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Meu foco sempre foi você

Universo da obra

Meu foco sempre foi você

Capítulo 1 · Meu foco sempre foi você

Capítulo único

Bebo um gole de café sem tirar os olhos da tela do meu notebook. O clique do mouse ecoava enquanto eu passava as fotos de Oliver, uma por uma, sempre parando por um segundo antes de ir para a próxima.

Seus fios loiros sempre estão brilhando, não importa o ângulo ou a iluminação, e os olhos azuis fazem meu coração acelerar, mesmo sendo apenas uma foto.Umas fotos, num plural bem grande.

— O que tá fazendo? — quase pulo na cadeira ao ouvir a voz angelical de Oliver na minha porta. Olho para trás e vejo ele me olhando curioso com os braços cruzados.

— Nada demais — Sinto meu rosto arder levemente, então desvio o olhar de volta para a tela do notebook.

— Ah, essas são as fotos daquela sessão que você fez no mês passado? — ouço ele dar alguns passos para dentro do meu quarto

— São sim. Eu tava dando uma olhada nas edições, iluminação, essas coisas. — Tento pensar em algo para fazer, mas se eu saísse da visualização das fotos ele veria todas as pastas que tenho só com fotos dele. O que não é pouco.

— Você quer que eu faça alguma coisa nelas? — Dou zoom na foto atual, onde ele está sorrindo, seus olhos quase desaparecendo de forma adorável, formando dois risquinhos.

— Ah, não sei. Talvez um cabelo rosa?

— Cabelo rosa? — arqueio uma sobrancelha, olhando para ele.

— Tô brincando — ri e bate de leve no meu ombro — Você que é o fotógrafo, se quiser editar ou ver se tem alguma coisa pra melhorar, tipo — se aproxima mais da tela — Tudo isso aqui. — ele passa o dedo indicador por toda a área do próprio rosto na foto, me fazendo fazer uma careta.

— Tá doido? Por que eu mexeria no seu rosto? Tá perfeito. — Falo antes de conseguir segurar o pensamento.

Sinto meu rosto arder, assim como minhas orelhas. Coço a garganta, tossindo de leve e abaixando a tela do notebook rapidamente.

— Bom, vejo isso mais tarde. Preciso comer alguma coisa.

Me dirijo para fora do quarto, fechando a porta quando ele também sai, e então vou em direção a sala.

Morar com Oliver, mesmo a tantos anos, tem seus desafios. Além de ser apaixonado por ele desde a quarta série, ele nunca,nunca, consegue ser duro o suficiente com o nosso saco de pulgas.

— Oli, já disse que o Bobby não pode ficar no sofá. Vai sujar tudo. — Cruzo os braços enquanto encaro o cachorro de pelo dourado deitado de barriga para cima no nosso sofánovinho.

— Deixa de ser chato Nate. Eu levei ele no banho e tosa a dois dias.

— Eu sei. Mas esse cachorro tem alguma habilidade especial. Ele se suja mesmo sem ir na rua. — Me aproximo de Bobby, ainda olhando sério. — Bobby, desce. — falo com a voz séria.

O cachorronãose mexe.

— Bobby. Desce. Anda! — ele coloca a língua para fora — Eu não tô te elogiando não. Sai de cima.

— Bobby! — Oliver o chama e quase automaticamente o cachorro se levanta e vai até ele.

Eu olho de um para o outro com uma feição incrédula.

— Por que elenuncame obedece??

— Você nunca dá petisco pra ele.

— Dou sim. Só não encho ele, como você faz. — me sento com tudo no sofá, encarando o cachorro — Seu interesseiro.

— Ei. Sou eu quem cozinho aqui, então tecnicamente você e ele não são tão diferentes. — arregalo os olhos.

— O que?! Tá me comparando com esse monte de pelos? É sério?

— Bom, tirando o fato de que o seu cabelo é preto, não vejo mais diferenças. — ele ri alto da própria piada, e eu não consigo ficar irritado.

Vê-lo sorrir é tudo o que preciso para anular qualquer emoção negativa.

