CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 2
O homem já estava morto.
Mas quanto mais Emma desfigurava e estragava seu corpo, mais ela sentia prazer e alívio.
Perante aos olhos da sociedade, Emma era uma doce e frágil jovem.
Mas no escurecer da floresta.
No escurecer da floresta, a assassina implacável habitava dentro de Emma.
Ela matava qualquer homem que se aproximasse dela.
Que tocasse nela sem a sua permissão.
Nenhum tinha alguma chance.
A mínima chance sequer.
Todos que cruzavam seu caminho, morriam em suas mãos.
Mas tudo isso tinha um motivo.
Emma carrega um segredo sombrio dentro de si.
Um segredo que ninguém sabia.
Todos que sabiam, já haviam morrido.
Ou melhor, sendo mortos por ela.
…
Emma retira a faca do pescoço do homem morto.
Ela sai de cima dele.
Toda ensaguentada, pega o celular e olha a hora.
Já havia escurecido.
Ela guarda o celular na bolsa e saí da casa dele.
…
Abre a porta da casa.
Saí como se nada tivesse acontecido.
Destranca o carro.
Da a partida.
Deixa os vidros fechados, para não correr o risco de ninguém vê-la daquele jeito.
Emma dirige com calma.
Quando matava um homem ela não ficava nervosa.
Nem um pouco.
Muito pelo contrário.
…