I O SOL DO AMANHÃ O SOL DO AMANHÃ · Capítulo 3 de 7
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I O SOL DO AMANHÃ

I O SOL DO AMANHÃ I

De Sua Natureza À Natureza Ao Seu Redor

Eram indivíduos

De coragem para admitir a realidade

Ímpeto para a reescrever

Das paisagens sobre as águas espelhadas

Ao mundo refletido em seu olhar

De sua natureza à natureza ao seu redor

Presentes, compondo o presente

Do existente, construindo seu existir

Espíritos Iluminados, pela própria Razão chamados

Destinados a ser quem são

Eram aqueles caminhando sobre a Terra

Eram aqueles contemplando o Universo

Não se acreditavam realistas, ou idealistas

No horizonte, o ambiente ao seu redor

Em si, o Ideal que o torna valor.

Sol Do Amanhã

Como fogo em meio a névoa

No escuro céu noturno,

Como luz em meio ao infinito

Alva estrela, vestida do desconhecido

Seguia em seu caminho

E o caminho a pertencia por segui-lo

Nas mãos, uma vela

E era como a vela

Iluminada,

Reconhecida pela chama

De sua existência a Razão

À vela, o fogo

Ao Ser, o propósito

Em nome da Razão,

Que se desde o início conhecida,

Apenas enquanto potencialidade,

Até o instante...

Em que presente a tornar.

O Universo Em Si

"No horizonte, céu e mar se confundiam,

A Lua, nas trevas a luz solar a iluminava

Até ao alvorecer tornar-se no céu estrela

Caminhando sobre as águas

Às margens a areia deserta,

Em silêncio, ali não se encontrava senão a própria natureza,

Ali, não se seguia senão a própria natureza

Caminhando com as águas

Em direção ao oceano,

O Sol diante de si

Ao seu fascínio

Sequer se comparava

Inigualável luz

Verdadeira escuridão,

Bastando uma "ambas" revelar

Uma vez mais, seguindo ao encontro do oceano,

Como o oceano que ao mar aguarda, o declara:

- Não sou terra, não sou fogo

Não sou caos, nem ordem

Nem luz, nem trevas

Eu sou o Universo

Enquanto o Universo

Respondia não ser senão quem o declara"

Se um ao outro compreende

Como se o próprio fosse,

Diferem-se por assim compreenderem-se,

Compreendem-se ao assim contemplarem

Seus reflexos.

Petra

Não ofereça-me rosas vermelhas,

Não me encanta o superficial desespero

Passageiras são as paixões

Que sejam escuras

Como obsidiana,

Inexplicáveis como o Universo.

O Norte

Sentido de meu universo

Em uma imagem representado,

Plenitude, ao seu lado alcançada.

Megan

Entregue-se à tua natureza

Verdadeira, intocada

Que teu fascínio encanta

Venha, como se nada mais houvesse,

Pois em tua presença

Tudo torna-se secundário

Faça-me prometer o que não prometeria,

Faça-me ser por você

Quem por outrem eu não seria

Imagem à minha imagem

Natureza de minha natureza

Razão de minha razão

Como te repreender?

Se a cada instante

Pelo próximo espero...

Como posso eu te condenar

Se, no final,

Meu desejo é aplaudir?

Onde quer que esteja, estará comigo,

Confia, entregue-se, sou tanto seu "castigo"

Como você é o meu.

Dádiva

Bem, eu direi a verdade

Pois você a conhece,

És para mim a eternidade

Sim, eu direi a verdade,

Eu nunca duvidei

Nunca duvidei

Pois sei que a encontraria

Mesmo se não a encontrasse

Aqui

Antes que aqui estivesse

Eu a conheci, Minha Dádiva,

Se desde o início estás comigo

Eternamente estará,

Enquanto me disser meu nome

Repetirá o seu

Então, chama meu nome

E faça-me conhecer

Como sou seu

Voce não é como

O céu, ou a Terra,

Você é o infinito

Em plenitude

Do tempo

A eternidade

Chama meu nome

Faça-me conhecer

Como sou seu,

Chama meu nome

E seja mais uma vez

Uma vez mais

Você é tudo

Tudo o que importa

Tudo o que me importa

Além ao presente,

Em seu olhar compreendi

O Universo, Minha Dádiva,

Sei que tanto não te pertenceria

Se um dia não mais seu fosse,

Minhas palavras são as que me prometeu

Chama meu nome

Mostra-me

Como sou seu,

Chama meu nome

Eu sou para você

Como você é para mim

Se desde o início estás comigo

Eternamente estará,

Estou em seu destino, assim como és o meu.

Você.

Antes costumava imaginar

Como seria alguém que eu quisesse para mim...

Até o dia em que eu te conheci.

Promessa

Vindos da mesma luz,

Como a noite ilumina-se

Da mesma luz que o dia

Como há eras, milênios ou séculos,

As mesmas palavras prometiam,

Pois a Razão remanesce

Os designados à Alta Ordem,

Quando verdadeiramente se uniam,

Juravam a própria razão:

- Eu sou para você.

- Como você é para mim.

Eterna

Se naquele momento

As areias do tempo

Esculpiam tua imagem

Tua imagem, porém,

Desafia o tempo,

Ao permanecer em minha mente

Sem jamais tornar-se passado.

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