Universo da obra
Universo da obra
Vem a primeira e falia-lhe em segredo :
" Amiga, vê, (nem sei como isto conte !)
Como correm as águas desta fonte :
Tal corre a vida, e acaba-se tão cedo !
Ama, pois !" A segunda, em cuja fronte
Brilha um raio de luz, murmura, a medo,
Apontando-lhé o chão. "Este é o degredo
Perpetuo e atroz do teu amor insonte.
Comtudo, espera." E somem-se- a Esperança
E a Saudade. E ella fica, como douda,
A olhar o rasto dessas deusas. bellas...
E ella fica esperando-as. Cança, cança
De esperal-as assim,, a vida toda,
Sem jamais receber, noticias dellas !
Leia gratuitamente Esphinges, de Francisca Júlia, livro de versos parnasianos e simbolistas de 1903 em domínio público. Esta edição digital do Literunico foi preparada a partir da digitalização da BBM/USP e organizada em 52 poemas HTML para leitura online, busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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