II. O oleiro e o vento
Havia um oleiro que culpava o vento por todos os vasos quebrados. Quando a brisa entrava na oficina, ele fechava portas e janelas, mas o barro continuava rachando. Um velho lhe disse que o problema não era o vento, e sim a pressa de pôr no fogo aquilo que ainda precisava secar. O oleiro aprendeu a esperar. Um dia, deixou a janela aberta, e o vento passou sem quebrar nada. Ao contrário: levou embora o calor excessivo e salvou a fornada. O homem então entendeu que nem todo incômodo é inimigo.