Me deito de costas para a cozinha, fingindo estar bravo. Apoio a cabeça no braço do sofá e estico o braço para pegar o controle da TV, ligando em um canal de culinária aleatório.

— Não fica bravo, Nate. — ele se aproxima com um pratinho em mãos, deixando na mesinha de centro. — Eu gosto de alimentar vocês dois. E você paga metade do aluguel então você ganha. — me sento com tudo, sorrindo como bobo. Olho para Bobby sentado na entrada da cozinha e dou língua para ele, vitorioso.

— Eu venci — sussurrei enquanto pegava o sanduíche de patê de frango, cenoura e alface que Oliver trouxe para mim.

Oliver se senta ao meu lado alguns minutos depois com seu próprio sanduíche, e assim ficamos.

Comemos em silêncio e assistimos o programa até o fim.

— Tá afim de dar uma volta? — Oliver quebra o silêncio, olhando para mim com suas íris azuis quase implorando para eu dizer que sim, mesmo sua expressão estando normal.

— Agora? — olho o relógio de parede da cozinha, estreitando um pouco os olhos para enxergar a hora — Já são quase quatro, o sol vai se pôr em breve e vai ficar mais frio.

— Vamos, por favor! — ele pega as minhas mãos, fazendo carinha de cachorro abandonado. Eu desvio o olhar, com certeza ficando vermelho, já que ele solta uma risadinha.

— Tá, tudo bem. — Suspiro mas dou um sorriso pequeno — Vai se vestir. Vou pegar a minha câmera. — ele quase salta do sofá, sorrindo grande, correndo em direção ao próprio quarto.

Bobby, notando a agitação do seu dono favorito, se levanta e o segue, balançando o rabinho dourado e peludo.

Me levanto também, indo para o meu quarto procurar algum casaco mais grosso e minha câmera, e ao abrir a porta vejo meu notebook, me lembrando que ainda estava na área com as fotos de Oliver.

Fecho a porta e abro o notebook, fechando todas as abas e desligando. Suspiro e vou até meu guarda roupas, pegando um casaco preto em meio a todos os meus outros casacos que, por acaso, também são todos pretos.

Passo a mão no cabelo, arrumando o mullet de leve enquanto verifico se estou com um hálito agradável.

— Melhor escovar os dentes antes de ir — digo baixo para mim mesmo, já indo para o banheiro.

— Já tô pronto! — ouço Oliver gritar, provavelmente já parado na porta.

Escovo os dentes e passo manteiga de cacau nos lábios, evitando levemente o meu piercing, então pego minha câmera e saio, tirando a prova do que eu já suspeitava: Bobby também iria conosco, e estava quase tão feliz quando Oliver enquanto o mesmo o vestia com roupinhas de frio leves e a guia de passeio.

— Você e ele parecem que nasceram grudados, e ao mesmo tempo. — provoco e ele solta uma risada.

— Somos feitos um para o outro, não é Bobby?? — ele coça o topo da cabeça de Bobby, enquanto o mesmo late levemente, e eu me belisco por estar sentindo inveja.

Inveja de um cachorro.

Eu quem queria estar recebendo carinho na cabeça.

— Alô! Terra para Nathan. — balanço a cabeça, e quase congelo ao notar Oliver tão perto de mim que posso sentir sua respiração — O que foi?

— N-nada. Desculpa. — desvio dele e vou até a porta, pegando a minha chave no potinho de porcelana na bancada, quase a derrubando pelo nervosismo — Tava pensando no que eu vou fotografar. Nós poderíamos ir para aquele parque. No que compramos aquele sorvete preto no verão.

— Perfeito! Lá tem bastante espaço pro Bobby brincar e coisas pra você fotografar. Vamos! — dou espaço para ele sair primeiro assim que destranco a porta.

Ainda sentia meu rosto queimar enquanto andávamos lado a lado na calçada pouco movimentada.

Enquanto caminhávamos, olhei para Oli de relance algumas vezes, ele parecia entretido com as lojas pelas quais estávamos passando, comentando vez ou outra sobre conjuntos de roupas de Outono bonitas e que ele adoraria ver em mim.

