ladysacerdotisa
@ladysacerdotisaariazenite
@ariazeniteBom dia belos mortais,
Hoje eu vou trazer um assunto pra reflexão...
Eu vi um autor colocando a descrição da capa nas notas da história. Uma forma de pensar na acessibilidade, já que hoje em dia temos aplicativos que podem ler livros pra pessoas com deficiência visual.
Por causa disso resolvi colocar nas minhas histórias a descrição da capa também.
O que vocês acham dessa ideia? Colocariam na história de vocês?
Hoje eu vou trazer um assunto pra reflexão...
Eu vi um autor colocando a descrição da capa nas notas da história. Uma forma de pensar na acessibilidade, já que hoje em dia temos aplicativos que podem ler livros pra pessoas com deficiência visual.
Por causa disso resolvi colocar nas minhas histórias a descrição da capa também.
O que vocês acham dessa ideia? Colocariam na história de vocês?
deivesferraz
@deivesferrazBoa noite pessoas 😁
Tô aproveitando o formato de publicação em capítulos aqui do Literúnico pra relançar meu primeiro livro: Corpos Flutuantes. Se gostarem de um mistério sinistro, dêem uma conferida lá. O prólogo e o primeiro capítulo estão gratuitos. 💀🌊
https://literunico.com.br/creations/379
Tô aproveitando o formato de publicação em capítulos aqui do Literúnico pra relançar meu primeiro livro: Corpos Flutuantes. Se gostarem de um mistério sinistro, dêem uma conferida lá. O prólogo e o primeiro capítulo estão gratuitos. 💀🌊
https://literunico.com.br/creations/379
EDUDA.ESCREVE
@TintaMagiaePaginasComo lidar com a autocrítica sendo escritor?
Acho que para mim a autocrítica possui dois lados.
A que ajuda a progredir e dizer “posso melhorar nisso” e o lado em que queremos que tudo saia perfeito.
Lidar com esse sentimento é diferente para cada um(Eu por exemplo, quando comecei a escrever relia o mesmo capítulo e revisava toda vez,o que me fazia desistir e deixar a escrita de lado).
O que adiantou pra mim foi parar de tentar me pressionar, entender que um processo criativo vai de cada um e que, apesar de ter que existir uma constância,escrever TODOS OS DIAS não funcionava para mim. A rotina me fazia me pressionar sobre escrever,fechando as portas para a criatividade e uma culpa sem fim de não ter conseguido escrever. Então aqui vão algumas diquinhas:
*Crie uma rotina que se adapte ao seu processo criativo, está tudo bem não seguir uma linha reta ou uma suposta fórmula mágica.
*Saiba que nem tudo sai perfeito da primeira vez(E TUDO BEM!!!!!!!!!)
*Encontre prazer em escrever,não apenas no resultado final ou o que virá após isso.
E você, como lida com a autocrítica?
Acho que para mim a autocrítica possui dois lados.
A que ajuda a progredir e dizer “posso melhorar nisso” e o lado em que queremos que tudo saia perfeito.
Lidar com esse sentimento é diferente para cada um(Eu por exemplo, quando comecei a escrever relia o mesmo capítulo e revisava toda vez,o que me fazia desistir e deixar a escrita de lado).
O que adiantou pra mim foi parar de tentar me pressionar, entender que um processo criativo vai de cada um e que, apesar de ter que existir uma constância,escrever TODOS OS DIAS não funcionava para mim. A rotina me fazia me pressionar sobre escrever,fechando as portas para a criatividade e uma culpa sem fim de não ter conseguido escrever. Então aqui vão algumas diquinhas:
*Crie uma rotina que se adapte ao seu processo criativo, está tudo bem não seguir uma linha reta ou uma suposta fórmula mágica.
*Saiba que nem tudo sai perfeito da primeira vez(E TUDO BEM!!!!!!!!!)
*Encontre prazer em escrever,não apenas no resultado final ou o que virá após isso.
E você, como lida com a autocrítica?
sam_alves_escritora
@sam_alves_escritoraVocê deve se inscrever para ver esta postagem.
A.C. BORGES
@arielle1315Você deve se inscrever para ver esta postagem.
EDUDA.ESCREVE
@TintaMagiaePaginasJá se sentiu travado na sua própria escrita?
Relaxa! Isso acontece comigo também!
Hoje eu trouxe para vocês alguns exercícios para destravar sua escrita.
*Páginas matinais: Quando acordar(ou quando tiver um tempinho) Sente-se e escreva três páginas sem parar, sem se importar com o contexto , sem críticas apenas escreva!(Revisar não vale ein)
*Descrição detalhada: Escolha um objeto próximo, uma fotografia ou uma cena de um filme.
Descreva-a, com o máximo de detalhes possível, cores, cheiros, ambientação. Treine a sua observação.
*Mudança de perspectiva: Reveja uma cena do céu dia, conte como se estivesse vendo na personalidade de outra pessoa, um tombo, uma memória. Apenas imagine em outra percepção!
A escolhida por mim hoje foi Descrição detalhada, utilizei um frame de filme de crepúsculo(peguei a cena no FILMGRAB)
“Me agachei o suficiente para sentar em uma pedra. O cheiro de pinheiros e grama molhada chegava ao meu nariz, junto do barulho das ondas que quebravam no pé da montanha. Edward encara a vista, se preparando para nossa conversa. O vento balança meus cabelos e quando vou tentar ajustá-los o garoto pálido vira para mim.
—O que eu sou, Bella?
—Um vampiro.”
Relaxa! Isso acontece comigo também!
Hoje eu trouxe para vocês alguns exercícios para destravar sua escrita.
