A chuva levou o que eu não conseguia soltar, Lavou os medos, os planos partidos, E o que sobrou em mim foi silêncio Um silêncio fértil, pronto pra recomeçar.
Há dias em que quero ficar, criar raízes Sentir o chão firme sob meus pés cansados Mas há outros em que o vento me chama, E minhas asas tremem de vontade De conhecer o desconhecido.
Às vezes falo com a Lua, Como quem escreve uma carta que nunca envia. Ela não responde, Mas o jeito que brilha Parece dizer que entende.
O sol não perguntou se eu estava pronta, Ele apenas nasceu. E, no dourado da manhã, Eu entendi: A vida sempre volta, Mesmo quando parece que não vai.
Conto meus segredos, Meus medos, Meus quase amores. E, quando ela se esconde nas nuvens, Eu sei, É o jeito dela me abraçar em silêncio.
Sou metade terra, metade céu. E passo a vida tentando entender Como fincar raízes Sem deixar de voar. Franthesca Kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Quando crescemos
É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente E se recorre na busca da válvula de escape Como quem procura o ar num quarto sem janelas É ter que engolir para não gritar Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes E o coração implora para não continuar Na infância, perguntam o que queremos ser E respondemos com olhos carregados de luz
Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa E cada um de nós tem seus sonhos e ambições Achando que o caminho é reto, sem erros Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais Pode virar uma queda, dolorosa
Quando a fantasia acaba e a realidade chega Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós Mas o tempo passa e nos cobra caro E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece E corremos para o plano B, que nos engole E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto Que nos leva mais longe, de quem somos
Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco Com tudo que nos esvazia E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo De decisões mal tomadas O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos
Dizemos “amanhã eu luto” Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo... Franthesca Kally
A chuva caía lentamente, como nós caíamos Em abraços quentes, promessas sem fim Cada gota era um beijo que dávamos Um amor que brotava em cada jardim
O céu chorava de alegria, ao nosso lado E o mundo parecia ter sido feito só pra nós Mas o tempo, esse ladrão disfarçado com suas mãos frias Levou o calor, deixando apenas um eco, uma voz
Agora a chuva vem, mas é fria, cortante Molha a saudade que insiste em ficar Cada pingo na janela, um instante De um amor que um dia soube me aquecer
O romance esfriou, virou brisa gelada, arrepiando a alma E a chuva que antes trazia paixão Hoje só lava a lembrança guardada De um amor que se perdeu na estação Franthesca kally
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Crescer em silêncio
O amor também fica, Como raiz que se aprofunda na terra, Mesmo quando a árvore balança ao vento Ou quando a distância cobre os ramos de sombra
Quando se quer, floresce Quando se precisa, encontra caminho na luz Nem sempre a estação é a que se deseja, mas a vida é feita de ciclos E cada outono ensina a deixar ir, o que já não nutre
É preciso tempo, é preciso cuidado A mente, como um jardim Precisa de descanso, precisa de sol Precisa de silêncio para conseguir respirar
Focar no que importa É regar a esperança, é colher o que fortalece O sonho é a semente, e faz parte da essência acreditar Que a primavera sempre retorna, trazendo o melhor que pode florescer Franthesca Kally
Poema Liga dos Sete - Facebook. O Grito da Terra O mundo grita por socorro, Mas muitos fingem não ouvir. A natureza pede alívio, Sufocada pelo fogo a consumir. O fogo rasga a terra, em chamas desmedidas, Devora o verde, engole as vidas. Os animais correm, sofrem, Seu clamor ecoa, mas quase ninguém os entende. A fumaça cobre o céu ferido, O silêncio do chão é um grito contido. Ardem raízes, troncos, ninhos, rios soluçam em prantos sozinhos. Mas da cinza, a vida insiste em renascer, Do solo negro, um broto tenta florescer. A floresta sangra, mas guarda segredo: A esperança resiste, mesmo em meio ao medo. Que o homem aprenda, antes que seja tarde, Que a chama que destrói não traz liberdade. Preservar é ouvir o grito da vida, Um pacto com o amanhã, nossa ferida. Franthesca Kally
De vez em quando ainda me pego pensando em você O frio, mesmo durante o calor, continua a aqui, sem você Rápido demais, para pensar como se deveria Com o desejo de rever outra vez
Pessoas mudam, é isso surpreende Umas serão luz, outras serão trevas Um beijo no topo da cabeça, saindo logo em seguida Com a promessa que será a última vez
Portas fechados, com lágrimas de sangue Com a chuva em sintonia, a alma quebrada em vários pedaços De vez em quando, ainda me pego pensando em você É pelo visto farei isso pelo resto da minha vida
Infinito tem suas variáveis, para uns a vida toda, para outros minutos O som no carro, o motor rangendo, apenas vai Rápido demais, para pensar como se deveria Com a promessa que será a última vez
O sobro que balança os cabelos, que acaricia o rosto Da a sensação que se pode voar Um beijo no topo da cabeça, saindo logo em seguida Com o desejo de rever outra vez, com a certeza que seria a última vez Franthesca Kally
Abre a janela, sorria ao sentir a brisa Aceite se valorizar Você merece o mundo Como as estrelas brilham, você nasceu para brilhar
Amor por migalhas, nem se quer por pedaços Vale a pena Sofrimento por algo que apenas destrói Não, vale a maquiagem gastada
Deusa da beleza, do amor, da vaidade Dos sonhos a conquistar Todas as rainhas enfrentam guerras Travas por homens fracos, que se jugam fortes
Não, corra trás Se torne a pessoa, que eles corram atrás de você Se eleve um pouco Ouse mais, se abra mais
Se apaixone por você todos os dias Se de bem com o seu charme Com a sua beleza Com a sua delicadeza
A força de uma guerreira Deusa da sabedoria Pode transformar tudo, com um estralar de dedos Todas temidas, pelos saltos 15
A história conta que é frágil Mais nada se tem de frágil, nem a unha coberta pelo esmalte Damas que correr atrás do que deseja Dançam é gargalham da loucura que é ser mulher
Subestimar a força é a coragem Seria insanidade a proferir Chega é se impunha, abre espaço para ser quem é Somos carregadas de recomeços
Aprendemos desde cedo a nos reerguer O medo, só deve aparecer, no momento de intimidar Quem tentava colocar medo O jogo muda, é deve ser conforme se deseja
A criatividade abrilhanta a mente de uma mulher obstinada Não, aceite fardos dos outros Você já tem os seus, cada um, carrega o seu Se destruir por migalhas, deveria ser proibido
Nos mulheres somos as líderes Somos nós quem comandamos no final As mulheres podem e devem Ter tudo, absolutamente tudo que almejam
Se permita a novas aventuras A novos recomeços A novos ares a conhecer Para novos desafios, se descobrir um novo ponto que tem dentro de si
Não viva de lembranças Viva de momentos De novidades, carregadas de anseios Lembre-se que dormir, não é a coisa mais importante
Tome iniciativas Se permita, ir além do imaginado Recrie e crie, seja a diferença Se torne a mulher, top que se tem dentro de você
Mulher, nós devemos ser fieis a nós mesmas Não, importa o que aconteça pelo percurso Não se deve deixar, que outros atrapalhe nossos objetivos Nossos sonhos
Use suas asas, mulher Voe cada vez mais alto Conquiste os céus é além Se liberte das amarras, você é capaz, use sua coragem
Seja uma mulher com o perfume das rosas, suave Seja envolvente e embriagadora Seja sempre algo a ser decifrada Nunca perca sua marca
Se dê presentes Se presentei com flores e música Com um bom vinho Se divirta da loucura que é ser mulher Franthesca Kally