Universo da obra
Universo da obra
— O dia está lindo!
Sorri e inspira o fôlego se sentindo regozijar com o ar puro que toca sua pele graças à brisa suave, finca os dedos dos pés no solo para sentir a cócega suave da gramínea do chão, fecha os olhos e abre os braços para se entregar totalmente ao momento.
— Hey, Icarela — zomba ao utilizar do apelido triste que a faz se lembrar que é uma fada sem asas —, pare de sonhar e faça seu trabalho, é o último dia, logo você estará livre — sorri.
Icarela não tem outra opção, aceitou o fardo há anos, não deixará que o apelido a magoe, responde com um aceno de cabeça e um sorriso largo.
— Não se preocupe, e muito obrigada pela oportunidade — pega seus cestos vazios e segue para o campo, assim que terminar de colher o último hectare, poderá partir.
Novamente.
Não pode ficar em lugar algum de modo permanente, ela é uma anomalia, encontrada perdida no coração da floresta há vinte anos e ninguém consegue identificar a qual povo pertence porque reage positivamente a todos os testes. Sua pele é de um tom amarelo queimado como os dasfaunérias, seus cabelos são ondulados como os daverdejantes, e seus olhos são de um castanho claro ao invés de exibir a cor de sua magia. Passou sua infância aos cuidados das duquesas, e tem vivido como uma ninguém pelas periferias dos ducados, e apesar de ter distanciado e obrigada a jurar que jamais diria sobre essa parte de sua vida — sem conhecer a razão —, dentre os membros da monarquia, Caipora sempre a visita quando pode.
Enquanto colhe os legumes, sente o cheiro da terra úmida e o odor exalado das folhas ao serem cortadas, se lembra do dia que foi levada ao palácio da rainha Aislin; naquela época, passou por uma desordem de fluxo da sua magia quando a duquesa gótica resolveu testá-la, e apesar de não se lembrar de nada enquanto esteve em transe, havia gostado de conhecer o palácio, mas detestado a rainha, que é tão bela quanto assustadora. Ainda sente a pele se arrepiar ao se lembrar do olhar colorido e extremamente frio da monarca que a mirou de cima exibindo superioridade e um misto de nojo com ódio, tem certeza de ter visto as gigantescas asas coloridas terem, por cerca de meio segundo, um brilho escuro e sombrio, mas certamente deve ser por seu medo e trauma, pois se algo assim tivesse acontecido, certamente as duquesas teriam percebido.
Desde então possui uma missão impossível dada pela própria rainha: vagar pelos nove ducados e conhecer a vida árdua dos trabalhadores, dominar cada magia possível sem nunca demonstrar em público sua aptidão para uso simultâneo das diversas cores.
Só que ninguém nunca falou que seria tão difícil, quando simplesmente não pode voar porque não consegue fazer as asas aparecerem, muito menos conseguir fazer amizade quando é desprezada pela maioria, afinal, quem vai se importar com uma fada caminhante?
Um erro da natureza, uma novidade que nunca acontecera desde o despertar da consciência das espécies, uma fada sem asas. As asas são a indicação do poder de sua raça, quanto maior, mais poderosa costuma ser, então alguém sem asa conseguir usar todas as cores, é insulto à espécie.
Passado
— Majestade, todas as duquesas já estão presentes no salão principal e a aguardam — Sucram, marido da rainha Aisling, adentra ao quarto e pousa ao lado dela, a ajuda com a tiara a prendendo no cabelo.
— Meu amor, sinto que hoje teremos a resposta daquele sonho.
— Qual deles? — Repousa o queixo sobre as mãos e a observa admirado.
— O que eu corria pela floresta em chamas, que a lua sangrava e o céu era engolido pela escuridão.
Sucram a abraça com carinho.
— Pois espero que a resposta seja boa, que venha em forma de solução.
— Assim espero — encosta o nariz no dele antes de se afastarem para irem ao salão.
