar lá pra ver.
E quando enfim alcançar,
Não há tempo pra parar,
A estrada segue além,
Sem um lugar pra respirar.
E o que resta no fim?
Palavras soltas no ar,
Se o coração não sorrir
Nada faz sentido ficar.
Não é preciso tanto
Pra alma sobreviver,
Mas viver exige encanto,
Força e vontade de ser.
Qual o sentido de sonhar
Se a paz não mora em mim?
Correr sem nunca parar
É nunca chegar ao fim.
Se o pouco já é bastante
Pra vida florescer,
Talvez o sonho distante
Seja só aprender a viver.
Franthesca Kally
Composição pro livro Pagando o Preço Pelo Passado, disponível digitalmente (Kindle) e físico (UICLAP).
Pelo mar
Infelizmente, nosso amor veio como uma maré cheia de destruição
Me levou aos céus e, tão rápido, me lançou ao inferno
A vingança sempre ao nosso redor, desejando nos consumir
Mesmo com anos entre nosso amor, tudo engolido pelo mar
Entre verdades e mentiras,
Das balas e armas, o medo pulsante em nossos corpos
Uma cabana nos recebe
Melhor que qualquer palácio onde crescemos
Tanto a se dizer, mas pouco tempo pra dizer
Nos limitando a um passo de cada vez
Mas é como se pudéssemos voar nesse balanço de corda
As nuvens, feito carrosséis, giram ao nosso redor
Um pouco mais alto, um vive pelo outro
Mas qual o preço?
Pagamos o preço pelo passado
E no final, quem sai vencedor?
Amor, estamos aqui frente a frente
O que vem a seguir?
E se não houver mais tempo?
Se tudo isso for apenas o fim, escrito antes de acontecer?
Ainda assim, eu viveria tudo de novo
Só por um segundo com você
Tanto a se dizer, mas pouco tempo pra dizer
Nos limitando a um passo de cada vez
Mas é como se pudéssemos voar nesse balanço de corda
Mesmo em queda, um vive pelo outro
Franthesca Kally
Pelo mar
Infelizmente, nosso amor veio como uma maré cheia de destruição
Me levou aos céus e, tão rápido, me lançou ao inferno
A vingança sempre ao nosso redor, desejando nos consumir
Mesmo com anos entre nosso amor, tudo engolido pelo mar
Entre verdades e mentiras,
Das balas e armas, o medo pulsante em nossos corpos
Uma cabana nos recebe
Melhor que qualquer palácio onde crescemos
Tanto a se dizer, mas pouco tempo pra dizer
Nos limitando a um passo de cada vez
Mas é como se pudéssemos voar nesse balanço de corda
As nuvens, feito carrosséis, giram ao nosso redor
Um pouco mais alto, um vive pelo outro
Mas qual o preço?
Pagamos o preço pelo passado
E no final, quem sai vencedor?
Amor, estamos aqui frente a frente
O que vem a seguir?
E se não houver mais tempo?
Se tudo isso for apenas o fim, escrito antes de acontecer?
Ainda assim, eu viveria tudo de novo
Só por um segundo com você
Tanto a se dizer, mas pouco tempo pra dizer
Nos limitando a um passo de cada vez
Mas é como se pudéssemos voar nesse balanço de corda
Mesmo em queda, um vive pelo outro
Franthesca Kally
Composição do Projeto Experimentos.
A vida é um grito
A vida é um giro que ninguém avisou
Um passo em falso e o chão já mudou
O mundo dá cambalhota sem perdão
E eu aprendo a cair de pé no meio da confusão
Experimentar é parte do jogo
Queimar o medo, brincar com o fogo
Bora cantar desafinado na sala
Bora pintar o céu com a própria fala
Cada escolha é uma estrada aberta
Nem toda curva vem certa
Mas ficar parado pesa mais
Do que errar e tentar outra vez
Viver vidas dentro de páginas
Ser mil versões na mesma pele
Mundos distantes me chamam
E eu vou, mesmo quando a voz treme
A ansiedade mandas lembrança
Diz que eu não dou conta do mar
Sussurra dúvidas antigas
Que insistem em me ancorar
Mas a coragem grita mais forte
Bate no peito, pede passagem
Ela não promete conforto
Só a verdade da viagem
O mundo gira, eu giro junto
Desaprendo pra aprender
Me arrisco no salto escuro
Porque nascer é se refazer
Ano novo bate na porta
Com cheiro de recomeçar
Eu faço um brinde aos desafios
Que ainda vão me transformar
Se o medo vem, eu agradeço
Ele prova que é real
Que o passo importante, que é sério
Que viver nunca foi banal
Então bora cantar, se jogar
Deixar a vida conduzida
Se o mundo vira de cabeça pra baixo
Que eu vire junto, pronto pra sentir
Franthesca Kally
A vida é um grito
A vida é um giro que ninguém avisou
Um passo em falso e o chão já mudou
O mundo dá cambalhota sem perdão
E eu aprendo a cair de pé no meio da confusão
Experimentar é parte do jogo
Queimar o medo, brincar com o fogo
Bora cantar desafinado na sala
Bora pintar o céu com a própria fala
Cada escolha é uma estrada aberta
Nem toda curva vem certa
Mas ficar parado pesa mais
Do que errar e tentar outra vez
Viver vidas dentro de páginas
Ser mil versões na mesma pele
Mundos distantes me chamam
E eu vou, mesmo quando a voz treme
A ansiedade mandas lembrança
Diz que eu não dou conta do mar
Sussurra dúvidas antigas
Que insistem em me ancorar
Mas a coragem grita mais forte
Bate no peito, pede passagem
Ela não promete conforto
Só a verdade da viagem
O mundo gira, eu giro junto
Desaprendo pra aprender
Me arrisco no salto escuro
Porque nascer é se refazer
Ano novo bate na porta
Com cheiro de recomeçar
Eu faço um brinde aos desafios
Que ainda vão me transformar
Se o medo vem, eu agradeço
Ele prova que é real
Que o passo importante, que é sério
Que viver nunca foi banal
Então bora cantar, se jogar
Deixar a vida conduzida
Se o mundo vira de cabeça pra baixo
Que eu vire junto, pronto pra sentir
Franthesca Kally
Composição para o conto: O que não coube, que está disponível no Inkspired.
