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@MultiuniversoFK

Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Voz que move o mundo

Fazenda que move o mundo
Ao povo do agro e da pecuária
Rumo ao futuro, que está por um triz,
O campo clama por mais, a força da terra não se esconde

Anseio pelo que vira, a busca por melhorias,
O povo grita por mais, não neguem e rejeitem
Somos nós que decidimos o rumo, com coragem e paixão
Temos os campos vastos e férteis, de onde a terra é a vida

O futuro se planta e o sonho se colhe
Hoje é o futuro do amanhã, nós moldamos o amanhã
Com a força das mãos, somos a voz que move o mundo
Com cada amanhecer, renovamos nossa crença

Escutamos os pássaros e o barulho do vento
Sabendo o que está por vim, aprendemos a decifrar
E falar a língua da natureza, enquanto enfrentamos tempos difíceis
Sob o sol escaldante, á labuta e diária, mas a vitória que nos guia

Somos a voz que move o mundo
Com cada amanhecer, renovar nossa crença, no trabalho duro, encontramos nossa força
A busca por melhorias e reconhecimento, não param, o desejo de um futuro melhor para as próximas gerações
A labuta é dura, mas a vitória é o que nos guia, o campo é o nosso ying

Limites não existem, para se acreditar, a jornada é nossa, a história é escrita
Levamos o mundo com a força de nossas mãos e máquinas
No campo encontramos o ying e yang da vida, o equilíbrio e trabalho, do dia e da noite
A jornada é nossa, a história é escrita em cada amanhecer, redobrando nossa fé

A vida simples que levamos, mas cercada de muita luta e dedicação pelo que nosso coração bate forte
Limites não existem, na lida do campo, as cores e esperanças, um mundo a se revelar
Desde os tempos antigos, nosso povo semeia com a esperança, na lida diária, o futuro se avança
O agro e a pecuária, com a coragem e paixão, seguem moldando o futuro, com firmeza e dedicação

Do sertanejo se faz nossa música
No ar das cordas do violão, ou até mesmo da viola
Nosso dia e feito, e à luz do luar descansamos
Em cada semente plantada, em cada cabeça de boi engordado
Um futuro sem forma, e no grito do campo, a esperança se transforma

Mesmo o futuro sendo incerto, o plantamos e ansiamos pela colheita do sonho
E seguimos e decidimos, com a coragem e paixão
Levamos conosco o anseio pelo que vira, a busca por melhorias
O campo clama por mais, a força da terra não se esconde
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Dia dos professores

Professores os semeadores de auroras dentro de salas variadas
Que até o tempo se curva para aprender
Cada palavra é como uma semente
Lançada ao vento do aprender

Em outubro se celebra tua arte
Uns com caneta e papel, outros como fadas das tintas e dos dias
Transformam traços incertos em pura poesia.
Com paciência, ensinam com o olhar

São os primeiros a ver o belo no simples, a transformar dor em forma
Silêncio em cor viva
Eles tem as mãos o poder dos começos
Na voz, o timbre da transformação

Entre livros, e telas em branco, acompanhados de silêncios atentos
Teces futuros com o fio da educação
Não ensinam apenas a pintar e a sonhar
Ensinam a sentir o mundo, a perceber a vida, como uma tela em construção.

És ponte entre o sonho e o possível, luz discreta que ensina a olhar.
Mesmo quando o dia é difícil, nunca deixas de acreditar.
Mostra que mesmo na dor, ainda se tem como se curar
Que ver o mundo com olhos vivos, é o primeiro passo pra pintá-lo de novo

Professores, é como o fazendeiro que planta e espera uma boa colheita
E a substância que faz crescer, a arte que não se apaga, o motivo de tantos saber
A inspiração que nasce do olhar, com as cores que o coração inventa
Que as jornadas desses guerreiros, seja como uma paleta recém-aberta, que floresça em cada novo aprender.
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Raízes e asas

A chuva levou o que eu não conseguia soltar,
Lavou os medos, os planos partidos,
E o que sobrou em mim foi silêncio
Um silêncio fértil, pronto pra recomeçar.

Há dias em que quero ficar, criar raízes
Sentir o chão firme sob meus pés cansados
Mas há outros em que o vento me chama,
E minhas asas tremem de vontade
De conhecer o desconhecido.

Às vezes falo com a Lua,
Como quem escreve uma carta que nunca envia.
Ela não responde,
Mas o jeito que brilha
Parece dizer que entende.

O sol não perguntou se eu estava pronta,
Ele apenas nasceu.
E, no dourado da manhã,
Eu entendi:
A vida sempre volta,
Mesmo quando parece que não vai.

Conto meus segredos,
Meus medos,
Meus quase amores.
E, quando ela se esconde nas nuvens,
Eu sei,
É o jeito dela me abraçar em silêncio.

