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@MultiuniversoFK há 2 meses
Público
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Entre a tensão Sinto meu corpo recortar a luz, Como uma lâmina afiada, moldada pela repetição No palco frio, que existe completa perfeição Os braços desenham um arco no ar Com uma disciplina bastante para parecerem leves Em um giro, a saia se abre E por segundos permanece suspensa Como se fosse frágil apenas aos olhos De quem não conhece o peso do equilibro A tensão pulsa no compasso do peito Os pés, revestidos pelo cetim, Ferem o chão com exatidão A noite arde em anseio, E as cores se intensificam a cada momento Na sala vazia e nela que o corpo de liberta Não há aplausos, não há testemunhas Apenas a entrega O ballet não pede permissão ao cansaço Ele tem a magia de transformar tensão em forma Dor em linhas perfeitas E transforma o corpo que vai além do tempo Franthesca Kally

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