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O Dia Internacional das Mulheres não é um dia romântico.
É um dia que representa luta, significados e memória. Mais do que falar de direitos, é um dia que fala de justiça.
Podem existir flores vindas de homens, sim, mas elas precisam vir acompanhadas de algo mais importante: a coragem de dizer para outro homem, sem hesitar, “cara, você está sendo escroto falando isso”.
É um lembrete de que, todos os dias, precisamos enfrentar aquilo que culturalmente e historicamente nos foi apresentado como verdade.
Não é fácil superar o machismo e o patriarcado que, ainda hoje, culminam em índices assustadores de feminicídio.
E esse enfrentamento não é simples nem mesmo para as próprias mulheres. Deixar de repetir discursos machistas aprendidos de forma automática, quase involuntária, exige consciência, esforço e vigilância constante. Por isso existe uma data que nos ajuda a lembrar disso de maneira mais forte, mais visível, gritante.
Também precisamos lembrar que foi praticamente ontem que as mulheres conquistaram direitos básicos. Durante muito tempo, não podiam votar. Não podiam se divorciar. Quando finalmente conquistaram esse direito, muitas vezes eram tratadas como párias pela sociedade. Quando trabalhavam fora, recebiam salários muito menores do que os homens que ocupavam a mesma função. E, ainda assim, continuavam sendo vistas como as únicas responsáveis pelos filhos e pelos serviços domésticos.
E as desigualdades não ficaram presas apenas ao campo das leis ou da cultura. Elas também atravessam áreas que costumamos considerar neutras. Durante décadas, grande parte dos testes clínicos e estudos médicos foram realizados majoritariamente com homens, como se o corpo masculino fosse o padrão universal da humanidade. Isso significou diagnósticos mais tardios, sintomas menos reconhecidos e tratamentos menos adequados para mulheres.
Quando olhamos para tudo isso, fica impossível tratar o 8 de março como uma data de gentileza superficial.
Ele existe porque a história ainda pesa no presente. Existe porque direitos conquistados precisam ser defendidos todos os dias. Existe porque ainda há desigualdade salarial, violência doméstica, sub-representação política, feminicídio.
Existe porque aquilo que foi construído durante séculos não desaparece sozinho.
Não é um dia de mensagens bonitas, mas vazias.
Não é um dia de marketing.
É um dia para lembrar que a igualdade ainda está incompleta.
Que a violência continua.
Que a injustiça sempre existe.
Flores são bem-vindas.
Mas o que realmente importa é o que acontece nos outros 364 dias do ano.
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Resenha:
Há livros que se dedicam a contar uma história, outros preferem desenvolver uma ideia ou um argumento, e existem ainda aqueles que procuram ampliar a experiência de leitura, convidando o leitor a participar ativamente do universo que apresentam. O Enigma dos 8 Cristais, de João Antônio Salmito, aproxima-se dessa última categoria, construindo uma obra que reúne narrativa, reflexão e desafio intelectual em um mesmo movimento, onde a imaginação literária convive com uma proposta curiosa de investigação e descoberta (o que é a cara do Literunico).
A narrativa começa conduzindo o leitor para fora da Terra, apresentando a civilização de Arasis, um planeta cuja história evolutiva teria alcançado um estágio de desenvolvimento social, científico e tecnológico muito superior ao humano. A descrição dessa sociedade ocupa um espaço significativo do início do livro e revela um modelo de organização que valoriza cooperação, compartilhamento de conhecimento e equilíbrio com a natureza, sugerindo um contraste evidente com os conflitos e disputas que frequentemente marcam a experiência histórica da humanidade. Nesse cenário mais amplo, a obra constrói uma espécie de reflexão especulativa sobre caminhos possíveis de evolução para sociedades inteligentes.
Dentro desse contexto surge a descoberta de um mineral extraordinário capaz de armazenar e controlar uma força cósmica chamada Energia Plural, apresentada como uma fonte energética praticamente inesgotável. A compreensão desse fenômeno permite avanços científicos impressionantes para os habitantes de Arasis, abrindo perspectivas que envolvem desde novas formas de exploração espacial até experimentos ligados à própria estrutura do espaço-tempo. Ao mesmo tempo, a intensidade dessa energia desperta interesse de outras civilizações do universo, especialmente de povos descritos como predatórios, cuja principal característica consiste em observar e se apropriar de tecnologias desenvolvidas por outros planetas.
Diante desse cenário de atenção crescente, os Arasídeos tomam uma decisão estratégica curiosa: dividir o mineral original em dez fragmentos e transportar parte deles para um local onde dificilmente despertariam interesse de sociedades avançadas. Entre as diversas possibilidades avaliadas, a Terra surge como uma alternativa plausível. O planeta humano aparece, nesse raciocínio, como um mundo ainda pouco desenvolvido no contexto interplanetário, dotado de grande diversidade natural e ao mesmo tempo distante dos centros
#resenhas #OEnigmados8Cristais [Ver livro](
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Fui assistir um vídeo de uma matéria da Globo, sobre algo da @globoplay. O vídeo tinha 1 minuto. A propaganda tinha 15 segundos e carregou outra propaganda de mais 15 segundos.
Desisti do vídeo.
Minha ideia atual de publicidade é fazê-la de forma discreta, inteligente e premiando com produtos do patrocinador quem acertar onde e de que forma foi feita.
Incentiva o consumo do conteúdo, valoriza o raciocínio do consumidor, gamefica, amplia possibilidade de relacionamento com a marca e não atrapalha
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Teremos incentivos para autores escreverem as suas versões de clássicos da literatura em domínio público.
Quem se interessa?
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Um dos grandes problemas do mundo moderno é que algumas vezes somos confrontados com situações em que emitimos nossas opiniões sobre o que consideramos certo e a realidade chega e te joga na cara quem ela é de verdade.
Por exemplo:
Não só eu, como muita gente que admiro criticou a compra da WB pela Netflix, quando o anúncio veio à tona.
Salientamos os perigos dessas aquisições gigantescas, principalmente quando o que está em jogo é diversificação de mercado cultural, monopólio de criação e distribuição de conteúdo e todos os outros aspectos que até minha filha de 9 anos já está cansada de saber sobre essa questão.
No entanto, a opinião pública negativa (que foi significativa) certamente pesou na decisão da Netflix sobre não entrar num leilão pela WB e isso facilitou o terreno para a Paramount vir por fora e realizar a aquisição.
E aí, quando olhamos o cenário mais amplo, tudo que os atuais donos da empresa seguem e representam atualmente, com uma enorme quantia de capital híbrido investido com a intenção direta e real em ser tendenciosa enquanto detentora do poder de divulgação de conteúdo e informação global, percebemos que nossa escolha de criticar a realidade que se propunha, apesar de correta, pode ter ajudado a consolidar uma realidade muito pior.
Até quando seguiremos confrontados com essa tal democracia estranha de "escolhas" de cenários entre o injusto e o aniquilador?
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A finitude da vida, no olhar do inigualável Tony.
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Ideia: Da Crise como Estrutura à Superação do Embate: Uma Hipótese Evolutiva do Poder
Leia a ideia completa: Abrir link
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