Sou metade terra, metade céu.
E passo a vida tentando entender
Como fincar raízes
Sem deixar de voar.
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Quando crescemos

É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente
E se recorre na busca da válvula de escape
Como quem procura o ar num quarto sem janelas
É ter que engolir para não gritar
Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes
E o coração implora para não continuar
Na infância, perguntam o que queremos ser
E respondemos com olhos carregados de luz

Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis
Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa
E cada um de nós tem seus sonhos e ambições
Achando que o caminho é reto, sem erros
Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer
Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo
Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais
Pode virar uma queda, dolorosa

Quando a fantasia acaba e a realidade chega
Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo
O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós
Mas o tempo passa e nos cobra caro
E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece
E corremos para o plano B, que nos engole
E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto
Que nos leva mais longe, de quem somos

Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape
Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões
Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco
Com tudo que nos esvazia
E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo
De decisões mal tomadas
O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar
Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos

Dizemos “amanhã eu luto”
Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás
Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo
Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo...
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Chuva gelada

A chuva caía lentamente, como nós caíamos
Em abraços quentes, promessas sem fim
Cada gota era um beijo que dávamos
Um amor que brotava em cada jardim

O céu chorava de alegria, ao nosso lado
E o mundo parecia ter sido feito só pra nós
Mas o tempo, esse ladrão disfarçado com suas mãos frias
Levou o calor, deixando apenas um eco, uma voz

Agora a chuva vem, mas é fria, cortante
Molha a saudade que insiste em ficar
Cada pingo na janela, um instante
De um amor que um dia soube me aquecer

O romance esfriou, virou brisa gelada, arrepiando a alma
E a chuva que antes trazia paixão
Hoje só lava a lembrança guardada
De um amor que se perdeu na estação
Franthesca kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Crescer em silêncio

O amor também fica,
Como raiz que se aprofunda na terra,
Mesmo quando a árvore balança ao vento
Ou quando a distância cobre os ramos de sombra

Quando se quer, floresce
Quando se precisa, encontra caminho na luz
Nem sempre a estação é a que se deseja, mas a vida é feita de ciclos
E cada outono ensina a deixar ir, o que já não nutre

É preciso tempo, é preciso cuidado
A mente, como um jardim
Precisa de descanso, precisa de sol
Precisa de silêncio para conseguir respirar

Focar no que importa
É regar a esperança, é colher o que fortalece
O sonho é a semente, e faz parte da essência acreditar
Que a primavera sempre retorna, trazendo o melhor que pode florescer
Franthesca Kally
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Poema Liga dos Sete - Facebook.
O Grito da Terra
O mundo grita por socorro,
Mas muitos fingem não ouvir.
A natureza pede alívio,
Sufocada pelo fogo a consumir.
O fogo rasga a terra, em chamas desmedidas,
Devora o verde, engole as vidas.
Os animais correm, sofrem,
Seu clamor ecoa, mas quase ninguém os entende.
A fumaça cobre o céu ferido,
O silêncio do chão é um grito contido.
Ardem raízes, troncos, ninhos,
rios soluçam em prantos sozinhos.
Mas da cinza, a vida insiste em renascer,
Do solo negro, um broto tenta florescer.
A floresta sangra, mas guarda segredo:
A esperança resiste, mesmo em meio ao medo.
Que o homem aprenda, antes que seja tarde,
Que a chama que destrói não traz liberdade.
Preservar é ouvir o grito da vida,
Um pacto com o amanhã, nossa ferida.
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Escritor

Como qualquer pessoa normal
Escritores também sofrem
Sente angustia, abatimento, esgotamento
Os pensamentos antes claros, se tornam nublados

O desejo de criar, desenvolver
Sem nunca parar por um mero segundo
Ideias brotam, como pipoca na panela
Escritores tem suas limitações

Os desafios, para serem vencidos
O aprender com os erros
Seus e do que cria
Sofrem pelo futuro ainda distante

Quando algo que deseja não corre, como o esperado
Tem que recriar, de outra forma
Um novo olhar
Um novo panorama, do que acontece

Recebem críticas a esquerda e a direita
De todos os lados
Como também, recebem apoio e motivação
É o fardo de ser um escritor

Pensam que é o redentor, a língua portuguesa
Jogados ao fogo
Pelos erros de palavras
Aos benditos variados porquês da vida

Somos de carne e osso
Temos mentes brilhantes
Mas cometemos erros
Como qualquer outra pessoa
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Última vez

De vez em quando ainda me pego pensando em você
O frio, mesmo durante o calor, continua a aqui, sem você
Rápido demais, para pensar como se deveria
Com o desejo de rever outra vez

Pessoas mudam, é isso surpreende
Umas serão luz, outras serão trevas
Um beijo no topo da cabeça, saindo logo em seguida
Com a promessa que será a última vez

Portas fechados, com lágrimas de sangue
Com a chuva em sintonia, a alma quebrada em vários pedaços
De vez em quando, ainda me pego pensando em você
É pelo visto farei isso pelo resto da minha vida

Infinito tem suas variáveis, para uns a vida toda, para outros minutos
O som no carro, o motor rangendo, apenas vai
Rápido demais, para pensar como se deveria
Com a promessa que será a última vez

O sobro que balança os cabelos, que acaricia o rosto
Da a sensação que se pode voar
Um beijo no topo da cabeça, saindo logo em seguida
Com o desejo de rever outra vez, com a certeza que seria a última vez
Franthesca Kally
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Tocar

Eu queria tocar as estrelas
Queria poder voar, entre elas
Se eu subisse no lugar mais alto do mundo
Talvez eu conseguira a tocar

Um brilho incrível
As nuvens são de algodão-doce
As estrelas são minha distração
No meio do caos

Se eu me esticasse um pouco
Talvez eu consiga a tocar
Se eu pudesse nem que seja por um segundo
Já valeria por uma vida completa

Minhas mãos coçam de ansiedade
Meu coração palpita em esperança
Meu cérebro, em choque, de tamanhos pensamentos que o domam
Uma vez já é o suficiente

Um pedido fora do comum
Um desejo, de uma vida
Algo que faz acordar da tormenta
Fazendo as borboletas acordarem no estômago

Se eu for ao lugar mais alto da Terra
Seria possível a tocar?
Nem que seja por um minuto?
Já valeria por uma vida completa
Franthesca Kally
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