Projeto Experimentos: Projeto Experimentos: Virou Exceção
Eu odiei amar você Como odiei me derreter por seu sorriso De cada vez que me fez rir De cada vez que me fez perder a paciência Como se isso não fosse perigoso
Eu era conhecida como assustadora, e mesmo me negando a aceitar Ninguém ousava se aproximar E mesmo dizendo que não sentia nada Aconteceu você E isso mudou tudo ao redor
Eu odeie amar você Odeio te querer tanto que chega a doer Seus olhos brilham como o sol E isso me assusta Não vejo o medo neles Apenas uma admiração que me irrita
Porque eu passei a vida Construindo minhas barreiras O sol pode brilhar Mas queimar com a mesma intensidade E quando a lua chegar outra vez O que será de mim?
Não tem um príncipe de cavalo branco pra me salvar Eu nunca pedi salvação Mas odeio admitir Que você virou exceção
Então sim, eu odeio amar você Odeio porque sei que sente o mesmo por mim Mas ainda falta algo
Odiei te amar Como odiei me derreter por seu sorriso De cada vez que me fez rir Porque você fica mesmo quando eu o empurro Porque você não vai embora no final
Eu não queria você Não tem príncipe nem resgate, e eu não pedi por salvação Aconteceu você, e isso mudou tudo, ao redor Eu odeie amar você Porque tudo que brilha demais, também sabe queimar Eu não queria você, não planejei sentir isso O problema não é te amar, é admitir que isso mudou quem eu sou
Talvez eu finja que não preciso Que sozinha eu sei ficar Mas quando você vira as costas Tudo em mim começa a falhar
Não te culpo por me quebrar Eu já era feita de defesas Só odeio que tenha sido você A atravessar todas elas Franthesca Kally
Poema do Livro: Tudo Pode Acontecer, disponível digitalmente (Kindle) e físico (UICLAP) Pode Florescer
Entre noites sem sono e segredos guardados Dois destinos distantes, enfim, lado a lado Enquanto um cura feridas, o outro carrega cicatrizes Na vida improvável, plantaram raízes
O passado grita, com a insistência de separar Mas o amor encontra um jeito de voltar Não somos perfeitos, mas juntos, somos reais É nos erros e as quedas que somos iguais
Tudo pode acontecer Quando o coração decide não se esconder Mesmo na sombra, a luz vai nascer É vivendo que a gente aprende a crer, mesmo no impossível
Que tudo, tudo pode acontecer Um sonha salvar, o outro luta por justiça Do caos renasceram, da dor veio esperança Entre riscos e perda, aprendemos a amar
Na tempestade estamos juntos, ninguém vai nos parar O destino é frágil, mas pode florescer Quando dois corações escolhem permanecer Tudo pode acontecer
Quando o coração decide não se esconder Mesmo entre as sombras, a luz vai nascer Precisamos provar o que e viver Que tudo, tudo pode acontecer
E no fim, depois da dor O amor vence a luta Entre a vingança, a paz renasceu Dos corações partidos
Tudo pode acontecer Quando o amor é maior que a dor Mesmo entre as sombras, a luz vai nascer E escolhemos viver, o que tudo, tudo pode acontecer Franthesca Kally
Desafios de escrever não chegam gritando Chegam como um silêncio pesado Sobre a página aberta, a mão que segura a caneta Ou mesmo paira sobre o teclado Mas a palavra não nasce, ou nasce fraca Já parecendo errada
Há dias em que tudo soa incompleto, como se cada frase fosse metade De alguma coisa maior que nunca chega O texto respira curto, tropeça em si mesmo, e a mente insiste: Não está bom, não está pronto, não está certo Como se tudo fosse fios enrolados, e quanto mais se puxa um, Menos se entende o nó
O cansaço, a frustração, vão aos poucos criando o bloqueio, não como um muro, mas como um peso Não se trata de ausência de ideias, mas sim, o excesso delas Girando rápido demais, num espaço pequeno Porque as ideias não vêm em fila, vêm como tempestade Começos possíveis, frases soltas, temas que se cruzam, finais que desaparecem antes de existir Sem forma, tudo parece falta, mesmo quando é excesso
Talvez escrever comece quando se aceita o rascunho torto, a frase capenga O parágrafo que não se sustenta Talvez seja preciso errar primeiro, deixar o texto nascer cru, antes de pedir que ele seja belo Corrigir é outra voz, outro tempo, outra respiração Mistura tudo, é como tentar andar enquanto se mede cada passo O corpo trava antes de sair do lugar Talvez seja ir mesmo assim, palavra por palavra Até que o que era bagunça, comece a virar caminho Franthesca Kally
Queria ficar onde o coração chama, Mas a mente diz: volta, não se engana. O mundo exige mais saber, Enquanto a alma só quer permanecer.
