O presente do retorno
O presente do retorno
Como havia sido prometido, um navio apareceu no horizonte. A serpente entregou ao náufrago perfumes, madeiras preciosas, óleos, marfim e riquezas da ilha. Não eram apenas presentes para o faraó: eram provas de que a travessia impossível tinha acontecido.
O homem se despediu com gratidão. Quando olhou para trás, a ilha já parecia pertencer ao mundo dos sonhos. Voltou ao Egito e apresentou seus tesouros. Foi recebido com honra, pois trazia consigo não só mercadorias raras, mas uma história capaz de fortalecer outro coração aflito.
Ao terminar seu relato, o companheiro voltou-se ao servo inquieto e repetiu o conselho inicial: fala bem, com verdade e serenidade. O homem que atravessou a tempestade não deve se apresentar como vencido. Ele deve levar ao rei a memória do caminho e a dignidade de quem sobreviveu.