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@MultiuniversoFK

Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Espiral
Espiral da vida
Da roda que gira
Espiral com suas voltas infinitas
Com formas que é criado
Conforme se movimenta
A roda da fortuna não pode parar
Para cada fim um novo começo
Tudo para uma transformação
Espiral carregado de novas oportunidades
O desejo da perfeição, acaba se tornando
Um sacrifício
Muitas decisões para ser tomadas sem
Como escapar
O espiral nunca pode parar
Gira tendo suas formas conforme
Se movimenta
Com intensidade
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Jardim
Caminhando pelo jardim, entre diversas flores pelo caminho
Sozinha me encontro aqui
Descalça, vestido que se arrasta pela terra
Que toca meus pés
Não me importo, com os espinhos que tocam minha pele
E rasgam meu vestido
Em algumas o doce vermelho do sangue que
Meu coração cansado bombeia
Toco delicadamente as pétalas
Das flores, leves e maleáveis como o vento
Não se pode encontrar a saída deste jardim
Seu tamanho esconde muitos segredos
Nos quais entrei pela sua beleza encantadora
O sol sobre minha cabeça, a terra em meus pés
Encantadora alucinação, que me vê dançar sobre espinhos
Caminho descalça, cabelos soltos ao vento
Entre nesse jardim onde não pode ser encontrados,
Se não forem dignos de tal esplendor
Cada dor, floresce uma nova flor
O tempo é como se estivesse congelado
Talvez eu esteja perdida, mas já não procuro a saída
As cores se diferenciam na maneira que as olham
Danço e canto ao som da dor, o sangue abrilhanta
Como confetes em um baile
Os espinhos tocam ao som da melodia
As pétalas se move com o toque do vento
Não quero encontrar a saída
A beleza do jardim é encantadora
Encantadora a alucinação, que me fez dançar sobre os espinhos
Caminhando pelo jardim, aqui se tem diversas flores
Descalça eu estou, cabelos ao vento, vestido que toca a terra
Cada dor se tem uma flor
O tempo é como se estivesse congelado
Talvez eu esteja perdida, mas não quero a saída mais
Não, são todos que podem entrar
Em alguns, doce o vermelho do sangue
Caminho descalça sem me importar
Foi o tempo para algo assim
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Carregar

Não, era para vivermos juntos
Tivemos medos, do que poderia acontecer
Mais aos poucos, fomos nos transformando
Não, era para ser

No começou foi incrível
Precisávamos daquele impulso
Mais já não satisfaz, o que precisa
Aprendemos, e seguimos em frente

Infelizmente não se pode carregar tudo e todos
No percurso, alguns ficam
Em outras paradas
Para outros trens partirem

Caminhamos conforme nossos destinos
Desejam, nossas escolhas nos moldam
A intensidade nos fez, renascer
Mais necessitamos de mais

Final da linha para nós, deste percurso
Quem sabe, podemos nos reencontrar
Com novas histórias, novos aprendizados
Ou apenas não éramos para ficar juntos, como o previsto

Entenda que tudo bem
Acontece, várias vezes
Os encontros e desencontros
Aprendemos com eles, evoluímos com eles
Franthesca Kally
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Poema disponível na Liga dos Sete - Facebook.
Demônio e Anjo

Ela chega como uma sombra, dominando o espaço
Os olhos frios, coração de aço, um demônio em pele suave
Ela conhece muito bem o jogo, sabe o que lhe cabe
Fria como o gelo, mas queima por dentro, ela é o completo perigo que traz o tormento
Mas quando ela quer, tudo pode se transformar

Se torna o anjo que te envolve na sua norma
Demônio à noite, mas doce ao amanhecer
Quando deseja sabe como envolver, sol da manhã, perfume de rosa
No toque da pétala, ela é perigosa
Ela tem o dom de controlar cada movimento
Um olhar, e o mundo se torna seu instrumento
Mas ao menor sinal de interesse, ela é o anjo que te enlouquece

Com um sorriso suave, ela muda o tom
Te seduz com a leveza de um verão, mas por trás da doçura, a escuridão
Ela é um demônio em perfeita contradição
Ela é o frio da noite escura que te faz tremer
Mas ao nascer do sol, ela vem pra aquecer, o perfume da rosa, o toque sutil
Ela é o demônio e o anjo, tudo em um perfil, ela se torna ambos, ela quem vai escolher
Franthesca Kally
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Poema disponível na Liga dos Sete - Facebook.
Flores de Pau-de-Rosa

No tronco forte, espinhos a abraçar, surge a beleza que insiste em brotar
Erguem-se flores, começam a dançar, como a mulher que aprendeu a lutar
Mesmo ferida, continua a amar, pau-de-rosa, em brilho a cantar
Tocam a alma sem precisar falar, pétalas brandas, veios de emoção

Carregam segredos do coração, no outono da vida, brilham em flor
Mulher é raiz, coragem e cor, flores de pau-de-rosa, alma a pulsar
Tantas batalhas sem se calar, entre as dores, ela sabe dançar
E se refaz no dom de amar, cai uma pétala, suave no chão

Mas não se perde a força do chão, mulher levanta com mais precisão
Se reinventa em cada estação, desabrochando em calor e cor
Pétalas leves com veios de amor, no outono calmo, um doce sabor
A vida renasce sem pedir favor, flores de pau-de-rosa, vem me mostrar