Entre o sentir e o pensar, Algo sempre puxa pra trás, O peito quer descansar, Mas a vida nunca se desfaz.
Qual o sentido de sonhar Se nem todo sonho é real? Amar calado é tentar Abraçar fumaça no final. Entre o querer e o destino, Tudo pode se perder, Se o brilho muda o caminho E a gente esquece de viver.
Entre ambições e partidas, Os rumos mudam sem avisar, O que brilhava em outras vidas Hoje já não quer brilhar. Tudo passa tão ligeiro, Mal dá tempo de entender, Perdemos a vida inteira Só tentando chegar lá pra ver.
E quando enfim alcançar, Não há tempo pra parar, A estrada segue além, Sem um lugar pra respirar.
E o que resta no fim? Palavras soltas no ar, Se o coração não sorrir Nada faz sentido ficar. Não é preciso tanto Pra alma sobreviver, Mas viver exige encanto, Força e vontade de ser.
Qual o sentido de sonhar Se a paz não mora em mim? Correr sem nunca parar É nunca chegar ao fim. Se o pouco já é bastante Pra vida florescer, Talvez o sonho distante Seja só aprender a viver. Franthesca Kally
Composição pro livro Pagando o Preço Pelo Passado, disponível digitalmente (Kindle) e físico (UICLAP). Pelo mar
Infelizmente, nosso amor veio como uma maré cheia de destruição Me levou aos céus e, tão rápido, me lançou ao inferno A vingança sempre ao nosso redor, desejando nos consumir Mesmo com anos entre nosso amor, tudo engolido pelo mar
Entre verdades e mentiras, Das balas e armas, o medo pulsante em nossos corpos Uma cabana nos recebe Melhor que qualquer palácio onde crescemos
Tanto a se dizer, mas pouco tempo pra dizer Nos limitando a um passo de cada vez Mas é como se pudéssemos voar nesse balanço de corda As nuvens, feito carrosséis, giram ao nosso redor Um pouco mais alto, um vive pelo outro
Mas qual o preço? Pagamos o preço pelo passado E no final, quem sai vencedor? Amor, estamos aqui frente a frente O que vem a seguir?
E se não houver mais tempo? Se tudo isso for apenas o fim, escrito antes de acontecer? Ainda assim, eu viveria tudo de novo Só por um segundo com você
Tanto a se dizer, mas pouco tempo pra dizer Nos limitando a um passo de cada vez Mas é como se pudéssemos voar nesse balanço de corda Mesmo em queda, um vive pelo outro Franthesca Kally
Composição para o conto: O que não coube, que está disponível no Inkspired. Não foi falta de amor
O café sempre o mesmo cheiro, frio sobre a mesa Manhã caindo em vão, você chegou lento como um sobro da maresia E eu cheguei feito canção Seu mundo cabe em ordem, o meu, em contramão Você vive de partida E eu de mundos distantes
Falou de ordem, falou de tempo, eu falei do que não se mede Você olhava sempre o relógio, eu aprendia a esperar você Eu fechava o caderno em silêncio, pra não te atrasar Você dizia que era instável O que me fazia ficar
Não foi falta de amor, foi sobra de caminho Você precisava ir, e eu precisava de tempo Amar também é deixar ir Mesmo querendo ficar por mais tempo Você partiu com seus sonhos Eu fiquei com meus pensamentos
Amar também é soltar, mesmo rasgando a esperança Enquanto você promete presença, mas vive de chegar depois E eu escrevo o que sobra Você seguiu seus passos e eu voltei ao foco dos meus Seu uniforme ocupa o quarto, mesmo quando você não vem Você deixou o silêncio falar
No quarto, o uniforme na cadeira, nunca chegou a descansar E eu mudando meus horários, pra caber no seu chegar Você guarda o mundo em metas, e eu em páginas vazias Quando falo de futuro, você fala de partida E isso se tornou nosso pequeno segredo, de quem guarda o fim
