Introdução — O começo do começo
Introdução narrada por Eder B. Jr.
Este livro começou numa conversa.
Eu disse ao Rejo que queria lhe propor algo um pouco diferente: um livro de poesias conduzido por um personagem. Ele se veria como um astronauta, sozinho no espaço, escrevendo enquanto atravessava planetas, lembranças, dúvidas e silêncios.
A cada novo desafio, obstáculo ou pensamento, esse astronauta seria chamado de rei. Um rei sem povo, sem chão e sem um reino reconhecido. Sua coroa seria imaginária, assim como o território que tentaria governar no meio da imensidão.
A proposta não demorou a ganhar vida. Rejo começou a responder como sabe: com versos, trocadilhos, desenhos, áudios e ideias que transformavam o espaço sideral em território poético. O astronauta passou a tomar café em gravidade zero, conversar com a imensidão, brincar com o tempo, inventar sua própria monarquia e olhar para a Terra de uma distância que mudava o tamanho das coisas.
Mas uma viagem assim não poderia tratar apenas de conquista. Quanto mais longe o astronauta chegava, mais precisava descobrir o que ainda o ligava ao lugar de onde havia partido.
Foi dessa conversa, entre o absurdo, o humor, a saudade e a poesia, que nasceu O Astronauta-Rei.
Entretanto, sua construção me fez enxergar este livro como uma obra que, para mim, um dia fará Rejo ser visto como hoje tratamos Camões, Fernando Pessoa, Mário de Andrade e nossos maiores poetas da língua portuguesa.
Peço que leiam e tirem suas conclusões!
— Eder B. Jr.