Universo da obra
Universo da obra
Essa guerra da Itália com a Turquia
Por que ora o mundo inteiro se interessa Da Europa os horizontes anuvia,
Do pacifismo a bancarrota apressa.
Eis que mútua matança principia
Em fúria que não há poder que a impeça!
Aumenta do ódio a chama dia a dia,
Rugem canhões é a guerra que começa.
O próprio papa, ao ver a luta aberta,
Quer de Mafoma toda a gente morta;
Para nova cruzada os fiéis desperta.
E aos soldados dest'arte anima e exorta: Vede se a chave de São Pedro acerta
Na fechadura da Sublime Porta!
Num exame de física:
Qual é a principal ropriedade o gás-
- A Expansibilidade... das contas.
ZANGÃO
A Imprensa, Rio de Janeiro, n.° 1384, 5 out. 1911, p. 1.
I MPRESSÕES DE VIAGEM
"Nunca se fecham as casas no Rio: as janelas e as portas estão continuamente abertas."
(De uma entrevista de MONNA DELZA
para o Comedia)
Como é bela a mentira quando nasce
De uma formosa boca feminina!
Nem nos faz o rubor subir à face,
Tanto é discreta delicada e fina.
Se o que a Monna declara, declarasse
O Belisário Távora, imagina
O leitor que esta coisa assim ficasse,
Sem protestos da crítica ferina-
À Delza agradecemos a carícia
Das suas doces impressões de viagem.
Nas quais não há nem sombras de malícia.
Mas cá no seio da camaradagem,
Se assim fosse, que glória a da polícia
E que vergonha para a gatunagem!
ZANGÃO
A Imprensa,, Rio de Janeiro, n.° 1384, 6 out. 1911, p. 1, BODAS DE PRATA
Ernesto Senna festejou o seu 25.° aniversário de decano do Jornal do Commercio.
Vinte e cinco anos de jornal completa;
Mas áureas bodas faz e não de prata.
Pois de ouro é toda a grande alma correta Que na vida do Serma se retrata.
De pés tortos marchando em linha reta,
Do jornalismo pela rota ingrata, É figura de todos predileta
E seu nome na fama se dilata.
Gosta a gente de ver na luta insana.
Firme, num furo manejando a pena,
O cônsul da nação venezuelana.
Se ele da imprensa abandonasse a arena,
O povo era voz potenta e soberana
Gritava: à cena o Senna! à cena o Senna.
Tigremilio
ZANGÃO
Imprensa, Rio de Janeiro, n.° 1385, 7 out. 1911, p. 1.
Poesia Satírica e Versos de Circunstância, de Emílio de Meneses, é uma coleção poética brasileira em domínio público disponível gratuitamente no Literunico para leitura online em HTML. Esta edição digital organiza os poemas em capítulos publicados, com espelhos de conteúdo completos, fonte consolidada da Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos/UFSC e metadados preparados para busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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