— Esse moletom vai ficar lindo em você, Nate. — ele se aproxima da vitrine de uma loja masculina.

— Azul? — arqueio uma sobrancelha, quase soltando uma risada genuína.

— O que tem ser azul? — seus olhos,azuis,me encaram, e eu fico em silêncio por alguns segundos.

— Não, nada. Só tô acostumado mais com preto, ou cinza. Mas azul é bom. É Bonito. Se você gosta então é bonito — quero enfiar a minha cabeça em alguma lata de lixo.

— Eu tenho bom gosto mesmo, não é? Vamos entrar!

— O que? — eu mal tenho tempo de pensar. Sua mão livre agarra a minha e ele me puxa para dentro da loja, que cheira a perfume masculino amadeirado. — Oli, eu não trouxe dinheiro. — sussurro envergonhado.

Envergonhado por não ter trago dinheiro, ou por ele estar segurando a minha mão?

Eu não sei.

— Que tipo de pessoa sai de casa sem trazer o mínimo de dinheiro? Vai que acontece alguma emergência? — ele sussurra de volta enquanto me puxa até uma arara de moletons coloridos.

— Aparentemente, eu. — olho em volta e solto um suspiro aliviado quando vejo que todas as atendentes estão ocupadas com outros clientes.

— Mas para a sua sorte, você tem a mim. Eu trouxe dinheiro, e — ele pega o mesmo modelo do moletom que viu na vitrine, soltando a minha mão e colocando na minha frente, observando como um especialista em moda masculina. — como eu imaginei, vai ficar lindo em você.

Sinto meu coração bater errado.

— Não precisa disso, Oli. Eu tenho um monte de moletons em casa — Encaro a arara enquanto ele continua a me analisar.

— Já tá na hora de trocar alguns deles, tipo aquele furado na manga.

— Aquilo não é de velho! E pra encaixar o dedão! — falo um pouco mais alto e ele ri.

— Tanto faz. Eu vou comprar. — sorri vitorioso para mim enquanto tira o moletom do cabide e começa a ir em direção ao caixa enquanto larga a guia de Bobby comigo.

— Viu isso? — olho para Bobby, que está me encarando — Teimoso feito uma pedra.

Ele inclina a cabeça e eu suspiro, coçando a nuca enquanto observo Oliver sorrir e rir para a atendente do caixa.

Me pergunto do que eles estão rindo.

— Vamos? Quero conseguir pegar algum carrinho de sorvete antes do pôr do sol. — ele oferece a sacola da loja, onde o moletom estava, para mim.

— Sorvete? Vai ficar doente — pego a sacola e entrego a guia de Bobby para ele.

— Sorvete não deixa ninguém doente, Nate.

— Tudo bem — acabo soltando um sorriso. Com certeza já tivemos essa conversa pelo menos outras três ou quatro vezes.

Chegamos no parque não muito tempo depois. A primeira coisa que Oliver faz é soltar Bobby dentro do espaço específico para cães, onde o cachorro corre como se tivesse ficado preso por dias e dias direto.

Observo Oliver ri dele, e eu sinto, por um segundo, vontade de pedir para que ele ria de mim.

Desvio o olhar dele, balançando levemente a cabeça. Deixo a sacola com o moletom no chão ao meu lado e então pego a minha câmera, já pendurada no meu pescoço.

Ergo ela, colocando na frente do rosto e tirando foto de algumas árvores enquanto balançam com a brisa leve. Depois foco em um banco vazio, com a cidade de fundo.

Me agacho para tirar fotos de algumas flores, mas quando ouço outra risada de Oliver, não consigo resistir e olho para ele.

Ele tenta alcançar Bobby enquanto o cachorro continua correndo e fugindo dele.

Dou um sorriso sincero, miro a câmera e tiro uma foto dele. Abro a foto e o sorriso dele está perfeito. Tudo nele é perfeito.

A forma como ele sorri, e como é sempre positivo para tudo.

