II. Miséria, cidade e consciência
Paris aparece como organismo moral. Suas ruas, igrejas, prisões, becos e barricadas revelam um país dividido entre grandeza e abandono. A miséria não é detalhe de fundo; é personagem coletiva.
Hugo escreve com amplitude quase oceânica: interrompe, explica, acusa, ora, descreve. Tudo parece excessivo porque o mundo que ele quer conter também é excessivo.