Moby Dick

Tradução Literunico

Herman Melville

por Herman Melville

Foto: Retrato de Herman Melville enviado para curadoria Literunico
cadastrado por Eder B. Jr.

Moby-Dick; or, The Whale (em português: Moby Dick, ou, A baleia) é um romance publicado em 1851 pelo escritor estadunidense Herman Melville. No livro, Ishmael narra a busca obsessiva de Ahab, capitão do navio baleeiro Pequod, por Moby Dick, o gigante cachalote branco que, na viag...

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Moby Dick

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📝 Apresentação da Obra

MOBY DICK · APRESENTAÇÃO

Capa de Moby Dick

Apresentação da obra

Moby-Dick; or, The Whale (em português: Moby Dick, ou, A baleia) é um romance publicado em 1851 pelo escritor estadunidense Herman Melville. No livro, Ishmael narra a busca obsessiva de Ahab, capitão do navio baleeiro Pequod, por Moby Dick, o gigante cachalote branco que, na viagem anterior do navio, arrancara parte da perna do capitão. Uma contribuição para a literatura do Renascimento Americano, Moby-Dick recebeu críticas mistas e foi um fracasso comercial, chegando a não ser mais impresso no momento da morte do autor, em 1891. Sua reputação como um Grande Romance Americano foi estabelecida apenas no século XX, após o centenário do nascimento do autor. William Faulkner disse que gostaria de ter escrito o livro ele mesmo, e D. H. Lawrence o chamou de "um dos mais estranhos e mais maravilhosos livros do mundo" e "o maior livro marítimo já escrito". Sua frase de abertura, "Call me Ishmael", está entre as mais famosas da literatura mundial.

Blocos Extras da Apresentação

Imagem da apresentação

Originais

O livro foi publicado pela primeira vez, em três volumes, como The Whale, em Londres, em outubro de 1851, e sob seu título definitivo, Moby-Dick; or, The Whale, em uma edição de volume único em Nova Iorque, em novembro do mesmo ano. O editor londrino, Richard Bentley, censurou ou alterou passagens sensíveis; Melville também fez revisões, incluindo uma mudança de última hora no título da edição de Nova York. A baleia, no entanto, aparece no texto de ambas as edições como "Moby Dick", sem o hífen. Revisores na Grã-Bretanha foram amplamente favoráveis, embora alguns objetassem que a história parecia ter sido contada por um narrador que morreu com o navio, já que a edição britânica não tinha o epílogo contando a sobrevivência de Ishmael. Melville, H. The Whale. London: Richard Bentley, 1851. 3 vols. (viii, 312; iv, 303; iv, 328 pp.). Publicado em 18 de outubro de 1851. Melville, H. Moby-Dick; or, The Whale. New York: Harper and Brothers, 1851. xxiii, 635 pp. Provavelmente publicado em 14 de novembro de 1851.

Imagem da apresentação

Ilustração clássica

Ilustração histórica de Moby Dick atacando uma embarcação baleeira, preservada como apoio visual à apresentação da obra.

Almanaque da Obra

Personagens, facções, relações e bastidores

Personagens em destaque
Casaco gasto, olhar lateral, neblina de convés e páginas úmidas.
Ishmael Narrador e sobrevivente

Ishmael transforma inquietação em narrativa. Seu olhar mistura humor, espanto filosófico, impulso de fuga e uma capacidade rara de acolher o estranho.

Capitão Ahab
Imagem gerada por IA no ChatGPT para o Literunico · Uso editorial interno Literunico
Capitão Ahab Capitão do Pequod

Ahab é a inteligência consumida pela ferida. Sua grandeza nasce da vontade absoluta; sua queda, da recusa em reconhecer qualquer limite.

Moby Dick
Imagem gerada por IA no ChatGPT para o Literunico · Uso editorial interno Literunico
Moby Dick A baleia branca

Não deve ser reduzida a vilão. Sua força narrativa vem do silêncio: quanto mais os homens projetam nela, mais ela permanece outra.

Queequeg
Imagem gerada por IA no ChatGPT para o Literunico · Uso editorial interno Literunico
Queequeg Arpoador e aliado de Ishmael

Queequeg une ferocidade prática e delicadeza íntima. Sua amizade com Ishmael abre o romance para uma ética de confiança improvável.

Starbuck
Imagem gerada por IA no ChatGPT para o Literunico · Uso editorial interno Literunico
Starbuck Primeiro imediato

Starbuck entende o perigo de Ahab, mas sua prudência luta contra obediência, hierarquia e medo de ruptura.

Cachimbo, sorriso enviesado, sombra de cordames.
Stubb Segundo imediato

Stubb enfrenta o horror pela piada, pela rotina e por um fatalismo que pode soar leve, mas esconde adaptação brutal ao mar.

Facções e núcleos
Tripulação do Pequod Tripulação

Comunidade marítima heterogênea reunida por ofício, salário, risco e pela autoridade quase mítica de Ahab.

Baleeiros e portos Mundo social

Rede de capitães, armadores, marinheiros, hospedarias e relatos que torna possível a viagem e alimenta a mitologia das b...