Ambos voam pelos corredores luxuosos decorados com pedras preciosas mesclando a natureza viva com as paredes feitas de pedras. A entrada do salão principal é a grande árvore bem ao meio do palácio, cujo galhos abrigam diversas lanternas decorativas com todas as cores de todas as fadas, são pequenos portais pelo qual as duquesas podem acessar à moradia da rainha sem que seja preciso voar por horas e mais horas.
Entram pela parede feita de galhos e flores bem na base da copa, rente ao tronco principal. Por toda parte há luzes amarelas feitas de pequenas chamas em formato de fadas que dançam ininterruptamente embelezando de modo fantástico enquanto iluminam o salão.
— Seu modo de trazer luz é sempre admirável, Solúria. São chamas belíssimas — elogia ainda observando as centenas de chamas dançando tango ao alto de suas cabeças.
— Obrigada, vossa alteza — responde com mesura, abrindo os braços e baixando levemente a cabeça com suas cumpridas asas amarelas erguidas.
Aislin pousa e todos os presentes também cumprem com a etiqueta do cumprimento antes de se sentarem. Diferentemente das fadas comuns, as duquesas não podem ‘guardar’ as asas quando querem, o fluxo mágico é contínuo enquanto estiverem ligadas à rainha, é a prova do elo feito durante a coroação, e assim como a monarca, elas são imortais até que haja uma nova rainha, ou que o elo seja desfeito para as substituírem.
— Como todas estão bem e não há problemas com os portais nem com os reinos vizinhos, qual é o motivo desse encontro tão repentino?
Todas se entreolham, por votação prévia, haviam decidido que Solúria falaria a razão, então ela volta o olhar para a rainha e informa:
— Cremos que sua herdeira tenha nascido.
Aislin fica em silêncio por alguns segundos, pois sabe bem que isso é impossível, contudo, tenta não transparecer sua incredulidade e se esforça em parecer surpresa e feliz.
— Há quanto tempo suspeitam disso?
— Há nove anos.
— E por que não me informaram antes? — Aislin se levanta falando em tom sério, encara uma a uma, se mostra séria, apesar de essa ser uma situação improvável por ter certeza de que ninguém lhe tenha visto naquele dia improdutivo.
— Queríamos ter certeza. Decidimos que cada uma de nós cuidaria dela por um ano para poder testar todas as aptidões mágicas, e ela passou em todos — Solúria não hesita.
Aislin está nervosa, não é para existir nenhuma herdeira. Sucram toca a mão da esposa e sinaliza com o rosto para ela se acalmar. Totalmente feliz e emocionado pelo milagre de ter a criança perdida de volta, pois há nove anos Aislin havia tido uma gestação, e perdera a criança no parto.
— Como a encontraram? Onde ela está? — Aislin soa mais calma graças ao efeito da magia rosa de seu marido, se senta na cadeira e observa suas aliadas.
— Os animais a encontraram no meio do floresta e a trouxeram para mim — Caipora explica, suas asas são violetas, tal são seus olhos, e se parecem uma pena gigante saindo das costas. — Pela cor da pele e como os animais a protegiam, considerei ser membro do meu povo, contudo, ninguém no reino todo alegou ter perdido uma filha, acolhi e cuidei dela. Em um dia qualquer, quando a coloquei sobre a grama, os olhos dela mudaram de cor ficando verdes e a grama cresceu a escondendo.
— E como estou sempre por perto, — Pétala continua a história, chamando a atenção para si, suas belas asas verdes em formato de folha, brilham parecendo envernizadas — a analisei, e as flores reagiram a ela se abrindo antes do previsto. Então decidimos que cuidaríamos dela para ter certeza e então a trazer para você. Mas quando ela completou um ano, começou a incendiar tudo e a levamos para Solúria.
— E como esperado, — a fada amarela complementa — a testei e, obviamente, ela passou, conseguia manipular a luz. Suspeitamos que ela pudesse ser sua herdeira, mas como as outras que vieram antes, morreram misteriosamente, decidimos que nós mesmas cuidaríamos dela e combinamos de deixar um ano com cada para a treinarmos com as cores.
— Eu só soube quando ela já tinha quatro anos — Paraná boceja, suas asas azuis parecem uma cachoeira brilhante às costas. — Ela também dominou o meu elemento perfeitamente, aos seis, mandei ela para a Hélia.
