O botão que não foi fundido Peer Gynt · Capítulo 4 de 4
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O botão que não foi fundido

O botão que não foi fundido

No retorno, Peer encontra menos glória do que julgamento. A vida que ele imaginava como epopeia começa a parecer uma sequência de adiamentos. O Fundidor de Botões surge como imagem severa: aquilo que não se tornou plenamente si mesmo pode ser derretido e reaproveitado.

Peer tenta provar que foi alguém, que teve forma, que possuiu uma essência própria. Mas suas histórias, antes tão úteis, já não bastam. O acerto de contas não é com a fama, e sim com a verdade.

Ao fim, é em Solveig que a obra encontra sua nota mais humana. Talvez Peer tenha se perdido de si, mas alguém o guardou de uma maneira que ele jamais soube guardar a si mesmo. A pergunta permanece aberta, luminosa e incômoda: onde esteve Peer Gynt, de fato, durante toda a sua vida?

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