O Acendedor de Lampeões O Acendedor de Lampeões · Capítulo 1 de 1
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O Acendedor de Lampeões

UM SONETO DE JORGE DE LIMA

O ACENDEDOR DE LAMPEÕES

Lá vem o acendedor de lampeões da rua! Êste mesmo que vem imperturbavelmente parodiar o sol e associar-se á lua quando a sombra da noite enegrece o poente.

Um, dois, tres lampeões acende e continua outros mais a acender interminavelmente á medida que a noite aos poucos se acentua e a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: êle que doira a noite e ilumina a cidade talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente, tambem, nos outros insinua: crenças, religião, amor, felicidade como esse acendedor de lampeões da rua!

JORGE DE LIMA XIV Alexandrinos, 1920.

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