Sinto meu corpo recortar a luz, Como uma lâmina afiada, moldada pela repetição No palco frio, que existe completa perfeição Os braços desenham um arco no ar Com uma disciplina bastante para parecerem leves
Em um giro, a saia se abre E por segundos permanece suspensa Como se fosse frágil apenas aos olhos De quem não conhece o peso do equilibro A tensão pulsa no compasso do peito
Os pés, revestidos pelo cetim, Ferem o chão com exatidão A noite arde em anseio, E as cores se intensificam a cada momento
Na sala vazia e nela que o corpo de liberta Não há aplausos, não há testemunhas Apenas a entrega O ballet não pede permissão ao cansaço Ele tem a magia de transformar tensão em forma Dor em linhas perfeitas E transforma o corpo que vai além do tempo Franthesca Kally
As estrelas cadentes passam, ligeiras Riscam o céu e acendem desejos antigos No silêncio do pedido, sonhamos futuros Como quem acredita outra vez no impossível O ano se inicia com páginas em branco, Promessas escritas com a tinta da esperança Fazemos votos ao tempo, à vida, ao coração Mesmo sabendo que nem todos se cumprem na chegada Alguns sonhos florescem no agora Outros aprendem a esperar, pacientes Há desejos que pedem tempo E promessas que amadurecem em silêncio Mas não é o medo que deve nos guiar Ainda que ele caminhe ao nosso lado É a coragem de recomeçar, mesmo trêmulos Que transforma quedas em novos caminhos Recomeçar é um ato de fé diária É olhar para o céu e sonhar mais alto Porque enquanto houver estrelas passando Haverá sempre um motivo para tentar de novo. Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Celebrando a vida
Hoje nasce o primeiro dia do ano, Um novo ciclo se abre em silêncio, Com novos desejos e anseios, E onde nossos desejos se tornam preces E ficamos ansiosos na esperança de aprender a esperar
Recheado de novidades Com esperança em cada olhar Com o desejo que esse ano seja o melhor de todos Que as estrelas sussurrem em nossos ouvidos os caminhos E cantem, em luz, as boas-vindas Anunciando as novidades que vem pela frente
Que o sol, brilhe tocando nossa alma com calor Para apagar a amargura E despertado esperanças adormecidas Que a chuva desça com benção Celebrando a vida Em gostas de sabedoria e fé
E que a lua, em seu eterno esplendor Nos ensine, com ternura A amar cada fase da vida E a florescer em todas elas A viver plenamente Como a lua faz, a brilhar em todas as fases Franthesca Kally
Ser romântica não é meu ponto forte, eu sei bem disso Não sei falar de amor que tenho dentro de mim E como se o amor pintasse em mim um quadro, que não posso impedir Com cada gota da chuva que escorre pela pele, me lembra dos seus abraços
Enquanto meu peito grita sem poder se conter, dizendo sim, e isso não posso esconder Sinto sua falta em cada segundo do meu dia, em cada amanhecer e anoitecer Queria me perder no calor dos seu braços, no seu abraço forte e delicioso Sentir seu perfume me faz delirar, me esquecer de tudo ao redor
Tento esconder o que sinto, mas seu olhar me domina, Como o céu nublado que a chuva ilumina Ser romântica nunca foi meu jeito de ser, mas em você, encontro estradas que quero percorrer Deixar que o riso e a paixão mostrem a direção
Nesse mundo, a aquarela, se torna cores vivas Eu queria poder dançar com você sob a tempestade Deixar que o riso e a paixão virem a verdade, por trás de cada sorriso Como a chuva que cai, o meu coração de afunda
Entre campos abertos e o cheiro de terra molhada Você surge na chuva, acelerando sua moto, como em uma pintura distante A caminhonete suja com a lama, ao cruzar as estradas, em busca do que faz o coração acelerar Passamos por cercas e árvores, deixando um rasto da inquietação
Ser romântica nunca foi meu jeito de ser Mas em você, encontro um arco-íris a me envolver Sua voz doce, que me faz sonhar, uma melodia a soar Eu a colocaria na rádio, só pra todo mundo escutar
O mundo tomado por aquarelas, com cores tão vívidas O verde das pastagens, os tons de dourados nos matagais Queria poder dançar com você, enquanto a tempestade cai Mesmo quando tento esconder o sinto, seu olhar me domina, como o céu nublado sobre a colina
É como pintar o amanhã, se esquecendo do depois Você é livre mesmo sob a chuva fina, vejo sua moto passar O ronco do motor se tornando uma música que me faz sonhar Eu com minha camionete, você nem percebe ao passar ao lado
Tento esconder o que sinto, me perco por inteira ao cruzar seu olhar Ser romântica não é minha vocação Mas tenho que dizer o que sinto, sem regras ou medo Não é só amizade, é um doce querer, que queima com ardor
Cada palavra que escapa, ainda que sem sentido É como tinta que se espalha, sem rumo definido Se torna uma mistura de amizade, paixão e o querer Cada suspiro, cada sensação, me transporta aos sonhos da imaginação
Ser romântica nunca foi meu jeito de ser, mas em você, encontro a paz do entardecer A ausência é um eco que não se pode calar O sorriso é o sol, que aquece o mundo em um dia nublado As lembranças, em mim um pedaço da ausência
E no fundo, sei que também estou aí Nós seus pensamentos, num breve sorriso Cedo ou tarde, uma memória virá, e com ela, talvez, meu amor se revelará Como uma chuva que traz antigos momentos Franthesca Kally
E, foi olhando em seus olhos Que percebi que não ficaria. Não porque não me ama, mas, Sim, porque a sua resistência em dar o próximo passo era maior.
