Universo da obra
Universo da obra
Perdemos a guerra.
O nosso povo, antes banhado pela ordem, tocado pela luz divina, que agora jamais teríamos de volta. Nós, os filhos abandonados, amaldiçoados pela ação de nosso Deus e nossos irmãos... A batalha que tanto lutamos, que participamos das fileiras intermináveis das legiões, que nos sacrificamos para cada avanço, para cada jarda tomada... Agora tudo se foi, agora tudo foi jogado ao pó.
Nós não estávamos prontos contra aquilo, a entropia, a verdadeira manifestação do aleatório, do confuso, do impensável. A essência que germinou no ventre do mundo, mãe dos Abissais, Abis, maldita semente do caos que jamais se cansou de dar frutos, e seu forçado esposo, o próprio deus do aleatório, das catástrofes e de tudo que não pode ser regrado, Dooroma.
Hoje, nossas ações nos fazem lembrar das tragédias de nosso passado, de nossas funções atribuídas por nossa bravura, por nosso zelo à ordem, pelos princípios que nos guiaram até este maldito momento. No fim, nossa ordem foi ceifada, nossos irmãos fugiram e nós, abandonados, caímos em meio à corrupção infinita contra nossa própria vontade.
Fomos culpados pelos erros deles, fomos culpados pela queda da fortaleza alada, nós a linha de frente, a base pilar da invasão ao Abismo, tudo aquilo jogado ao fogo rubro, menosprezado pela incompetência e pela fraqueza alheia.
Hoje caímos, caímos na profundeza de um mundo morto, de um plano que a história abandonou. Nossas asas já perderam sua cor metálica, nossos brasões já não têm o valor das nossas legiões, nossa pureza já foi enterrada junto de nossos irmãos de batalha... Mas a nossa vingança se mantém, nossas virtudes nos mantêm...
Lembrem-se de hoje, que jamais esqueçam de hoje, pois hoje foi o dia em que os alados caíram, que asas puras se mancharam. Que a beleza foi maculada, mas que nós, os renegados da ordem, não aceitamos a derrota. A guerra contra o caos e contra o deus fraco está apenas começando.
A Derrota os levou para a pior das ruinas, abandonados pela ordem que serviram, os antigos celestiais e seus auxiliares se escondem dos enxames do caos no mundo fragmentado de Ifen, suplicando para retornarem a sua antiga morada, contudo, o tempo mostra que seu criador os abandonou, e agora, sem mais o apoio do Deus ordeiro, devem continuar sua missão de a sua erradicar o caos com suas flageladas almas.
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