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@classicos há 1 ano
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Livro: Teeteto (O Conhecimento) Autor: Platão Lançamento: Século IV a.C. Em Teeteto, Platão conduz uma investigação filosófica sobre a natureza do conhecimento por meio de um diálogo entre Sócrates e o jovem Teeteto. A obra questiona definições clássicas como “conhecimento é percepção” e “conhecimento é opinião verdadeira”, revelando as dificuldades em se alcançar uma definição satisfatória. Sócrates atua como parteiro das ideias, desafiando o pensamento do interlocutor sem impor respostas prontas. O diálogo permanece em aberto, reforçando a ideia de que o saber é mais processo do que conclusão. Uma leitura fundamental para quem deseja compreender os fundamentos da epistemologia ocidental. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Seleção de Obras Poéticas II Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Nesta seleção, Gregório de Matos revela sua veia mais crítica e irreverente, compondo sátiras mordazes que escancaram as hipocrisias da sociedade baiana do período colonial. Em seus versos, o autor ataca desde autoridades corruptas até a decadência moral da Igreja e dos costumes. O “Boca do Inferno”, como ficou conhecido, mistura erudição barroca com linguagem popular, criando uma poesia que combina sarcasmo, ironia e provocação. Esta obra é um retrato vívido da tensão entre o poeta e a cidade, entre o discurso oficial e a voz insubordinada da crítica poética. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Seleção de Obras Poéticas Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII (com organização moderna em edições variadas) A Seleção de Obras Poéticas de Gregório de Matos reúne o melhor de sua produção lírica, satírica, amorosa e religiosa — um verdadeiro mosaico da alma barroca brasileira. Em seus versos, o poeta expõe com igual intensidade a fé e o pecado, o amor carnal e a devoção mística, a zombaria contra os poderosos e a confissão de seus próprios tormentos. Conhecido como “Boca do Inferno”, Gregório atacou com ferocidade a hipocrisia da sociedade colonial, mas também se ajoelhou diante de Deus com sinceridade tocante. Esta seleção permite ao leitor percorrer essas várias faces do poeta, sentindo a tensão constante entre o céu e a carne, entre o riso e o juízo. Uma leitura essencial para entender o Brasil do século XVII — e, talvez, muito do que ainda somos. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: A Musa Praguejadora Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em A Musa Praguejadora, Gregório de Matos encarna sua veia mais ácida, convertendo a própria inspiração poética — sua “musa” — numa figura indignada, crítica e explosiva. Aqui, a musa não canta louvores nem exalta belezas: ela pragueja, denuncia e satiriza com fúria os desmandos dos “homens bons” da Bahia colonial. O poema transforma a voz lírica em instrumento de resistência, zombando da nobreza hipócrita, dos poderosos vaidosos e dos falsos virtuosos. A musa não é doce nem resignada — ela é ferina, indomável, e sua poesia se torna grito contra a injustiça e a falsidade social. Gregório, por meio dessa figura simbólica, assume seu papel de poeta iconoclasta, fazendo da arte uma arma e da sátira uma forma de desmascarar os que governam e dominam sob o disfarce da honra. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Santos Unhates Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em Santos Unhates, Gregório de Matos recorre à sátira mais impiedosa para denunciar a hipocrisia dos que se fingem virtuosos. Os “santos unhates” — expressão mordaz que sugere uma santidade apenas de fachada, cultivada nas aparências e nos gestos públicos — representam aqueles que querem parecer piedosos, mas cujas ações contradizem completamente a fé que pregam. Com versos afiados, o poeta revela o abismo entre a imagem e a essência, entre o altar e os bastidores da vida cotidiana. Esses “santos” são cidadãos influentes, respeitados, mas com práticas condenáveis escondidas sob a máscara da religiosidade. Gregório não poupa palavras ao ridicularizar esse tipo de devoção performática. O poema é um retrato cruel — e verdadeiro — da Salvador colonial, onde o poder e a fé frequentemente se misturam para proteger os que mais deveriam ser questionados. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Pessoas Muito Principais Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII No poema Pessoas Muito Principais, Gregório de Matos volta seu olhar sarcástico para as figuras mais ilustres da sociedade baiana: autoridades, nobres e grandes senhores que se colocavam acima do povo comum. Com seu estilo direto e corrosivo, o poeta desmonta a aura de importância que cerca esses personagens, revelando a distância entre o título que ostentam e a integridade que lhes falta. Essas “pessoas principais” são retratadas como vaidosas, interesseiras e muitas vezes ridículas, movidas mais por prestígio e aparência do que por qualquer princípio ético ou virtude real. Gregório ri da pompa vazia e da autoproclamação de grandeza, transformando suas figuras em caricaturas de poder e pretensão. É mais uma crítica afiada à falsa nobreza e à elite que domina a cidade não pela honra, mas pelo teatro da autoridade. