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Destinos Entrelaçados!

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Destinos Entrelaçados!

Capítulo 1 · Destinos Entrelaçados!

Se arriscando

Naomi era uma bióloga mundialmente renomada por suas pesquisas na área de botânica e pela descoberta de duas novas espécies de orquídeas silvestres em solo australiano, que ainda não haviam sido catalogadas. No entanto, o seu maior sonho era achar uma nova espécie de orquídea no Japão, que era sua terra natal.

Por anos ela pesquisou uma área intocada que ficava próxima ao monte Fuji, porém teria que escalar sozinha, mas isso não a amedrontava, pois já tinha se aventurado com uma equipe naquela região.

O seu único desafio agora era subir até o topo do Fuji sem o auxílio de ninguém, e procurar a orquídea rara que foi relatada pelos samurais em seus escritos antigos.

****

Atualmente a estação das flores se fazia presente no Japão, a primavera alegrava as ruas com suas flores e belas árvores floridas, principalmente as cerejeiras.

Para a sorte de Naomi, ela poderia tirar alguns dias de folga na Universidade de Tokyo, na qual era professora e pesquisadora, para ir atrás de seu intuito, a misteriosa orquídea que chorava sangue e ser a primeira a provar que ela existia e que não se tratava de um mito.

Com aqueles pensamentos a bióloga adormeceu em sua cama, com a decisão de que iria atrás da misteriosa flor mesmo que fosse perigoso ir ao monte Fuji sozinha, fora da época de visitação. Para sua sorte existia pousadas e cabanas durante o percurso, que poderiam ser usadas à noite para pernoitar.

No dia seguinte, Naomi levantou-se bem cedo e enviou um email ao diretor de centro da faculdade pedindo alguns dias de afastamento, alegando que era muito importante, pois acrescentaria bastante às suas pesquisas.

Após isso a morena banhou-se, vestiu uma calça cinza escura confortável e uma camiseta azulada com uma jaqueta preta por cima, calçou uma bota de escalada e para finalizar arrumou o cabelo num rabo de cavalo alto. Não demorou muito para a pesquisadora descer até a garagem de seu prédio, onde pegou seu carro esportivo e foi em direção a rodovia, que levava até ao monte Fuji.

A viagem até o local desejado levou duas horas, graças ao pouco congestionamento.

Após estacionar o veículo, Naomi pegou sua mochila, suspirou fundo e seguiu até uma das trilhas de subida da montanha, começando a escalada.

Durante o trajeto ela foi observando todos os locais possíveis que a orquídea poderia estar, conforme subia a temperatura começava a diminuir e uma rajada de vento balançou as árvores por um tempo, para depois parar.

Cuidadosamente a bióloga analisou toda a mata e árvores que passava, quando já fazia quase duas horas que escalava, seu telefone celular começou a tocar de forma insistente, fazendo a pesquisadora praguejar, pois tinha que parar num lugar plano para poder atender. E foi o que fez mais meia hora à frente, porém ao olhar o número constatou que era sua prima, então resolveu aceitar a ligação.

— Fala Aika! O que houve? Não recebeu minha mensagem? – Pediu a botânica recuperando o fôlego.

— Sim, eu recebi a sua mensagem, mas estou lhe ligando para puxar sua orelha, como você teve coragem de desmarcar o nosso jantar? Agora que eu iria lhe apresentar aquele gatinho daquela banda de rock progressivo, que eu sou produtora musical? – Questionou a ruiva exasperada.

— Você e seus músicos, cada um mais esquisito que o outro! – Replicou aborrecida.

— Você que é chata! Eles são lindos! – Protestou a dona do maior estúdio de produção musical de Tokyo.

— Eles usam muita maquiagem para o meu gosto, mas vou admitir que alguns são bonitos! – Sussurrou a morena.

— Bem, já que admitiu o óbvio! Vou indo, os rapazes estão me chamando para a próxima gravação. Vê se me liga quando você retornar dessa sua aventura maluca e tome cuidado prima!

— Está bem, vou me cuidar! Bom trabalho para você!

— Obrigado! Eu espero que você ache o que procura. Beijos! – Sussurrou Aika antes de encerrar a ligação.

Aquela conversa com sua prima fez com que Naomi descansasse um pouco e aproveitasse para comer uma barra de cereal e uma banana para repor suas energias. Após meia hora de parada, a bióloga sentiu-se pronta para continuar a subida e foi o que ela fez.