Ao seu lado desejei ficar até meu último suspiro. Meus lábios anseiam pelos seus, como o saber divino. Que leva à loucura. Mas seus olhos, por mais brilhantes que sejam por mim,
Sei que ainda falta algo. Mesmo o frio na barriga que sempre vem ao estar ao seu lado, Sei que ainda, esse sentimento não é suficiente. Mesmo durante essa dança, não podemos fugir da realidade.
Tudo que quero é que as estrelas caiam do céu, Deixando tudo ainda mais louco... só mais um pouco de tempo Para nos unir, até que a dance acabe e nos afastemos Para seguir caminhos diferentes, mesmo que o coração queira ficar.
Seus olhos são como buracos negros, nos quais eu tanto queria me perder. Porém, foi ali que percebi que não iria ficar. Não porque falta sentimento, isso temos de sobra. Porém, não temos atitude, temos há resistência em dar o próximo passo.
Algumas estrelas brilham no céu, outras são cadentes, E, para o nosso infortúnio, somos as passageiras, Que desejam ficar e brilhar por um pouco mais de tempo. Assim que essa dança acabar, o sonho chegará ao fim. Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Filmes e livros
Todos querem um coração para chamar de seu; Querem o calor dos livros, com a chama visível dos filmes. Todos não querem cair, Não querem sofrer; apenas os risos de uma vida feliz. Querem viver apenas um lado da história.
Já quem vive em ambos os lados vê que nem tudo É o mais perfeito dos arco-íris. Sabem o peso de uma lágrima, do aperto no peito. O que querer deixar ir, sufocado em meio ao mar das páginas,
Mesmo assim, no fundo, ainda alimenta a esperança de ter um coração, De um lugar para se chamar de seu, Para repousar a cabeça em dias de luta e de chuva. Não que seja perfeito como nos filmes,
Mas que seja real como na versão dos livros. Sentido de querer seguir mesmo com medo de cair; Apenas um lado da história não surte o efeito completo. Muitos saem como vilões quando, na verdade, não são.
Não se tem como afirmar quem é quem; as reviravoltas surpreendem. Cada um age na esperança que o melhor aconteça; Sem dor, mas com ganhos; tudo na vida é uma questão de equilíbrio. Tem que haver o equilíbrio, ninguém é todo puro, como ninguém é todo mal.
Tudo uma questão de um olhar amplo, Sem sufocar, sem carregar tantos arrependimentos. Uma junção que alguns preferem os filmes e outros aos livros; Tem para todos os gostos Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Amanhã será melhor
A vida adulta não é um mar de rosas, é um oceano que muda de humor Acordo cedo, mesmo cansado, o corpo reclama, a mente não quer ir Há dias em que o corpo navega em águas calmas, mas na maior parte do tempo Se vê ondas altas batendo no casco de um barco remendado às pressas com fé, cansaço e vontade
A vida adulta não espera, quando o relógio insiste em seguir Carrego nas costas pedras que a vida despeja no convés Responsabilidades, prazos, cobranças, a casa que precisa de cuidados A família que precisa de colo, o trabalho que exige resultados, o estudo que pede mais horas, do que o corpo pode suportar
O coração vai criando calos, porque ninguém avisou, que crescer é engolir sapos Com um sorriso treinado no espelho, e fingir que tudo está bem Mesmo quando o peito está cheio, o rosto precisa permanecer ensolarado Quando tudo pesa demais, não tem porto, nem farol, nem sopro de vento que alivie
Mesmo parado com o barco encalhado na areia, vendo o tempo subir com a maré Enquanto as forças baixam, após engolir sapos como quem engole a própria tempestade Fica na esperança de tampar o sol com a peneira, tentando acreditar Que o amanhã vai ser mais leve, que o medo diminui, que o peso se desfaz Que a luz continua ali brilhando fortemente, mesmo quando a nuvem escura cobre o céu
Com dias de chuva miúda, em que o cansaço apenas aperta devagar Outros vêm como tornados, levando o ânimo pelos ares Deixando apenas as ruínas por dentro, arrancando telhas de um coração E rachando paredes da paciência.