Que mesmo entre espinhos dá pra amar, a dor e a beleza podem caminhar
E a alma insiste em se reinventar, como a flor que cresce no espinhar
Cai uma pétala, como um sussurro
A mulher floresce sem se dobrar, não é só beleza que vem mostrar

É força viva a nos guiar, flores de pau-de-rosa, vão revelar
Que ser mulher é mais que encantar, é resistir, é renascer, é cuidar
E no amor, sempre recomeçar
Adeus ao dia, ao tempo maduro

Mas a raiz firme canta no escuro, renova esperanças num novo futuro
Assim é a vida, dançar e cair
Chorar e sorrir, partir pra construir
O pau-de-rosa me fez entender, que amar é também se permitir

Flores de pau-de-rosa, vem me mostrar
Que mesmo entre espinhos dá pra amar
A dor e a beleza sabem ensinar
A se doar… e se deixar amar
Franthesca Kally
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O sonho meu
Sonho meu tão distante e, ao mesmo tempo, tão perto
Sonho meu que tanto desejo, sonho meu que tanto quero
mais, tenho medo de não tê-lo
Sonho meu venha pra mim, sonho meu, que tanto faz meu
coração palpitar
Sonho que me faz ter os mais belos sonhos, cheios de
suspiros mais profundos
Sonhos meus que me trazem tenta satisfação
Sonho meu que me lembras-te de todos os meus desejos
Sonho meu venha pra mim, não posso ficar sem ti
Sonho meu venha por favor, preciso de ti sonho meu
O meu querido sonho venha é me faça feliz
Franthesca Kally
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Acides

Nem tudo que os olhos veem
São ouro
Nem tudo que toca, reluz
A chuva ácida, queima o que vem

Doce e encantadora acides
De encontro com a pele
Nada sobra no final
Se tem um beijo encantador e maravilho

Gosto que leva ao céu e a terra em questão de minutos
Nem os prédios se resistem com ela
As esculturas, se ajoelham
Para apreciar, tamanha força que se possui

O céu se tem segredos
Com uma pitada de maravilhas
Os olhos veem chuva
Mais nem tudo que se vê, pode acreditar

Até os indomáveis
Se abaixam, pelo que vem
Ninguém ousa ir contra
Aprecie com cuidado, ela pode lhe levar

Não tem como resistir
Nem os prédios, as esculturas
São imunes ao que pode acontecer
Suas pitadas de maravilhas são perigosamente atrativas

Nem tudo que se toca, ira reluzir
Como nem tudo que olhar, será ouro
A chuva vem, mais ninguém pode prever se a acidades leva virá
Com seu charme, incrivelmente irresistível, um fenômeno que sempre impressiona
Franthesca Kally
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Poema disponível na Liga dos Sete - Facebook.
Acordes

Todos somos acordes
Que desejam ser tocados
Anseios com que derrapa do frio
Respirações com pedidos de socorro

Gritos de liberdade
Todos os acordes
Compõem alguma sinfonia
Acordes que terão pontos altos e baixos

Luzes que impressionam
Balanços de cordas
Voam altos, tocam os céus
Um pouco mais de calor

Todos os acordes
Pessoas querem saber
Para as tocar
Mas não são todos que podem tocar

Frio que derrapa
Respirações se tornam pedidos de socorro
Gritos agudos, são liberdade
Agua que leva embora parte da melodia, sendo fundida

Um pouco mais de sinfonia
Um pouco mais de acordes
Um pouco mais de respiração
Um grito, talvez

Luzes que acendidas impressionam
Agua leve, bela como nunca antes
Frio que abraça, notas e mais notas pelos acordes
Um pouco mais de calor

Acordes rígidos
Fortes, melodia
Que faz lágrimas negras vierem
Acordes com sangue, impressionam

Leves como plumas
Acordes, de liberdade
Pintam como tinta, na ilusão da imaginação
Finos, com impressão de tranquilidade

Um pouco mais de intensidade
Todos somos acordes
Todos produzem alguma melodia
Balanços de cordas, voam alto
Franthesca Kally
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Poema da Liga dos Sete - Facebook.
Elas são fênix

Mulheres com a alma da fênix
Com o mundo em suas costas
Sob um salto que não pode descer
Olhos que brilham, o sol sente inveja

A luta corre em suas veias, se tem o reconhecimento
Honram quem veio antes de delas
De cabeça erguida, coroa no alto
Vieram para brilhar, sem medo da voz

De salto ou descaças, ninguém pode parar uma mulher determinada
Que carregam o mundo, aprendem a voar
Vieram para queimar como a chama da fênix
Sempre renascendo, voltando a brilhar cada vez mais forte

Não abaixam a cabeça, a luta é delas
Elas são fênix
O grito ecoa, a coragem se impõe
Sengue pulsando na voz do tempo

Transformam o medo, viram furacão
A coragem na voz de nossas antepassadas
Mesmo que caiam, se erguem outra vez
Fogo e tempestade, são força e lei

Em seus nomes se tem história, são a revolução
As mulheres carregam a bandeira, são força em canção
Ninguém pode deter
Como a fênix, prontas para brilhar
Franthesca Kally
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Sou escritora de romance e poesia, com livros publicados na Amazon e na Uiclap. Atualmente participo da Liga dos Sete do FLAL, com poemas publicados às quintas-feiras no Facebook.
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