Alexandre As Viagens · Capítulo 4 de 14
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Alexandre

Quem te cantara um dia a ambição desmarcada,

Filho da heráclia estirpe! e o clamor infinito

Com que o povo da Emátia acorreu ao teu grito,

Voando, como um tufão, sobre a terra abrasada!

Do Adriático mar ao Índus, e do Egito

Ao Cáucaso, o fulgor do aceiro dessa espada

Prosternava, a tremer, sobre a lama da estrada,

Ídolos de ouro e bronze, e esfinges de granito.

Mar que regouga e estronda, espedaçando diques,

- Aos confins da Ásia rica as falanges corriam, encrespadas de fúria e erriçadas de piques.

E do sangue, do pó, dos destroços da guerra,

Aos teus pés, palpitando, as cidades nasciam,

E a Alma Grega, contigo, avassalava a Terra!

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