Mapa de relações
Capitão Ahab Obsessão e vingança Moby Dick
Ahab projeta na baleia a origem de sua dor e transforma um animal em adversário metafísico.
Ishmael Amizade e aliança Queequeg
A relação começa no estranhamento e se torna o primeiro grande gesto de fraternidade do romance.
Starbuck Consciência contra comando Capitão Ahab
Starbuck percebe a loucura da perseguição, mas enfrenta a força da hierarquia e do carisma de Ahab.
Ishmael Testemunho e enigma Moby Dick
Ishmael não domina o sentido da baleia; ele sobrevive para narrar a escala do mistério.
Stubb Subordinação irônica Capitão Ahab
Stubb obedece, comenta e resiste pelo humor, sem conseguir alterar o rumo trágico da viagem.

📖 Detalhes da Publicação

Ficha editorial, identidade pública e dados técnicos da obra em um só lugar.

Slug Público /moby-dick-traducao-literunico
Ano de Publicação -
Gênero Romance
Formato de Impressão A5 (14x21)
Status da Obra -
Páginas Totais em A5 -
Páginas Coloridas -

Comunidade da obra

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Transcrição traduzida Crítica histórica 1851
Um livro provocador e desmedido

London Athenaeum · Henry F. Chorley

“Esta é uma mistura mal composta de romance e matéria de fato. A ideia de uma história conectada e recolhida obviamente visitou e abandonou seu escritor repetidas vezes ao longo da composição. O estilo de sua narrativa, em certos pontos, é desfigurado por um inglês louco, mais do que ruim; e sua catástrofe é tratada de modo apressado, fraco e obscuro. O resultado é, de todo modo, um livro dos mais provocadores: nem tão inteiramente extravagante a ponto de ser confortável, nem tão instrutivamente completo a ponto de tomar lugar entre documentos sobre o Grande Peixe, suas capacidades, seu habitat e sua captura.”

Transcrição traduzida de trecho crítico contemporâneo à publicação de Moby-Dick.

Ver trecho original

“This is an ill-compounded mixture of romance and matter-of-fact. The idea of a connected and collected story has obviously visited and abandoned its writer again and again in the course of composition. The style of his tale is in places disfigured by mad (rather than bad) English; and its catastrophe is hastily, weakly, and obscurely managed...”

Original publicado em 1851. Tradução Literunico para contextualização editorial.

Referência preservada Abrir fonte
Transcrição traduzida Crítica histórica 1851
Incidente, originalidade e esplendor descritivo

Harper’s New Monthly Magazine · George Ripley

“Uma nova obra de Herman Melville, intitulada Moby Dick; ou, A Baleia, acaba de ser lançada por Harper and Brothers e, em riqueza e variedade de incidentes, originalidade de concepção e esplendor de descrição, supera qualquer uma das produções anteriores desse autor de grande êxito. Sob toda a história, o leitor sutil e imaginativo talvez encontre uma alegoria fecunda, destinada a ilustrar o mistério da vida humana.”

Transcrição traduzida de trecho crítico contemporâneo à publicação de Moby-Dick.

Ver trecho original

“A new work by Herman Melville, entitled Moby Dick; or, the Whale, has just been issued by Harper and Brothers, which, in point of richness and variety of incident, originality of conception, and splendor of description, surpasses any of the former productions of this highly successful author...”

Original publicado em 1851. Tradução Literunico para contextualização editorial.

Referência preservada Abrir fonte
Transcrição traduzida Crítica histórica 1851
O melhor fruto de uma mente fervente

New York Tribune · Horace Greeley

“A narrativa é construída no melhor modo de Herman Melville. Combina os vários traços que formam as principais atrações de seu estilo e está louvavelmente livre das falhas que antes tivemos ocasião de apontar nesse poderoso escritor. [...] Pensamos ser esta a melhor produção que até agora saiu daquele cérebro fervente; e, apesar de seus voos sem lei, que desafiam toda crítica regular, ela nos dá opinião mais alta da originalidade e da força do autor.”

Transcrição traduzida de trecho crítico contemporâneo à publicação de Moby-Dick.

Ver trecho original

“The narrative is constructed in Herman Melville’s best manner. It combines the various features which form the chief attractions of his style... We think it the best production which has yet come from that seething brain...”

Original publicado em 1851. Tradução Literunico para contextualização editorial.

Referência preservada Abrir fonte
Transcrição traduzida Crítica histórica 1851
Uma obra desigual, mas de grande força descritiva

London Literary Gazette

“Este é um livro estranho, que se apresenta como romance: voluntariamente excêntrico, excessivamente bombástico, e em certos trechos encantador e vividamente descritivo. [...] Tendo dito tanto que pode ser interpretado como censura, é justo acrescentar uma palavra de louvor onde ela é merecida. Há esboços de cenas no mar, aventuras baleeiras, tempestades e vida a bordo iguais a quaisquer outros que tenhamos encontrado.”

Transcrição traduzida de trecho crítico contemporâneo à publicação de Moby-Dick.

Ver trecho original

“This is an odd book, professing to be a novel; wantonly eccentric; outrageously bombastic; in places charmingly and vividly descriptive... There are sketches of scenes at sea, of whaling adventures, storms, and ship-life, equal to any we have ever met with...”

Original publicado em 1851. Tradução Literunico para contextualização editorial.

Referência preservada Abrir fonte

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