***

Enquanto isso, um ser de cabelos rosa e olhos rosa quartzo planava entre as nuvens do ponto mais alto do Fuji, totalmente invisível aos humanos que chegavam ao topo daquela mística montanha. Ele estava analisando aquelas pessoas de forma minuciosa, porém nenhuma chamou sua atenção naquele momento. De repente sua concentração foi interrompida pela chegada de um de seus súditos.

— Meu príncipe, nós precisamos voltar para o nosso reino, pois daqui a algumas horas irá anoitecer – Alertou o conselheiro de cabelos prateados.

— Ainda é cedo para voltar, você sempre exagera nos horários, além do mais já sou adulto. Vou dar uma volta montanha abaixo, para ver se encontro algo interessante – Replicou o Silfo de olhos rosa quartzo.

— Quer que eu vá junto?

— Não precisa, nada pode me ferir, nós somos fortes e ágeis! Nenhum inimigo ousaria nos atacar em nosso próprio território – falou confiante o príncipe.

— Mas o rei não iria gostar de saber que o filho anda sozinho por aí!

— Ele saberá só se você contar! Então guarde segredo Archie! – pediu o rosado sério.

— Como quiser príncipe Kazumi! – Anuiu o Silfo antes de voltar para o reino deles, por meio de um portal que ficava no topo do monte Fuji, totalmente invisível aos olhos humanos.

Kazumi sorriu e foi planando entre as nuvens, seguindo cuidadosamente mata adentro. Enquanto descia a colina, o jovem encontrou poucos peregrinos, assim como também as tradicionais velhas cabanas e pousadas.

Depois de quase uma hora observando tudo, algo lhe chamou atenção, uma mulher linda de cabelos pretos amarrados num rabo de cavalo, ela pareceu que estava procurando algo, aquilo mexeu com sua curiosidade, que resolveu segui-la.

***

Naomi suspirou ao constatar em seu relógio de pulso, que já era uma da tarde e que ela precisava se alimentar, exasperada pegou uma maçã em sua mochila e começou a comer ao mesmo tempo em que procurava um local não íngreme para descansar.

O Silfo de madeixas rosadas observou a delicadeza em como a mulher mordia aquela maçã ao mesmo tempo que analisava a natureza ao seu redor. Ele avaliou a botânica todo o tempo em que ela descansava.

Kazumi estava tentado a querer interagir com aquela mulher, mas sabia que não era o certo a fazer. Já tinha interagido com alguns humanos por três vezes, mas seu pai sempre estava junto ou seu irmão mais velho, sozinho assim, ainda não tinha permissão.

Então seguiu a bonita jovem até a metade da montanha pela trilha, quando de repente viu que ela desviou do caminho indicado e se embrenhou mata adentro, por um lugar muito perigoso, com pedras soltas. Ele queria alertá-la, mas não podia, a única coisa que podia fazer era continuar a vigiando em silêncio.

Naomi sorriu ao ver que aquele lado da montanha tinha mais flores e árvores, porém notou de imediato que aquela trajetória era mais perigosa, por ter escorregado por duas vezes sem motivo aparente. Ela estava tentada a voltar, porém resolveu continuar ao avistar uma orquídea um tanto diferente, de cor avermelhada próxima a um arbusto no chão.

Decidida, ela se aproximou vagarosamente, com cuidado, no entanto quando quase estava chegando perto de seu intuito, uma pedra se soltou e ela sentiu seu corpo escorregar barranco abaixo, um pavor tomou conta dela. Quando ela iria gritar por socorro, dois braços musculosos a seguraram pela cintura, interrompendo a sua queda.

— É melhor se cuidar moça! Aqui é muito perigoso – sussurrou Kazumi de forma sensual no ouvido de Naomi, que se arrepiou toda.

— Obrigado, por me socorrer. Se não fosse você, eu estaria ferrada – agradeceu sem olhar para o rosto de seu salvador, pois estava de costas para ele.

— O que você está procurando a ponto de arriscar sua própria vida? – pediu curioso, fazendo com a professora universitária o encarasse pela primeira vez.