Não foi falta de amor, foi sobra de caminho Você precisava ir, eu precisava de tempo Amar também é deixar ir, mesmo doendo por dentro Você seguiu suas ordens, eu segui meu próprio caminho
Quando a porta se fechou, o silêncio falou por nós Você levou seus sonhos, eu fiquei com minha voz Te beijei como despedida, não como começo outra vez Alguns amores não acabam Só não sabem ser dois ao invés
Não te prendi, não pedi promessa Não fiz você ficar, te convencendo do contrario Você escolheu o mundo, e eu escolho não me perder Alguns amores não falham, só não sabem morar Você partiu com a farda, e eu fiquei pra escrever O que não coube em nós Virou verso pra sobreviver O amor apenas não coube no mesmo horizonte A porta fechou sem barulho O caderno ficou aberto, por caminhos distintos Franthesca Kally
Publicação da Liga dos Sete - Facebook Poema que foi publicado na Revista Entre Linhas totalmente independente: Folha de papel
Com uma folha de papel, você me conquistou Em um dia, tão cinza, você trouxe cor Com algo tão simples Um coração de origami, me fazendo rir
Afastando os problemas da minha cabeça Todos os dias, você passou a me presentear Com um origami, me fazendo sempre sorrir Um príncipe de papel
Arrebatando uma princesa perdida Folhas carregadas de palavras Todas com poemas Logo se tornando um origami
Palavras como enfeite para essas belezas Palavras que iam para o lixo, após escritas Ou iriam queimar Você as transformou em origami magníficos
Dando novamente a vida Palavras silenciadas pela vida Vontades contidas Desejos loucos, presos em folhas
Que desejam asas para voar Com uma folha de papel Você se aproximou Naquele dia, que estava tão cinza, você me fez sorrir
Um príncipe de papel, arrebatou uma princesa perdida De papéis que suas linhas iriam pegar fogo Você as reviveu, em um origami maravilhoso São palavras silenciadas pela vida, presas em folhas soltas, que desejam voar Franthesca Kally
Sinto meu corpo recortar a luz, Como uma lâmina afiada, moldada pela repetição No palco frio, que existe completa perfeição Os braços desenham um arco no ar Com uma disciplina bastante para parecerem leves
Em um giro, a saia se abre E por segundos permanece suspensa Como se fosse frágil apenas aos olhos De quem não conhece o peso do equilibro A tensão pulsa no compasso do peito
Os pés, revestidos pelo cetim, Ferem o chão com exatidão A noite arde em anseio, E as cores se intensificam a cada momento
Na sala vazia e nela que o corpo de liberta Não há aplausos, não há testemunhas Apenas a entrega O ballet não pede permissão ao cansaço Ele tem a magia de transformar tensão em forma Dor em linhas perfeitas E transforma o corpo que vai além do tempo Franthesca Kally
As estrelas cadentes passam, ligeiras Riscam o céu e acendem desejos antigos No silêncio do pedido, sonhamos futuros Como quem acredita outra vez no impossível O ano se inicia com páginas em branco, Promessas escritas com a tinta da esperança Fazemos votos ao tempo, à vida, ao coração Mesmo sabendo que nem todos se cumprem na chegada Alguns sonhos florescem no agora Outros aprendem a esperar, pacientes Há desejos que pedem tempo E promessas que amadurecem em silêncio Mas não é o medo que deve nos guiar Ainda que ele caminhe ao nosso lado É a coragem de recomeçar, mesmo trêmulos Que transforma quedas em novos caminhos Recomeçar é um ato de fé diária É olhar para o céu e sonhar mais alto Porque enquanto houver estrelas passando Haverá sempre um motivo para tentar de novo. Franthesca Kally