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Pessoas Beneméritas Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em Pessoas Beneméritas, Gregório de Matos desmonta a imagem pública daqueles que se autodenominavam virtuosos, caridosos e respeitáveis na Salvador colonial. O poeta usa sua habitual ironia para mostrar que, por trás dos gestos de bondade e títulos de benemerência, escondem-se vaidades, segundas intenções e jogos de prestígio social. Ser “benemérito”, no discurso gregoriano, é muitas vezes mais uma performance do que uma prática real de virtude. Gregório expõe como a caridade pode ser moeda de reputação e como a honra se sustenta em aparências frágeis. Essas “pessoas de bem” são desmascaradas com humor ácido e versos precisos, revelando o teatro social que se encena sob o nome da generosidade. É mais um retrato fiel — e ferino — da elite baiana seiscentista, onde o riso revela o que a solenidade tenta esconder. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Juízes do Iguaraçu Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII No poema Juízes do Iguaraçu, Gregório de Matos mira sua sátira nos magistrados da justiça colonial, revelando as engrenagens tortas por trás do poder jurídico da época. Com sarcasmo mordaz, ele expõe a parcialidade, o favorecimento e o jogo de interesses que permeiam os julgamentos. Os “juízes” do Iguaraçu, em vez de símbolos de justiça, aparecem como personagens vaidosos e manipuláveis, representantes de um sistema corrompido. Gregório denuncia como o direito serve menos à verdade e mais às vaidades e alianças políticas. Com sua poesia cortante, ele transforma a crítica em arte e deixa claro que, em sua Salvador, a toga e a espada muitas vezes andam de mãos dadas com o cinismo e a conveniência. Mais uma vez, a figura do “homem bom” se desfaz diante do riso crítico do poeta. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Espada e Espadilha Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em Espada e Espadilha, Gregório de Matos ironiza os hábitos e as aparências da elite masculina da Salvador colonial. Com olhar mordaz, o poeta descreve os homens que desfilam com suas espadas — símbolo de honra e status — mas cujas ações revelam vaidade, ostentação e, muitas vezes, covardia. A "espadilha", diminutivo da espada, funciona aqui como metáfora da falsa valentia e da masculinidade teatralizada. Gregório desmascara esses personagens que se dizem nobres e viris, mas que vivem de aparência e conveniência. O poeta joga luz sobre uma sociedade onde a honra é mais um acessório do que uma virtude real, e onde a espada não defende a justiça, mas apenas o orgulho ferido. Mais uma vez, o “Boca do Inferno” revela a farsa por trás dos “homens bons” e sua suposta superioridade moral. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: A Nossa Sé da Bahia Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Neste poema, Gregório de Matos volta sua ironia ferina para os chamados “homens bons” da Bahia — membros da elite colonial que se viam como pilares da moral e da ordem. Em A Nossa Sé da Bahia, o poeta faz da própria igreja uma metáfora do jogo de poder e vaidade que dominava a cidade. A Sé, que deveria ser casa de fé, torna-se palco da ambição, da corrupção e do fingimento social. Com humor corrosivo, Gregório revela a contradição entre a fachada religiosa e o cotidiano dos poderosos. Os “homens bons” não são santos nem exemplos — são figuras que se escondem atrás da cruz enquanto negociam favores e prestígio. É uma crítica direta à mistura de religiosidade, política e interesses privados na Salvador do século XVII. Gregório ri da devoção encenada e expõe as rachaduras na estrutura da fé institucionalizada. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Ângela Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Na figura de Ângela, Gregório de Matos retoma seu olhar satírico sobre as mulheres que circulavam pelas margens da moralidade imposta pela sociedade colonial. Com uma linguagem afiada e recheada de ambiguidade, o poeta expõe as tensões entre desejo, reputação e poder feminino. Ângela é retratada como uma mulher persuasiva, cuja presença escandaliza e seduz ao mesmo tempo — reflexo da hipocrisia de uma sociedade que condena o que, secretamente, consome. Ao rir da falsa virtude e das máscaras sociais, Gregório convida o leitor a perceber a Salvador do século XVII como um palco de jogos sociais, onde as personagens femininas como Ângela representam tanto resistência quanto fragilidade diante dos códigos patriarcais. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Opúsculo de Pedro Alz. da Neyva Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Neste opúsculo satírico, Gregório de Matos apresenta o fictício Pedro Álvares da Neyva como um típico pícaro da Salvador seiscentista — esperto, dissimulado e profundamente enraizado nas contradições da sociedade colonial. Através de versos mordazes, o poeta constrói um retrato crítico dos bastidores urbanos: negociatas, hipocrisia clerical, falsos moralistas e oportunistas disfarçados de cidadãos de bem. Neyva encarna o jogo de aparências da elite local, servindo como espelho deformado (ou talvez fiel) de uma cidade onde a esperteza é moeda de troca e o riso serve de denúncia. Gregório de Matos transforma o pícaro baiano em símbolo das falhas de um sistema que mistura fé, poder e astúcia — sempre com sua ironia implacável. #domíniopúblico #Clássicos