Não foi falta de amor
O café sempre o mesmo cheiro, frio sobre a mesa
Manhã caindo em vão, você chegou lento como um sobro da maresia
E eu cheguei feito canção
Seu mundo cabe em ordem, o meu, em contramão
Você vive de partida
E eu de mundos distantes
Falou de ordem, falou de tempo, eu falei do que não se mede
Você olhava sempre o relógio, eu aprendia a esperar você
Eu fechava o caderno em silêncio, pra não te atrasar
Você dizia que era instável
O que me fazia ficar
Não foi falta de amor, foi sobra de caminho
Você precisava ir, e eu precisava de tempo
Amar também é deixar ir
Mesmo querendo ficar por mais tempo
Você partiu com seus sonhos
Eu fiquei com meus pensamentos
Amar também é soltar, mesmo rasgando a esperança
Enquanto você promete presença, mas vive de chegar depois
E eu escrevo o que sobra
Você seguiu seus passos e eu voltei ao foco dos meus
Seu uniforme ocupa o quarto, mesmo quando você não vem
Você deixou o silêncio falar
No quarto, o uniforme na cadeira, nunca chegou a descansar
E eu mudando meus horários, pra caber no seu chegar
Você guarda o mundo em metas, e eu em páginas vazias
Quando falo de futuro, você fala de partida
E isso se tornou nosso pequeno segredo, de quem guarda o fim
Não foi falta de amor, foi sobra de caminho
Você precisava ir, eu precisava de tempo
Amar também é deixar ir, mesmo doendo por dentro
Você seguiu suas ordens, eu segui meu próprio caminho
Quando a porta se fechou, o silêncio falou por nós
Você levou seus sonhos, eu fiquei com minha voz
Te beijei como despedida, não como começo outra vez
Alguns amores não acabam
Só não sabem ser dois ao invés
Não te prendi, não pedi promessa
Não fiz você ficar, te convencendo do contrario
Você escolheu o mundo, e eu escolho não me perder
Alguns amores não falham, só não sabem morar
Você partiu com a farda, e eu fiquei pra escrever
O que não coube em nós
Virou verso pra sobreviver
O amor apenas não coube no mesmo horizonte
A porta fechou sem barulho
O caderno ficou aberto, por caminhos distintos
Franthesca Kally
Não foi falta de amor
O café sempre o mesmo cheiro, frio sobre a mesa
Manhã caindo em vão, você chegou lento como um sobro da maresia
E eu cheguei feito canção
Seu mundo cabe em ordem, o meu, em contramão
Você vive de partida
E eu de mundos distantes
Falou de ordem, falou de tempo, eu falei do que não se mede
Você olhava sempre o relógio, eu aprendia a esperar você
Eu fechava o caderno em silêncio, pra não te atrasar
Você dizia que era instável
O que me fazia ficar
Não foi falta de amor, foi sobra de caminho
Você precisava ir, e eu precisava de tempo
Amar também é deixar ir
Mesmo querendo ficar por mais tempo
Você partiu com seus sonhos
Eu fiquei com meus pensamentos
Amar também é soltar, mesmo rasgando a esperança
Enquanto você promete presença, mas vive de chegar depois
E eu escrevo o que sobra
Você seguiu seus passos e eu voltei ao foco dos meus
Seu uniforme ocupa o quarto, mesmo quando você não vem
Você deixou o silêncio falar
No quarto, o uniforme na cadeira, nunca chegou a descansar
E eu mudando meus horários, pra caber no seu chegar
Você guarda o mundo em metas, e eu em páginas vazias
Quando falo de futuro, você fala de partida
E isso se tornou nosso pequeno segredo, de quem guarda o fim
Não foi falta de amor, foi sobra de caminho
Você precisava ir, eu precisava de tempo
Amar também é deixar ir, mesmo doendo por dentro
Você seguiu suas ordens, eu segui meu próprio caminho
Quando a porta se fechou, o silêncio falou por nós
Você levou seus sonhos, eu fiquei com minha voz
Te beijei como despedida, não como começo outra vez
Alguns amores não acabam
Só não sabem ser dois ao invés
Não te prendi, não pedi promessa
Não fiz você ficar, te convencendo do contrario
Você escolheu o mundo, e eu escolho não me perder
Alguns amores não falham, só não sabem morar
Você partiu com a farda, e eu fiquei pra escrever
O que não coube em nós
Virou verso pra sobreviver
O amor apenas não coube no mesmo horizonte
