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Noivado

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Noivado

Capítulo 1 · Noivado

Noivado

Filha do céu - oh flor das esperanças,

Eu sinto um mundo no bater do peito!

Quando a lua brilhar num céu sem nuvens

Desfolha rosas no virgíneo leito.

Nas horas do silêncio inda és mais bela!

Banhada do luar, num vago anseio,

Os negros olhos de volúpia mortos

Por sob a gaze te estremece o seio!

Vem! a noite é linda, o mar é calmo,

Dorme a floresta - meu amor só, vela;

Suspira a fonte e minha voz sentida

É doce e triste como as vozes dela.

Qual eco fraco de amorosa queixa

Perpassa a brisa na magnólia verde,

E o som magoado do tremer das folhas

Longe - bem longe - devagar se perde.

Que céu tão puro! que silêncio augusto!

Que aromas doces! que natura esta!

Cansada a terra adormeceu sorrindo

Bem como a virgem no cair da sesta!

Vem! tudo é tranqüilo, a terra dorme,

Bebe o sereno o lírio do valado...

- Sozinhos, sobre a relva da campina,

Que belo que será nosso noivado!

Tu dormirás ao som dos meus cantares

Oh! filha do sertão! sobre o meu peito.

O moço triste, o sonhador mancebo

Desfolha rosas no teu casto leito.

....- 1858.

Filha do céu - oh flor das esperanças,

Eu sinto um mundo no bater do peito!

Quando a lua brilhar num céu sem nuvens

Desfolha rosas no virgíneo leito.

........................

Nas horas do silêncio inda és mais bela!

Banhada do luar, num vago anseio,

Os negros olhos de volúpia mortos

Por sob a gaze te estremece o seio!

Vem! a noite é linda, o mar é calmo,

Dorme a floresta - meu amor só, vela;

Suspira a fonte e minha voz sentida

É doce e triste como as vozes dela.

Qual eco fraco de amorosa queixa

Perpassa a brisa na magnólia verde,

E o som magoado do tremer das folhas

Longe - bem longe - devagar se perde.

Que céu tão puro! que silêncio augusto!

Que aromas doces! que natura esta!

Cansada a terra adormeceu sorrindo

Bem como a virgem no cair da sesta!

Vem! tudo é tranqüilo, a terra dorme,

Bebe o sereno o lírio do valado...

- Sozinhos, sobre a relva da campina,

Que belo que será nosso noivado!

Tu dormirás ao som dos meus cantares

Oh! filha do sertão! sobre o meu peito.

O moço triste, o sonhador mancebo

Desfolha rosas no teu casto leito.

Noivado

Sinopse

Leia Noivado, de Casimiro de Abreu, grátis no Literunico. Poema clássico brasileiro em domínio público, publicado para leitura online em HTML, com fonte Wikisource validada e espelhos de conteúdo para busca, redes sociais e pesquisa por IA.

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