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@classicos há 11 meses
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Livro: Falas de civilização, e de não dever ser Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (parte da obra dos heterônimos de Fernando Pessoa, em domínio público) Neste poema, Caeiro rejeita com firmeza os discursos sobre civilização, progresso ou destino coletivo. Para ele, essas ideias são artifícios que afastam o ser humano do real e do simples. Quando alguém fala de “civilização”, Caeiro sente que está ouvindo algo que nega a verdade imediata das coisas — o campo, o sol, o corpo. A sua resposta é clara: não se deve ser outra coisa senão aquilo que já se é. Uma crítica ao excesso de pensamento e à perda da ligação com o natural. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Falaram-me os homens em humanidade Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (parte da obra dos heterônimos de Fernando Pessoa, em domínio público) Neste poema, Caeiro escuta os homens falarem em "humanidade" — um conceito abstrato que para ele não tem valor real. Ele rejeita essas ideias coletivas, que não cabem na sua forma de ver o mundo. Para Caeiro, não existe "a humanidade", mas sim cada homem, cada coisa, cada instante, únicos e suficientes em si. A simplicidade da sua visão desmonta os grandes discursos e devolve tudo ao que é visível, presente e tocável. Ele não quer saber do mundo ideal — quer apenas o mundo real, que se vê sem pensar. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Estas quatro canções, escrevi-as estando doente Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Estas quatro canções, escrevi-as estando doente" revela um Caeiro fragilizado fisicamente, mas ainda fiel à sua visão clara e direta do mundo. Mesmo doente, ele continua a valorizar a simplicidade e a presença, escrevendo com serenidade e sem dramatização. A doença não o leva ao lamento ou à reflexão profunda — apenas ao registro do que sente, sem artifício. É um exemplo de como sua poesia permanece fiel ao instante, mesmo diante da fragilidade do corpo. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Esta tarde a trovoada caiu Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Esta tarde a trovoada caiu" mostra a forma como Alberto Caeiro se relaciona com os fenômenos da natureza: com aceitação e presença. A trovoada não é metáfora de medo ou conflito — é apenas uma trovoada. O poeta observa o acontecimento com simplicidade e tranquilidade, reafirmando sua filosofia de que as coisas não precisam de sentido oculto para serem importantes. Elas existem e, por isso, já são plenas. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Entre o que vejo Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Entre o que vejo" é um poema que reafirma a clareza e a transparência com que Alberto Caeiro encara o mundo. Para ele, ver é suficiente — não há distância entre o que se vê e o que se compreende. O poeta rejeita o abismo entre aparência e essência, celebrando a coincidência entre realidade e percepção. Caeiro nos convida a abandonar a interpretação e a viver com os olhos abertos, em contato direto com as coisas. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Dizes-me: tu és mais alguma cousa Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Dizes-me: tu és mais alguma cousa" é um poema em que Alberto Caeiro reafirma sua recusa a qualquer profundidade que vá além do que se vê. Quando lhe atribuem um "algo mais", ele responde com clareza: ele é apenas o que é, sem alma escondida, sem mistério. Caeiro desmonta a ideia de essência ou simbolismo, defendendo uma existência visível, concreta, que não precisa de interpretação para ter valor. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Eu nunca guardei rebanhos Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Eu nunca guardei rebanhos" é o poema que abre o livro O Guardador de Rebanhos e apresenta a voz filosófica e serena de Alberto Caeiro. Apesar de afirmar que nunca foi pastor de fato, ele se declara um guardador de rebanhos "como quem olha para o mundo". O poema inaugura sua visão: uma contemplação pura, livre de simbolismos, onde sentir é compreender. Caeiro exalta o viver simples e direto, propondo uma sabedoria natural, enraizada na experiência e não no pensamento. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Dizem que em cada coisa uma coisa oculta mora Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Dizem que em cada coisa uma coisa oculta mora" é um dos poemas mais emblemáticos da recusa de Alberto Caeiro ao misticismo e ao simbolismo. Nele, o poeta critica a ideia de que há segredos escondidos por trás das coisas. Para Caeiro, as coisas são apenas o que são — e essa simplicidade é a sua maior verdade. Ao rejeitar interpretações ocultas, ele propõe um olhar direto, limpo e livre, celebrando o mundo visível sem necessidade de metáforas. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Deste modo ou daquele modo Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Deste modo ou daquele modo" reflete a filosofia natural de Alberto Caeiro, que vê o mundo com aceitação e leveza. No poema, o eu lírico afirma que, seja como for, a vida é o que é — e isso basta. Ele rejeita o esforço de dar sentido profundo às coisas, preferindo a realidade tal como se apresenta. Caeiro convida o leitor a libertar-se da busca por explicações e a simplesmente viver, com a mesma simplicidade com que se respira ou se anda. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Deito-me ao comprido na erva Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "Deito-me ao comprido na erva" expressa a comunhão direta entre o poeta e a natureza. Alberto Caeiro, em sua simplicidade consciente, deita-se na relva não para pensar, mas para não pensar. Ele rejeita o peso das ideias e valoriza o estar presente, em corpo e sensação. O poema é uma ode à entrega ao instante, ao repouso do pensamento e à contemplação pura da existência sem angústia nem metafísica. