Universo da obra
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Qual a importância da educação escolar para o histórico de uma família? Domício e Bianca se fazem essa pergunta quando seu filho mais velho, Artur, atinge a idade escolar. Vivendo em uma grande fazenda localizada na frente pioneira de ocupação do sertão, no final da década de vinte, ele como administrador e ela como doméstica, julgam que o mais prático seria instalar uma escolinha ali, entre os carreadores; julgam ainda que terão o apoio tanto dos patrões e dos governantes como da comunidade. Logo nas primeiras buscas de informações técnicas e burocráticas, se deparam com questionamentos sobre a necessidade e eficiência de educação para uma população rural. Para o patrão e os cafeicultores, o principal grupo empresarial do país à época, a escola significa perda de mão de obra barata; os governantes, oriundos do mercado do café, não só seguem as diretrizes de sua classe de origem como também administram a expansão da rede pública de ensino para satisfazer o mais restrito possível as reivindicações. Até mesmo a população não se preocupa com uma formação escolar para seus filhos, uma vez que estes, trabalhando com a família, aumentam o rendimento econômico, ajudando a melhorar as condições de vida. Nesse contexto, o casal é obrigado a fazer investimentos pessoais, com ações que beiram os limites de suas próprias condições, para superar os confrontos que a sociedade impõe. Seus esforços podem não mostrar os frutos em sua geração, mas serão as futuras que vão valorizá-los.
Fonte MEC Livros: https://meclivros.mec.gov.br/search/view-work?id=1001476
Qual a importância da educação escolar para o histórico de uma família? Domício e Bianca se fazem essa pergunta quando seu filho mais velho, Artur, atinge a idade escolar. Vivendo em uma grande fazenda localizada na frente pioneira de ocupação do sertão, no final da década de vinte, ele como administrador e ela como doméstica, julgam que o mais prático seria instalar uma escolinha ali, entre os carreadores; julgam ainda que terão o apoio tanto dos patrões e dos governantes como da comunidade. Logo nas primeiras buscas de informações técnicas e burocráticas, se deparam com questionamentos sobre a necessidade e eficiência de educação para uma população rural. Para o patrão e os cafeicultores, o principal grupo empresarial do país à época, a escola significa perda de mão de obra barata; os governantes, oriundos do mercado do café, não só seguem as diretrizes de sua classe de origem como também administram a expansão da rede pública de ensino para satisfazer o mais restrito possível as reivindicações. Até mesmo a população não se preocupa com uma formação escolar para seus filhos, uma vez que estes, trabalhando com a família, aumentam o rendimento econômico, ajudando a melhorar as condições de vida. Nesse contexto, o casal é obrigado a fazer investimentos pessoais, com ações que beiram os limites de suas próprias condições, para superar os confrontos que a sociedade impõe. Seus esforços podem não mostrar os frutos em sua geração, mas serão as futuras que vão valorizá-los.
Fonte MEC Livros: https://meclivros.mec.gov.br/search/view-work?id=1001476
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