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@MultiuniversoFK há 3 meses
Público
Poema na Liga dos Sete - Facebook. Quando crescemos É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente E se recorre na busca da válvula de escape Como quem procura o ar num quarto sem janelas É ter que engolir para não gritar Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes E o coração implora para não continuar Na infância, perguntam o que queremos ser E respondemos com olhos carregados de luz Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa E cada um de nós tem seus sonhos e ambições Achando que o caminho é reto, sem erros Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais Pode virar uma queda, dolorosa Quando a fantasia acaba e a realidade chega Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós Mas o tempo passa e nos cobra caro E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece E corremos para o plano B, que nos engole E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto Que nos leva mais longe, de quem somos Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco Com tudo que nos esvazia E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo De decisões mal tomadas O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos Dizemos “amanhã eu luto” Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo... Franthesca Kally

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