Elixir do Pajé (variação) Produções Satíricas e Bocageanas · Capítulo 5 de 5
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Elixir do Pajé (variação)

Sou um pajé constipado

Sou um pajé conturbado

Sou um pajé contra-bardo

Guerreiro da criação

De volúpias nas donzelas

Fazidas de ervas,

elas Emprenhadas ficarão.

Irreverente, traquina

Sem pensar em heroína

Remete ódio seródio.

Menestrel e menos tal

Carretel, corda vocal

Inconstante determina

Aguardente com serina

Prodológico fascina

Poesia fescenina.

Zé Limeira, camarada,

A tua filosomia,

Companheira desterrada

Do pajé, bernardaria

Se bernardo bernardasse

E os quelé juveniasse

Por trepar na escadaria.

“Essa risonha verdura

Esses bosques, rios, montes,

Campinas, flores, perfumes,

Sombrias grutas e fontes?”

O pajé da picadura

Traças as conas em cardumes

Acende 32 lumes

Prodologicamente.

Em madre-de-deus-do-angu

Mandado comer só cru

Quem pensa que deus tem madre

Quem pensa no angu de Deus

Se quiser que faça os seus

50 nomes do padre

Contando, com um sem sabre

O caralho de Mateus

Lenga lenga lenga len

Ga lenga lenga lenga.

Notas

↑ Segundo Duda Machado aparece como prólogo nas edições clandestinas do poema. [Nota tal como na fonte digital do texto.]

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