CAPÍTULO 4-SE EU PUDER TE AGRADECER SE EU TIVESSE ASAS · Capítulo 4 de 18
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CAPÍTULO 4-SE EU PUDER TE AGRADECER

Márcio e Patricia estão entrando no hospital para visitar Beto. Ao chegarem, ouvem o lamento de pessoas que parecem ter perdido um familiar. Eram os Costaneves; infelizmente, o outro rapaz envolvido no acidente acabou falecendo. A mãe estava desesperada pela perda do filho. O poderoso patriarca da família demonstrou sua fragilidade pelas lágrimas que escorriam de seu rosto. A irmã mais velha do rapaz estava triste e séria, mas sem demonstrar nenhum choro, parecendo estar em choque.

Patricia meditou em seus pensamentos como uma simples farra de uma corrida clandestina de rua de carro acabou tirando a vida de três jovens e afetou tantas famílias.

Os irmãos encontraram a mãe e o pai de Beto a esperando o retorno de Bibi da visita do irmão:

— Boa tarde Seu Roberto. Como está meu amigo? — pergunta Márcio estendendo a mão para cumprimentá-lo.

— Fisicamente está bem, mas ainda muito triste pelo que aconteceu.

— Dona Leonora e a senhora como está? —Márcio estende a mão para Dona Leonora.

— Estou bem, pois o pior já passou, agora tenho que ter forças para apoiar meu menino. Obrigado pela preocupação e por tu e tua irmã ter nos avisado quando recebeu a ligação no dia do acidente. — Agradece a Dona Leonora.

— Como amigos de Beto era é o mínimo que deveríamos fazer.

Bibi retorna para a sala de espera, pois Patricia tinha avisado amiga por mensagem que ela e o irmão tinham vindo visitar Beto.

Márcio aproveita para ir visitar o amigo:

— “Vai querer ver o Beto?” — Gesticula Márcio para Pati.

— “Não vai dar tempo, mas manda beijo meu para ele,” — Sinaliza Pati.

O rapaz se desloca para o leito de Beto com o recado, chegando lá Alberto esboça um tímido sorriso para o amigo:

— Sabia que tu não ia faltar comigo. Iria dar um jeito de me ver!

— Mas claro cara, nunca deixaria meu amigo nesse momento sozinho! — Márcio sorri.

— E a Pati, não venho me visitar?

— Acalma o facho bonitão! Ela é minha irmã e tu tem namorada. Ficou lá fora e lhe mandou um beijo. Quer eu dê esse beijo em ti como se fosse ela?

— Preferiria que fosse ela, pois é muito mais bonita.

— Vamos se respeita cara, brincadeira tem limite.

Os dois dão uma deliciosa gargalhada juntos. O semblante de Beto muda de triste para um mais alegre naquele instante:

— Isa está tão nervosa que teve que tomar calmantes e acabou ficando em casa dormindo.

— Essa guria gosta muito de ti, não tenha dúvida.

O celular de Márcio toca e ele desliga:

— É quem estou imaginando? — Pergunta Beto.

— Sim é ela. Tivemos somente dois encontros e a guria já está escolhendo o nome dos nossos filhos.

— Putz, tri emocionada.

Os dois amigos riem da situação e são interrompidos pelo segurança do hospital avisando que o horário da visita terminou:

— Tchau Beto, até amanhã no horário da visita.

— Tchau Márcio, e não esquece de me convidar para o casamento.

Os amigos riem novamente juntos e Márcio vai embora. Beto tem agora algum pingo de esperança e agradece aos amigos que tem para o ajudar superar o grande obstáculo que terá pela frente na sua vida.

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