A forma como ele ama tanto a Bobby que, mesmo quando precisávamos nos mudar, ele recusou boas ofertas porque os prédios não aceitavam animais.

A forma como ele cuida de mim. Como cozinha para mim, pelo fato de eu não fazer ideia de como se faz nem o básico.

A forma como…meu foco sempre esteve nele.

Levanto a câmera mais uma vez, tirando outra foto. Quando a abaixo, ele está olhando na minha direção. Uma brisa forte passou por mim, indo em direção a ele.

Meu corpo inteiro se arrepiou, mas não pelo frio.

Me ergo bruscamente, deixo a sacola com o moletom de lado e começo a dar passos decididos na direção dele.

A coragem que sinto agora, eu já senti antes. No meu aniversário de 15, na excursão do último ano do ensino médio, na nossa festa de formatura, quando brigamos feio pela primeira vez, quando ele fez 22 e quis apenas assistir Moana junto comigo.

Eu senti essa mesma coragem, mas nunca agi em nenhuma delas. Eu me calei, enterrei tudo o que sentia por ele e sofri em silêncio enquanto via ele se relacionar, se magoar, e voltar ao ciclo azarado que ele tem sempre que se relaciona.

Por que ele nuncameescolheu?

Eu iria descobrir, euvoudescobrir.

— Oli. — o chamo, a voz mais séria do que eu pretendia.

Ele olhou para mim com um sorriso leve, mas quando seus olhos encontraram os meus, o sorriso sumiu.

Por favor, sorria para mim.

— O que foi, Nate? — ele pareceu preocupado, e eu senti uma pontada de covardia.

— Eu preciso te dizer uma coisa. — deixei minha câmera pendurada enquanto me aproximava mais.

Esperei que ele fosse me perguntar o que eu queria dizer, mas ele ficou em silêncio me esperando continuar.

Eu respirei fundo como se fosse mergulhar por longos minutos.

— Eu vou começar a falar, mas eu não quero que você me interrompa, tudo bem? Se você me interromper, acho que eu nunca mais vou conseguir dizer o que eu quero dizer. — seguro os ombros dele, e ele arregala os olhos levemente.

— Tá bom.

— Oliver. Oli. Desde a quarta série, quando você jogou aquele ovo podre no Derek Mitgan, aquele garoto que fazia bullying comigo, eu nunca consegui admirar tanto alguém quanto admiro você. Você diz o que pensa, expressa o que quer expressar e sorri para tudo. Mas desde aquele dia, desde as broncas que você levou da sua mãe só para me proteger, desde aquele dia eu amo você. Por todos esses anos eu amei você. Eu fiz de tudo para evitar que você sofresse, ou sentisse dor, ou chorasse. Todas as vezes que você veio até mim por causa de algum cara que tinha te magoado, eu queria te consolar e matar o idiota que tinha feito aquilo com você. Eu sempre mantive você no meu coração, na minha mente. Não existe um momento da minha vida em que eu não esteja pensando em você. E isso está me matando, porque você não sabe disso, porque eu nunca te contei. Por que eu escolhi ser covarde e nunca admitir. Eu nunca soube o que aconteceria se eu me confessasse para você, e eu estou aqui agora, arriscando, por que tudo o que eu quero  é ser visto por você. Você pode me bater, me xingar, gritar comigo ou qualquer coisa que você esteja com vontade de fazer agora, mas por favor, não me deixe mais sofrer por não ter você.

Minha respiração está ofegante quando paro de falar.

Oliver está com os olhos arregalados, aquele tom de azul que eu tanto gosto de olhar agora se mistura com as lágrimas que começam a se formar, e eu me sinto a pior pessoa do mundo.

— O-Oli? Não, por favor…não chore. — Solto os ombros dele como se tivesse me queimado. Não consigo ler em seu rosto o que ele está sentindo, ou o que aquelas lágrimas significam.

— N-nate — ele soluça levemente, e o meu coração se aperta ainda mais. — Você…você jura? Você não está…brincando comigo, não é? — ele tenta limpar as lágrimas que escorrem por sua bochecha com a manga do casaco.

