Universo da obra
Universo da obra
Filho de pais separados — pelo divórcio e por origens culturais completamente distintas —, o narrador desta estreia luminosa de Felipe Poroger apresenta alguns pensamentos fixos na vida: seus cinquenta por cento de sangue judaico a correr nas veias, as célebres aventuras do jovem inglês que descobre aos onze anos que tem poderes de bruxo, seu lugar na história humana meio século depois do genocídio da Segunda Guerra e, claro, a sexualidade. Personagem de si mesmo, ele conta a história de sua vida desde a concepção, passando pela infância, o bullying escolar, a descoberta do desejo e da genitália — a sua e a dos outros. De certa forma ele é, como todos nós, um sobrevivente: alguém que consegue se levantar todos os dias a despeito das neuroses familiares, das pressões da vida escolar, da vergonha, dos afetos danificados ao longo da vida e das mudanças no próprio corpo com a chegada da puberdade. Sua resposta a tudo isso é, num primeiro momento, mergulhar na fantasia. E reescrever — numa prosa que parece amalgamar a influência dos livros de Philip Roth e de J.K. Rowling — a própria história. Com veia satírica, ritmo veloz e um olhar devastador e mordaz sobre as ilusões que criamos para nós mesmos, este romance observa sobretudo as hipocrisias das relações familiares, tendo a adolescência como o maior desafio mortal a ser atravessado e superado — para que então se possa sobreviver à vida adulta. Uma narrativa audaciosa que consegue encapsular de forma surpreendente a trajetória pessoal e coletiva, a realidade e a ficção que parecem brotar dos livros de aventura.
Fonte MEC Livros: https://meclivros.mec.gov.br/search/view-work?id=1001211
Filho de pais separados — pelo divórcio e por origens culturais completamente distintas —, o narrador desta estreia luminosa de Felipe Poroger apresenta alguns pensamentos fixos na vida: seus cinquenta por cento de sangue judaico a correr nas veias, as célebres aventuras do jovem inglês que descobre aos onze anos que tem poderes de bruxo, seu lugar na história humana meio século depois do genocídio da Segunda Guerra e, claro, a sexualidade. Personagem de si mesmo, ele conta a história de sua vida desde a concepção, passando pela infância, o bullying escolar, a descoberta do desejo e da genitália — a sua e a dos outros. De certa forma ele é, como todos nós, um sobrevivente: alguém que consegue se levantar todos os dias a despeito das neuroses familiares, das pressões da vida escolar, da vergonha, dos afetos danificados ao longo da vida e das mudanças no próprio corpo com a chegada da puberdade. Sua resposta a tudo isso é, num primeiro momento, mergulhar na fantasia. E reescrever — numa prosa que parece amalgamar a influência dos livros de Philip Roth e de J.K. Rowling — a própria história. Com veia satírica, ritmo veloz e um olhar devastador e mordaz sobre as ilusões que criamos para nós mesmos, este romance observa sobretudo as hipocrisias das relações familiares, tendo a adolescência como o maior desafio mortal a ser atravessado e superado — para que então se possa sobreviver à vida adulta. Uma narrativa audaciosa que consegue encapsular de forma surpreendente a trajetória pessoal e coletiva, a realidade e a ficção que parecem brotar dos livros de aventura.
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