Capítulo CXIX - Parêntesis
Quero deixar aqui, entre parêntesis, meia dúzia de máximas das muitas que escrevi por esse tempo. São bocejos de enfado; podem servir de epígrafe a discursos sem assunto:
(Suporta-se com paciência a cólica do próximo.)
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(Matamos o tempo; o tempo nos enterra.)
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(Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da
carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.)
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(Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.)
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(Não se compreende que um botocudo fure o beiço para enfeitá-lo
com um pedaço de pau. Esta reflexão é de um joalheiro.)
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(Não te irrites se te pagarem mal um benefício:
antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.)