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: De longe vejo passar no rio um navio Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) "De longe vejo passar no rio um navio" é um poema que revela a essência da poesia de Alberto Caeiro: uma observação direta, sensorial e livre de interpretações ocultas. O eu lírico contempla a passagem de um navio com simplicidade, sem buscar significados além do que vê. A imagem do navio é o que é — um navio passando. Caeiro recusa simbolismos e reafirma a beleza das coisas como elas são, propondo um olhar natural e descomplicado sobre o mundo. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Da minha aldeia vejo quanto a terra Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Da minha aldeia vejo quanto a terra é um dos poemas mais representativos da filosofia de Alberto Caeiro. Nele, o poeta afirma que não é preciso viajar para conhecer o mundo — basta olhar verdadeiramente para o que está ao redor. A partir de sua aldeia, ele sente que vê o mundo inteiro, porque enxerga com atenção e presença. O poema é um elogio ao olhar simples e atento, à valorização do lugar em que se está, e uma recusa da inquietação que busca fora o que já existe dentro do momento vivido. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Da mais alta janela da minha casa Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Da mais alta janela da minha casa é um poema em que Alberto Caeiro expressa sua visão contemplativa do mundo. Do alto, ele observa a realidade com distanciamento sereno, sem buscar significados ocultos ou transcendentes. A janela funciona como metáfora da consciência do poeta: aberta, silenciosa, voltada para o que existe. Mais uma vez, Caeiro reafirma sua crença de que ver, aceitar e sentir são atos completos — a poesia está no que é, não no que se imagina. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Creio que irei morrer Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Creio que irei morrer é um poema de tom sereno e direto, no qual Alberto Caeiro aborda a morte sem medo, mistério ou drama. Fiel à sua visão naturalista, ele a encara como um fato simples da existência — tão natural quanto viver. Não há desejo de eternidade nem angústia metafísica; apenas a aceitação tranquila de que a vida segue seu curso. O poema reflete sua filosofia de que tudo o que existe nasce, passa e desaparece — e isso é perfeitamente suficiente. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Como um grande borrão de fogo sujo Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Como um grande borrão de fogo sujo é um poema em que Alberto Caeiro observa o pôr do sol de forma crua e desromantizada. Ao descrevê-lo como um “borrão de fogo sujo”, o poeta rejeita a idealização poética comum e reafirma seu compromisso com a realidade tal como ela é. Para Caeiro, a beleza não precisa de adorno ou significado profundo — ela existe mesmo nas imagens imperfeitas e nos fenômenos mais banais. O poema é mais um exemplo de sua poética da simplicidade e da aceitação do mundo sem filtros. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Como quem num dia de verão abre a porta de casa Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Como quem num dia de verão abre a porta de casa é um poema que expressa a leveza e naturalidade com que Alberto Caeiro encara a vida e a escrita. O gesto simples de abrir a porta num dia de verão simboliza sua atitude diante do mundo: direta, descomplicada e sem pretensão. Caeiro não busca grandes verdades — ele apenas observa, sente e escreve como quem respira. O poema reafirma sua crença de que a verdadeira poesia está nas coisas simples e nos momentos vividos sem esforço. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Bendito seja o mesmo sol em outras terras Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Bendito seja o mesmo sol em outras terras é um poema que exalta a universalidade da natureza. Alberto Caeiro celebra o fato de que o sol que brilha sobre ele é o mesmo que ilumina lugares distantes e desconhecidos. Essa constatação, longe de despertar nostalgia ou desejo de viajar, reforça sua visão de contentamento com o aqui e agora. O poema reflete sua filosofia de que tudo o que existe é suficiente por si mesmo — e que a realidade, em sua simplicidade, é o que há de mais sagrado. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: Assim como falham as palavras Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Assim como falham as palavras é um poema em que Alberto Caeiro expressa sua desconfiança da linguagem como meio de apreender a realidade. Para ele, as palavras distorcem, complicam e afastam o ser humano da experiência direta das coisas. Caeiro defende que ver e sentir são mais verdadeiros do que tentar explicar. O poema é um manifesto contra a intelectualização do mundo e a favor de uma vida vivida com os sentidos, sem mediação ou interpretação excessiva. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: As quatro canções que seguem Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) As quatro canções que seguem reúnem pequenos poemas de Alberto Caeiro que condensam sua visão de mundo em versos simples, diretos e quase orais. Nessas canções, o poeta celebra a natureza como ela é — sem artifício, sem metáforas, sem necessidade de significar mais do que mostra. São fragmentos de contemplação pura, onde olhar uma flor ou sentir o vento já é, por si, um ato completo. Caeiro reafirma sua crença de que o verdadeiro saber está em ver e sentir, e não em interpretar ou buscar sentidos profundos. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 1 ano
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Livro: As bolas de sabão que esta criança Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) As bolas de sabão que esta criança é um poema em que Alberto Caeiro revela sua filosofia da simplicidade e da aceitação do real. Ao observar uma criança brincando com bolas de sabão, o poeta não busca significados ocultos — ele enxerga nelas apenas o que são: bolas coloridas que flutuam e estouram. Mas admite, com leveza, que mesmo sendo apenas bolas de sabão, “são mais belas do que tudo quanto eu tenho pensado”. A cena é uma celebração da infância, da liberdade e da beleza das coisas inúteis, que existem apenas por existir. #domíniopúblico #Clássicos
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