— Sim, eu juro. Juro pela minha vida. — Não sei se devo me aproximar, mas não fico com essa dúvida por muito tempo.

De repente. Oliver se aproxima de mim, segura meu casaco com as duas mãos e me puxa para baixo, juntando os nossos lábios.

Eu congelo totalmente e meu coração parece quase sair do peito.

Nossos lábios estão colados, o meu piercing no lábio inferior dando uma sensação diferente, gostosa de se sentir. Ou talvez seja apenas ele, ter ele assim.

Demoro alguns segundos para finalmente fechar os olhos, levantar as mãos e segurar a cintura dele, fazendo nossos corpos se aproximarem ainda mais.

O beijo é simples, apenas um toque, mas que parece eletrizar tudo ao redor.

Quando nos separamos, levemente ofegantes, senti meu rosto queimar. E o dele, adoravelmente corado.

Nos encaramos sem saber o que dizer, as lágrimas agora inexistentes.

Bobby passa por nós, totalmente a par da onda de sentimentos.

— Você é um idiota — ele diz e eu arregalo os olhos.

— Como é?

— Não acredito que guardou algo assim para si mesmo portantotempo — ele começa a bater no meu peito, e eu percebo que ele não está verdadeiramente irritado.

— Me desculpa. Eu quis te contar tantas vezes, mas eu nunca conseguia coragem o suficiente. — levo uma mão até a lateral do rosto dele, hesitando por um segundo antes de tocar sua bochecha, que está quente e levemente úmida. — Tudo o que eu fiz, e faço, é sempre pensando em você. O meu foco sempre foi você, Oli. E agora — engulo seco, sentindo minhas mãos tremerem levemente — Eu quero que você também foque em mim. Fica comigo, mais do que amigos, mais do que melhores amigos. Namore comigo, Oli. — o rosto dele fica mais vermelho.

— Meu Deus, eu…eu não estava…sim! Meu Deus, Sim, eu quero namorar com você, Nate! — ele abraça o meu pescoço, me apertando, e eu solto o ar com força, sentindo uma felicidade que quase não cabe no peito.

Eu o abraço de volta, levando uma das mãos até seus fios loiros, acariciando enquanto puxo o ar, sentindo seu cheiro.

— Não acredito que você disse sim! — Começo a rir, sentindo meus olhos arderem.

Ergo ele do chão, abraçando a sua cintura com força enquanto giro nós dois no meio do parquinho de cães.

Tudo o que consigo fazer é rir, e chorar, e abraçá-lo forte.

Não quero soltar ele nunca mais, mas faço, apenas para beijá-lo de novo, e de novo.

Ambos rimos e choramos durante todos os beijos.

— Meu Deus, ainda bem que escovei os dentes antes de sair — digo rindo. Bobby se aproxima de nós e late, querendo atenção. — Viu só? Agora você não tem mais como competir comigo. — agarro Oliver enquanto olho para Bobby — Ele é meunamorado. E isso não tem como você competir contra.

— Até onde você saiba — olho rapidamente para Oliver, e ele solta uma risada sincera.

Bobby late e pula nas costas de Oliver, nos fazendo perder o equilíbrio e cair na pequena área gramada atrás de mim.

O impacto me faz gemer levemente de dor.

Oliver levanta rapidamente a cabeça, a feição preocupada. Mas quando encontra o meu sorriso, ele sorri também.

E ri.

Ele está sorrindo de mim.

Finalmente.

Fim?

Meu foco sempre foi você

Sinopse

Sempre houveram duas paixões na vida de Nathan: A fotografia e Oliver. Em uma tarde de outono, os dois amigos resolveram fugir da rotina. O destino era um parque afastado do centro, silencioso, coberto de árvores e natureza. Enquanto Oliver se divertia com Bobby, seu Golden Retriever, Nathan tirava fotos de tudo que achava bonito: fotos de Oliver. Até que, de repente, ele abaixou a lente da câmera e decidiu encarar o que estava sentindo de frente. Ele o amava, e estava finalmente tomando coragem para dizer isso.

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