Os dias, em que as pedras nas costas pesam demais, Prendem os passos, atravancam caminhos E fico parado enquanto o tempo passa Observando o mundo girar, sem força para girar junto
E nessas horas, a vontade de continuar diminui, A esperança balança, o cansaço vence por instantes E o silêncio fala mais alto Do que qualquer grito engolido
Mas no fim da noite, por mais doída que tenha sido a navegação, Sempre surge um sussurro dentro de mim: “Segura firme, Amanhã talvez o mar acalme, o sol irá furar as nuvens, a chuva irá vier brisa, e a vida vai ser menos pesada. Respira. Amanhã… Amanhã talvez seja melhor o dia.” Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Entre Páginas e Asas
Viver entre páginas é ser muitos É nascer e morrer em um único parágrafo Hora, o coração se derrete Doce como chocolate derretido no fim de um romance Onde o amor, vive em um olhar, um gesto, e o tempo para por instantes
Hora, o vento rasga Veloz como um carro em curva em pura adrenalina Palavras aceleram, faíscas de emoção E a alma, sem freios, atravessa o limite da razão
Ler é mais que querer É precisar respirar tinta e sonho É mergulhar em mundos que não existem Até que, de repente, passam a existir dentro de nós
Escrever é o vício mais puro que existe Uma necessidade voraz que grita e se debate para sair Que grita no puro silêncio das madrugadas Um sussurro de súplica: “mais uma página, só mais uma linha”
Num dia, posso ser rei, mendigo, estrela ou sombra Sem mover um passo além do sofá Sem sequer e necessário abrir a janela Porque os livros são portais e as palavras, são as asas da liberdade
Dia ou noite, tanto faz O impossível virá apenas mais um linha escrita E beber histórias como quem tem sede de existir Escrever é o puro vicio
Não precisa pedir licença, e apenas abrir um livro ou caderno E deixar fluir, como um pássaro que canta o amanhecer Mesmo quando o sol ainda dorme tranquilamente E mesmo nas pausas, as palavras continuam a sussurrarem, vivas para um novo voo Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Sinal de Alerta
Você tem tudo para ser quem irá me fazer duvidar, Querendo coisas loucas, quer me transformar Tem o poder de criar alucinações em minha mente, Quer destruir minhas estruturas Você consegue desfazer de mundos, como um magico Um toque sutil, molda novas aventuras
Você é o sinal de alerta, que todas as mentes sãs gritam, para tomar cuidado É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado” Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!”
Nas batidas dos compassos, você se transforma Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo, Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente
Nos dias que perdem as horas, em um instante, é dia no outro é noite, Você criou outro universo, com o silencio é a agonia ao redor Me faz quebrar os limites, me faz mudar, me fazendo delirar Quando era de manhã, agora é noite, o tempo é um mistério a vagar Nem aprece que agora, a pouco era seis da manhã
O sinal de alerta, ainda grita em minha mente As vozes gritam: “Cuidado!”, já as outras gritam com mais força: “Cuidado, siga em frente!”
Entre sonho e realidade, você me faz viajar, Nas batidas dos compassos, você se transforma Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo, Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente
No decorrer dessas mudanças, você calou as vozes da minha cabeça, criando outro universo Você tem o poder de criar e destruir, com apenas um toque Consegue silenciar a agonia ao redor, criando outro universo Toque sutil, molda novas aventuras,
Você vem com o sinal de alerta, para qualquer mente sã, grita para tomar cuidado É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado, em todos os sentidos Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!” Franthesca Kally
E chegou o fim de outubro, Com o sussurro do vento, que o tempo vem anunciando Faltam poucos os dias, para que o ano se despir em brisa fria Mesmo assim, mês foi pesado, carregado de dor, de fogo, de enchente
A natureza grita cansada, Com o coração da Terra ficando cada vez mais carente Rezamos aos céus para que a chuva venha Não com fúria, mas carregada de bênçãos
Levando os medos, e curando o chão Trazendo virtude e renovação, que as mãos se encontrem Num gesto puro de simplicidade, de humanidade Pois só juntos podemos, refazer o que foi profanado
Que o desamor se apague, que desta vez possa florescer a compaixão E que os passos que vamos deixando, sirva de guia à nova geração Pedimos que nossos ancestrais nos guardem, nesta longa travessia E que os filhos do amanhã, aprendam o valor da harmonia
A Terra é viva, respira e sente Que precisamos cuidar e amar Pois só quem planta com o real respeito Colherá o amanhã que quer encontrar. Franthesca Kally