Hélia está mentalmente aérea, sua asa translúcida de um tom extremamente claro de azul, batem velozmente fazendo um pequeno zunido. Então Paraná lhe joga uma bolinha de água na testa a fazendo despertar dos devaneios ou o que quer que aconteça quando a fada do ar fica muito tempo parada e parece se desligar da própria cabeça.
— Tambémtevesucesso — fala muito rapidamente. — Adoroubrincarcomasnuvens, consegueflutuarapesardenãoterasas.
— Fale mais devagar — Pétala, oposta, tem o modo de falar mais manso de todos, assim como qualquer verdejante.
Hélia sopra fazendo os cabelos da colega se bagunçarem e ri.
— Modos, Hélia — Solúria a repreende, pois a fada do ar é hiperativa, não aguenta ficar cinco minutos parada.
— Por favor, se atenham — Aislin pede com calma, suas asas são como as de uma mariposaOrnithoptera alexandrae, porém, colorida como o arco-íris, contendo todas as nove cores representando todas as fadas. — Entendi que cada uma de vocês cuidou dela por um ano para não me dar falsas esperanças, contudo, toda essa história apenas me aflige, quero conhece-la, onde está?
— Eis a questão, — Solúria toma a frente novamente — depois de passar pela Hélia, ficou indisciplinada, e por isso a fizemos passar mais um ano com a Pétala, para a tornar calma novamente, e depois, retornou para a Caipora, daí a mandamos para a Rosália, e obviamente as góticas a descobriram e ficaram de olho nela.
— Se dependesse de vocês, ela nunca teria passado por mim — Carmila as encara com seriedade, percebido pela chamas negras crepitando dentro da órbita óssea onde os olhos deveriam estar.
— Se você pudesse se olhar no espelho, entenderia o motivo — Rosália ironiza.
Normalmente, uma fada paty e uma fada gótica não ficam no mesmo lugar por serem antagonistas, contudo, a presença da rainha neutraliza as duas, mesmo que a rixa seja impossível de apaziguar. Assim como a vida e a morte.
— Enfim, — Solúria consegue trazer o foco novamente — apesar de ter tido sucesso passando esse último ano nas sombras, digamos que ela está um pouco traumatizada.
— O que era de se esperar — Rosália, uma fada em vários tons de rosa e rechonchuda, encara sua gêmea, Carmila, que é puro osso, literalmente.
— Por que a vida é tão irritante? — Paraná soa desanimada, seu tronco está preguiçosamente deitado sobre a mesa. — Cale a boca, Rosália.
— E por isso resolveram me contar agora? Precisam da minha ajuda? — Aislin sorri abertamente.
— Não. Queremos sua autorização para que ela passe um ano com o...
— Vejo que começaram sem mim, como sempre — Tóquio voa descendo para o centro rumo à mesa circular feita do próprio tronco da árvore.
— Nãonosculpepelanaturezalerdadosmachos — Hélia provoca, não que consigam a entender perfeitamente, visto sua fala acelerada.
— Isso é misandria — Tóquio a responde.
— Como é que você entende o que ela fala? — Pétala o encara, sua fala é tão mansa que dá tempo de ele se servir de hidromel e beber.
— Ninguém sabe se divertir melhor que as ventãnias — pisca com um olho erguendo a taça para Hélia que ri ficando corada, e as asas batem ainda mais velozes.
— Concordo — Paraná sorri apesar de parecer estar se derretendo sobre a mesa.
— Está molhando tudo aqui, sossegue — Solúria reclama quando o líquido chega em sua pele e fumaceia.
Paraná se ajeita corrigindo a postura voltando a uma forma sólida.
— Estou cansada — boceja.
— E qual é o assunto dessa reunião? — Tóquio questiona.
— A herdeira do trono, decidimos que todas nós a criaríamos por um ano, e agora é a sua vez — Solúria explica.
Tóquio cospe a bebida pela surpresa.
— Eu? Quer que eu crie a herdeira?