A porta fechou sem barulho
O caderno ficou aberto, por caminhos distintos
Franthesca Kally
Publicação da Liga dos Sete - Facebook
Poema que foi publicado na Revista Entre Linhas totalmente independente:
Folha de papel
Com uma folha de papel, você me conquistou
Em um dia, tão cinza, você trouxe cor
Com algo tão simples
Um coração de origami, me fazendo rir
Afastando os problemas da minha cabeça
Todos os dias, você passou a me presentear
Com um origami, me fazendo sempre sorrir
Um príncipe de papel
Arrebatando uma princesa perdida
Folhas carregadas de palavras
Todas com poemas
Logo se tornando um origami
Palavras como enfeite para essas belezas
Palavras que iam para o lixo, após escritas
Ou iriam queimar
Você as transformou em origami magníficos
Dando novamente a vida
Palavras silenciadas pela vida
Vontades contidas
Desejos loucos, presos em folhas
Que desejam asas para voar
Com uma folha de papel
Você se aproximou
Naquele dia, que estava tão cinza, você me fez sorrir
Um príncipe de papel, arrebatou uma princesa perdida
De papéis que suas linhas iriam pegar fogo
Você as reviveu, em um origami maravilhoso
São palavras silenciadas pela vida, presas em folhas soltas, que desejam voar
Franthesca Kally
Poema que foi publicado na Revista Entre Linhas totalmente independente:
Folha de papel
Com uma folha de papel, você me conquistou
Em um dia, tão cinza, você trouxe cor
Com algo tão simples
Um coração de origami, me fazendo rir
Afastando os problemas da minha cabeça
Todos os dias, você passou a me presentear
Com um origami, me fazendo sempre sorrir
Um príncipe de papel
Arrebatando uma princesa perdida
Folhas carregadas de palavras
Todas com poemas
Logo se tornando um origami
Palavras como enfeite para essas belezas
Palavras que iam para o lixo, após escritas
Ou iriam queimar
Você as transformou em origami magníficos
Dando novamente a vida
Palavras silenciadas pela vida
Vontades contidas
Desejos loucos, presos em folhas
Que desejam asas para voar
Com uma folha de papel
Você se aproximou
Naquele dia, que estava tão cinza, você me fez sorrir
Um príncipe de papel, arrebatou uma princesa perdida
De papéis que suas linhas iriam pegar fogo
Você as reviveu, em um origami maravilhoso
São palavras silenciadas pela vida, presas em folhas soltas, que desejam voar
Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Entre a tensão
Sinto meu corpo recortar a luz,
Como uma lâmina afiada, moldada pela repetição
No palco frio, que existe completa perfeição
Os braços desenham um arco no ar
Com uma disciplina bastante para parecerem leves
Em um giro, a saia se abre
E por segundos permanece suspensa
Como se fosse frágil apenas aos olhos
De quem não conhece o peso do equilibro
A tensão pulsa no compasso do peito
Os pés, revestidos pelo cetim,
Ferem o chão com exatidão
A noite arde em anseio,
E as cores se intensificam a cada momento
Na sala vazia e nela que o corpo de liberta
Não há aplausos, não há testemunhas
Apenas a entrega
O ballet não pede permissão ao cansaço
Ele tem a magia de transformar tensão em forma
Dor em linhas perfeitas
E transforma o corpo que vai além do tempo
Franthesca Kally
Entre a tensão
Sinto meu corpo recortar a luz,
Como uma lâmina afiada, moldada pela repetição
No palco frio, que existe completa perfeição
Os braços desenham um arco no ar
Com uma disciplina bastante para parecerem leves
Em um giro, a saia se abre
E por segundos permanece suspensa
Como se fosse frágil apenas aos olhos
De quem não conhece o peso do equilibro
A tensão pulsa no compasso do peito
Os pés, revestidos pelo cetim,
Ferem o chão com exatidão
A noite arde em anseio,
E as cores se intensificam a cada momento
Na sala vazia e nela que o corpo de liberta
Não há aplausos, não há testemunhas
Apenas a entrega
O ballet não pede permissão ao cansaço
Ele tem a magia de transformar tensão em forma
Dor em linhas perfeitas
E transforma o corpo que vai além do tempo
Franthesca Kally