No momento em que Naomi encarou o Silfo de frente, ela ficou impressionada com tamanha beleza. O que lhe chamou atenção foram os olhos rosa quartzo, os braços musculosos, o belo sorriso, além da cor do cabelo. Ele era tão diferente, havia uma energia pura que emanava dele, será que aquele homem a sua frente era algum tipo de ser místico? Questionou-se.

Tentando voltar à realidade, ela refletiu e chegou a conclusão que aquele rapaz a sua frente só poderia ser um músico, igual aqueles que sua prima trabalhava.

— Sou bióloga, me chamo Naomi e estou à procura da orquídea que chora sangue, ela foi relatada pelos antigos samurais, porém nunca foi achada aqui na montanha – Revelou a morena.

— Sei onde ela está! Mas é muito perigoso chegar lá, o lugar onde ela está é de difícil acesso – respondeu o Silfo.

— Que pena...

— Eu posso trazer a orquídea para você, só me espere na próxima pousada que você encontrar, após voltar para a trilha original e subir. Quer que eu lhe acompanhe até o caminho mais seguro?

— Não precisa! Eu vou sozinha, te espero lá! Por favor, tome cuidado!

— Eu nasci e cresci nessa montanha, vai ser fácil para mim, pode confiar.

Naomi apenas balançou a cabeça de forma afirmativa e fez o que o homem misterioso lhe mandou, com a esperança que ele aparecesse na pousada com a tão misteriosa orquídea.

***

Algumas horas se passaram, e a bióloga já se encontrava na pousada aguardando o rapaz que a salvou do perigo, esperava que ele cumprisse a sua promessa e realmente lhe trouxesse o que ela queria, e não a fizesse de trouxa. Quando já estava cansada de esperar, uma batida a fez correr até a porta, a abriu rápido, e qual não foi sua surpresa ao enxergar o homem misterioso com a orquídea que ela tanto almejava em mãos.

— Entre! – gesticulou a morena.

— Está aqui sua flor! Espero que seja essa – murmurou entregando a planta para a bióloga, que sorriu ao constatar que era a orquídea que ela tanto procurava.

— Sim, é sim! Obrigado! – sorriu faceira.

— Disponha, mas quero outra coisa sua como forma de agradecimento!

— O que seria? – questionou pensativa.

— Um beijo seu! – sussurrou Kazumi antes de tomar a morena em seus braços e a beijar de forma intensa. Sendo correspondido imediatamente pela pesquisadora, que queria aquele contato íntimo tanto quanto ele.

— Qual é o seu nome? – perguntou curiosa.

— Meu nome é Kazumi – replicou o príncipe Silfo.

— Aonde vai ficar essa noite? Já está anoitecendo!

— Vou voltar para minha casa, não se preocupe, é perto daqui. Preciso ir!

— Fique essa noite comigo! – suplicou se aproximando do Elemental, que sentiu um calor se apoderar de seu corpo.

— Você tem certeza que quer se deitar com um total estranho? Amanhã posso não estar mais aqui quando você acordar – avisou cauteloso.

— Não importa! Desde que fiquemos juntos apenas essa noite.

E assim, o casal se entregou nos braços um do outro naquela noite, sem promessas e nem arrependimento. Somente com a certeza que saciariam o desejo e a atração que sentiam um pelo outro.

***

Na manhã seguinte Naomi acordou vagarosamente e logo que abriu os olhos se frustrou ao não ver Kazumi na cama com ela, no entanto teria que se conformar, pois ele não tinha prometido que ficaria.

Rapidamente foi até o banheiro e tomou um banho, se arrumou, pegou todos seus pertences, pagou o dono do chalé e desceu a montanha vagarosamente, com muito cuidado, pois levava consigo a orquídea que a destacaria no campo da botânica mais uma vez.

Durante o trajeto, a moça teve a sensação que estava sendo observada, porém não achou ninguém, quando já se aproximava da onde deixou seu carro uma breve rajada de vento mexeu com seus cabelos.

Achando aquilo um tanto estranho, Naomi embarcou no carro e seguiu em direção a Tokyo, levando consigo a sensação que aquela aventura que ela teve ainda iria lhe render muitas surpresas.

Destinos Entrelaçados!

Sinopse

Naomi enfrenta um grande desafio em sua carreira, que a colocará numa aventura emocionante e perigosa. O que poderá acontecer com nossa bióloga renomada quando estiver em perigo? Será que ela encontrará o que procura ou mais do que isso?

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