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Teresa Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Na personagem Teresa, Gregório de Matos constrói um retrato mordaz de figuras femininas que circulavam entre os limites da respeitabilidade e da transgressão na Salvador seiscentista. Com ironia afiada, o poeta aborda temas como sensualidade, vaidade e julgamento moral, revelando a hipocrisia social que recai sobre as mulheres. Teresa é representada como uma mulher astuta, talvez ousada, que transita nos bastidores da cidade, provocando olhares, comentários e condenações. Gregório transforma essa figura em símbolo das tensões entre desejo e repressão, rindo das convenções e expondo as contradições da vida urbana de sua época. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Maria João Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em Maria João, Gregório de Matos brinca com os limites da identidade e da moralidade ao apresentar uma personagem ambígua, que desafia as convenções de gênero e os costumes da Salvador colonial. Com seu estilo satírico e provocador, o poeta transforma Maria João em símbolo de transgressão — uma figura que incomoda, causa escândalo e, ao mesmo tempo, fascina. A crítica social aparece por meio da zombaria dirigida tanto à personagem quanto à sociedade que tenta escondê-la ou ridicularizá-la. Como em outras de suas crônicas poéticas, Gregório usa o riso e a ironia para revelar o desconforto da cidade diante do que escapa às normas estabelecidas. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Brites Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Na figura de Brites, Gregório de Matos constrói mais um retrato ácido e caricatural dos tipos femininos da Salvador colonial. Brites é apresentada com traços exagerados e satíricos, servindo como crítica às normas sociais, aos comportamentos considerados “indecorosos” e à moralidade de fachada imposta às mulheres. Como em outras de suas personagens femininas, Gregório mescla humor, malícia e julgamento social, expondo tanto os vícios da personagem quanto os preconceitos da sociedade que a cerca. Brites se torna, assim, um reflexo das tensões entre desejo, reputação e controle social na vida urbana seiscentista. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Adãos de Massapê Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Na sátira aos Adãos de Massapê, Gregório de Matos escancara a fragilidade moral dos homens que, embora aparentem nobreza ou respeito, são moldados em barro — frágeis, falsos e fáceis de corromper. A expressão "massapê", referindo-se ao barro escuro e pegajoso, carrega a ideia de instabilidade e aparência enganosa. Gregório utiliza essa imagem para criticar a vaidade masculina, a hipocrisia social e o culto às aparências em uma Salvador marcada por desigualdades e falsos valores. Com seu estilo ácido e engenhoso, o poeta mais uma vez transforma o cotidiano baiano em crônica poética carregada de crítica e irreverência. #domíniopúblico #Clássicos
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Briga, Briga Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em Briga, Briga, Gregório de Matos lança seu olhar crítico e bem-humorado sobre os constantes conflitos e desordens da Salvador seiscentista. A briga, nesse contexto, não é apenas física, mas também simbólica — expressa as disputas de poder, os desentendimentos entre classes sociais e a tensão entre autoridades e povo. O poeta transforma o caos urbano em poesia, revelando como a violência cotidiana é tanto reflexo quanto motor das contradições sociais. Com ironia e ritmo provocador, Gregório faz da briga um espetáculo público onde todos participam, direta ou indiretamente, e onde o riso serve como forma de crítica e resistência. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Andanças de uma Viola de Cabaça Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Em Andanças de uma Viola de Cabaça, Gregório de Matos dá voz a um símbolo popular — a viola — transformando-a em metáfora viva da cultura e dos caminhos do povo. A “viola de cabaça”, instrumento ligado às festas, à música e ao improviso, percorre ruas, becos e tavernas da Salvador colonial, testemunhando os amores, os vícios, as alegrias e as mazelas da cidade. Com sua verve satírica, o poeta utiliza a viola como narradora silenciosa das contradições sociais, misturando lirismo e crítica social em versos que celebram o cotidiano do povo e zombam das elites. É a Bahia seiscentista vista pelo olhar das cordas e do couro, onde o riso é resistência e o som é denúncia. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: A Freira – Ralo, Roda e Grade Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Ao retratar a figura da freira com a expressão provocativa “ralo, roda e grade”, Gregório de Matos desmonta a imagem idealizada da clausura religiosa, revelando, com sarcasmo, os desejos e contradições que se escondem por trás dos muros do convento. A freira, longe de ser símbolo de pureza, é apresentada como personagem humana, com impulsos, vaidades e transgressões. O poeta denuncia a hipocrisia religiosa e as brechas do sistema clerical, usando duplos sentidos e um humor corrosivo para sugerir que nem mesmo o espaço sagrado escapa das fraquezas do mundo. É mais um exemplo de como Gregório usa a sátira para iluminar os bastidores da sociedade baiana do século XVII. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Pança Farta e Pé Dormente Autor: Gregório de Matos Lançamento: Século XVII Na crítica mordaz aos tipos conhecidos como "pança farta e pé dormente", Gregório de Matos retrata aqueles que vivem no conforto da ociosidade, sustentados por privilégios ou aparências de prestígio. São personagens que encarnam a preguiça, a ostentação e a indiferença diante das misérias sociais ao seu redor. O poeta satiriza o contraste entre o corpo satisfeito e a alma entorpecida, apontando a hipocrisia de uma sociedade que valoriza mais o parecer do que o ser. Com ironia ferina, Gregório transforma esse tipo social em símbolo da decadência moral da Salvador seiscentista, ampliando seu retrato das contradições urbanas da época. #domíniopúblico #Clássicos
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