— Você já tem um filho, não será tão difícil — Pétala sorri calmamente, sua fala lenta sempre exige que todos mantenham o foco para se atentarem a quando ela termina de falar.
— Com todo o respeito; não acho que um bando de machos consiga ensinar algo à única herdeira de uma arco-íris — soa irônico.
— Ela precisa aprender o seu ofício também, precisa dominar todas as cores — Paraná soa óbvia.
— E precisa de um ano inteiro?
— Não se você ensinar o básico em menos tempo, daí poderá a encaminhar de volta para a Caipora — Solúria argumenta.
— Mas e quanto a mim? Ela precisa aprender os ofícios da coroa para me substituir quando estiver madura, precisa dominar a magia herdada às arco-íris — Aislin fala firme, mesmo sem entender por que estão tratando seu filho como fêmea, mas Toquio parece estar tão surpreso quanto ela, então ele não a traiu contando seu segredo.
— Só para constar, ela ainda não passou por mim — Diamante se pronuncia, suas asas são alaranjadas e há musgo em suas roupas, seus pés largos estão cobertos de lama seca, seu corpo robusto é o mais largo e forte dentre todas.
— Pensamos em ensiná-la as magias avançadas em uma segunda rodada, ela poderá retornar aos vinte anos, ou quando encontrar sua alma metade e torcer para que o alto nível do vínculo mágico faça as asas surgirem durante a cópula, daí, todos descobrirão quem ela é e obrigatoriamente, até por questões de segurança, ter que vir morar no palácio e ser treinada por vossa alteza, e por nós que também deveremos treinar as sucessoras que ela escolher — Solúria explica tranquilamente.
— Tomara que ela seja mais racional que emotiva, não me levem a mal, mas esse grupo já falhou duas vezes — Tóquio desdenha.
— O que quer dizer com isso? — Paraná o encara.
— Ela nunca será forte se a protegerem, ela precisa aprender a se defender.
— Essa será a sua função — Rosália sorri, pois ele é o líder da cor de guerra, o vermelho é a única cor ofensiva.
— Não nesse sentido, digo em confiar em si mesma e usar os poderes verdadeiramente, dominar a magia como o ar que se respira. Se as senhoras quiserem me escutar, sugiro que a deixem aprender como todos aprendem, estudando e treinando normalmente, sem o auxílio de vocês — soa calmo e termina o hidromel.
A discussão com o assunto de como ele está errado e quais os problemas que tudo isso implica, fica a cada segundo mais acalorada, o que deixa a rainha extremamente ansiosa e irritada, suas asas estão irrequietas e sua feição começa a mudar revelando estar desgostosa da situação, contudo, antes que fique pior, sente a magia rosa lhe acalmar.
— Querida, — Sucram voa em torno da esposa e sorri a distraindo — precisa se impor, e sabe que Tóquio está certo.
Aislin respira fundo e se levanta, suas enormes asas brilham trazendo o arco-íris ao lugar e todos se calam.
— Faremos conforme as duquesas orientaram, contudo, de acordo com o conselho de Toquio.
— Por quê? — Carmila estala os ossos cervicais.
— Ele está certo em alegar que somos ótimas mães, e que por isso, devemos deixar que ela tenha liberdade para se encontrar e crescer, se tornar quem ela precisa ser.
— Sábias palavras — Sucram brilha os olhos a observando e bate palmas.
Tóquio ergue uma sobrancelha, Sucram é um idiota na sua opinião, e a Aislin certamente está agoniada com essa história de herdeira surgida do nada pelos segredos que esconde.
— Mas a existência dela pode trazer inimigos — Carmila lembra a todos.
— Está tudo em paz, não crie inimigos só porque estás ociosa — Rosália sorri para a irmã.
— Uma das dezenas das hipóteses que posso citar, é — ergue as falanges que estralam com o gesto manual — algum chupa-cabra querer o poder dela para mudar a hierarquia no reino dos encourados, o continente inteiro sabe que ninguém resiste a sensação de felicidade eterna que a rainha das fadas pode proporcionar se sugarem o sangue dela.
— Creio que os kupendiepes seriam mais eficazes — Toquio comenta sendo totalmente ignorado, pois os chupa-cabras não passam de fantoches e não teriam inteligência para invadirem e sequestrarem uma fada sem um encourado para os controlar, e esses, por sua vez, não podem atravessar a barreira de Neonfae devido a terrível maldição que os aflige.
— Isso seria até engraçado, um encourado feliz — Diamante ri. Pelo olhar de todos, muda o tom após coçar a garganta e tenta aliviar a situação autoprovocada. — Mas é claro que jamais deixaríamos que pegassem a herdeira.
— Temos que a deixar agir por conta própria, mas também não podemos dizer quem ela é, e muito menos a deixar desprotegida — Aislin comenta em tom pensativo.
— Precisamos de alguém que seja uma guia, nossos olhos, e que seja sutil o suficiente para não interferir — Solúria acrescenta.
— Carmila, — Toquio olha para ela — uma gótica é a melhor opção para isso.
— O quê? — Rosália se exaspera. — Por que ela? Não seria melhor uma paty ?
— Sendo bem sincero, só porque não posso mentir, mas patys são... — faz careta — impulsivas, atenciosas demais, grudentas, tem excesso de felicidade, tem a emoção tão sólida quanto o ar, em resumo: são extremamente chatas e irracionais. — Olha para Hélia e alterna o tom: — Me perdoe por profanar seu elemento.
Hélia sorri e pisca rápido. Rosália se sente extremamente ofendida, salta no ar e voa contra Toquio, mas estagna ao ser selada por seu sangue ‘congelar’, cai estatelada e imóvel sobre a mesa.
— Você só provou o ponto dele, irmãzinha — os ossos faciais se comprimem forçando a aparência de um sorriso.
— Desfaça o feitiço — Aislin pede à Toquio que estala os dedos e permite a fada de asas rosas voltar a se mexer.
— Certo, tenho alguém em mente — Carmila abre um portal e uma fada cinza surge.
— Elas não estão prontas! — Rosália voa de volta e encara a criança.
— É claro que estão, vamos meninas, já passou da hora de se dividirem para se tornarem completas.
— Sim — duas vozes ecoam da boca da fêmea cinza.
— Sugiro que não olhem — Aislin vira o rosto e cobre com a mão por saber quão nojento é o feitiço.
A jovem rasga a própria pele com os dedos e o grito de dor é pavoroso, o sangue escorre, verte vermelho até o chão, o esqueleto se separa da carne e as asas pretas crescem às costas, tal como chamas negras surgem nas órbitas ósseas. A carne se reveste com a pele novamente e o sangue sobe totalmente até ser absorvida e as asas rosas surgirem, a garota outrora cinza, agora é rosada.
— Digam seus nomes — Rosália fala emotiva, lágrimas abundantes correm por sua face.
— Bashemath — diz o esqueleto, cuja única identificação de ser fêmea é a sínfise púbica.
— Aisha — a outra informa, usando os braços para cobrir o máximo possível da nudez.
— Fragrância da Vida. — Carmila sorri apoiando as falanges na mandíbula. — Clichê, mas lindo.
— Meninas, completaram suas duas primeiras décadas de vida, agora são seres independentes, ouçam a ordem da rainha — Rosália fala chorando.
O continente Runex abriga todos os seres mágicos, separados em um mundo paralelo da realidade humana e mortal. O equilíbrio entre a natureza e a magia, assim como bem e mal separados, é a responsabilidade de Aislin, rainha das fadas, do reino de Neonfae. Opala é uma fada viajante que vive em plenitude até ser engolida por um grifo e ser levada a outro reino, fica ainda pior quando descobre que quem viu seu sequestro e tentou resgatá-la, mas acabou sendo levado junto, é o Hema, o macho mais arrogante que já conheceu, agora ela precisa tentar sobreviver junto ao soldado mais detestável de Neonfae. Um mundo perfeito para um romance feliz. Vai mesmo confiar nessa autora para um livro colorido, fofo e feliz? Boa sorte.
PROIBIDO A LEITURA À MENORES DE 18 ANOS.
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