*Páginas matinais: Quando acordar(ou quando tiver um tempinho) Sente-se e escreva três páginas sem parar, sem se importar com o contexto , sem críticas apenas escreva!(Revisar não vale ein)
*Descrição detalhada: Escolha um objeto próximo, uma fotografia ou uma cena de um filme.
Descreva-a, com o máximo de detalhes possível, cores, cheiros, ambientação. Treine a sua observação.
*Mudança de perspectiva: Reveja uma cena do céu dia, conte como se estivesse vendo na personalidade de outra pessoa, um tombo, uma memória. Apenas imagine em outra percepção!
A escolhida por mim hoje foi Descrição detalhada, utilizei um frame de filme de crepúsculo(peguei a cena no FILMGRAB)
“Me agachei o suficiente para sentar em uma pedra. O cheiro de pinheiros e grama molhada chegava ao meu nariz, junto do barulho das ondas que quebravam no pé da montanha. Edward encara a vista, se preparando para nossa conversa. O vento balança meus cabelos e quando vou tentar ajustá-los o garoto pálido vira para mim.
—O que eu sou, Bella?
—Um vampiro.”
A.C. BORGES
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Edson Basilio
@edsonbasA Coca-Cola da garrafa de vidro é muito mais gostosa que a que vem nas outras embalagens. Acho que isso é unanimidade. Mas por que? O que ela tem de diferente? Será que o material da embalagem muda o gosto dela?
Hoje em dia existem vários tipos de embalagem para refrigerantes, cervejas e sucos, mas, quando eu era um pré-adolescente, não. Nada de latinhas e garrafas de plástico de todos os tamanhos, tudo vinha em garrafas de vidro. Cerveja e guaraná vinham nas de 600 ml marrom, já a maioria dos outros refrigerantes, vinham nas de 290 ml, a famosa KS.
Naquele tempo, a gente ia numa lanchonete, padaria ou bar e pedia um salgado e uma Coca. Quando o atendente abria a tampa da garrafa, o bico sempre ficava com um anel de ferrugem. A gente não estava nem aí, colocava na boca e ia logo bebendo. Depois era a vez de dar uma mordida no salgado, que vinha num prato de alumínio, em cima de um papel retangular e coberto por dois guardanapos.
Acho que o verdadeiro diferencial da Coca KS está na memória de outros tempos, de momentos felizes, talvez até no gosto de ferrugem. Pode ser também que a mistura de tudo isso crie um sabor mais complexo: o gosto da nostalgia.
Hoje em dia existem vários tipos de embalagem para refrigerantes, cervejas e sucos, mas, quando eu era um pré-adolescente, não. Nada de latinhas e garrafas de plástico de todos os tamanhos, tudo vinha em garrafas de vidro. Cerveja e guaraná vinham nas de 600 ml marrom, já a maioria dos outros refrigerantes, vinham nas de 290 ml, a famosa KS.
Naquele tempo, a gente ia numa lanchonete, padaria ou bar e pedia um salgado e uma Coca. Quando o atendente abria a tampa da garrafa, o bico sempre ficava com um anel de ferrugem. A gente não estava nem aí, colocava na boca e ia logo bebendo. Depois era a vez de dar uma mordida no salgado, que vinha num prato de alumínio, em cima de um papel retangular e coberto por dois guardanapos.
Acho que o verdadeiro diferencial da Coca KS está na memória de outros tempos, de momentos felizes, talvez até no gosto de ferrugem. Pode ser também que a mistura de tudo isso crie um sabor mais complexo: o gosto da nostalgia.
Uiara Mei
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ariazenite
@ariazeniteBoa tarde belos mortais,
Hoje eu cheguei tarde aqui. Ontem eu fiquei até tarde estudando sobre edição, pra pegar os meus vícios de escrita 😔
Quais são os vícios de vocês?
Eu começo: meto "que" e "mas" em todos os lugares. Meu manuscrito é caótico 🙃
Hoje eu cheguei tarde aqui. Ontem eu fiquei até tarde estudando sobre edição, pra pegar os meus vícios de escrita 😔
Quais são os vícios de vocês?
Eu começo: meto "que" e "mas" em todos os lugares. Meu manuscrito é caótico 🙃
fernandafrankka
@fernandafrankkaOlá pessoal 😃🤓 estava sumida por aqui, mas mês que vem, todos os meus livros estarão fixos aqui na plataforma e começarei a deixar meus processos de escrita, curiosidades do próximo lançamento, cronograma dos novos projetos e outras cositas mais 😋🙈😁 o ano tá só começando, mas as novidades serão muitas. Obrigada a todos que me seguem aqui e espero que permaneçamos juntos nessa nova etapa. Bjos em todos e seguimos 📚💪🏻✍🏻✨😍
EDUDA.ESCREVE
@TintaMagiaePaginas💡 Ideia: Bem vindos!
Leia a ideia completa: Clique aqui
ariazenite
@ariazeniteBom dia belos mortais,
Hoje o dia está chuvoso aqui e tudo que eu queria era poder ficar na cama lendo.
Mas, os boletos não deixam. 😔
Como está o tempo aí na cidade de vocês?
Hoje o dia está chuvoso aqui e tudo que eu queria era poder ficar na cama lendo.
Mas, os boletos não deixam. 😔
Como está o tempo aí na cidade de vocês?
corinievre
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ARIELLO KITAVES
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ARIELLO KITAVES
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ARIELLO KITAVES
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ariazenite
@ariazeniteBom dia belos mortais,
Comecei a ler ontem uma história aqui com vibe de Dorama. Tô curtindo.
https://literunico.com.br/creations/353
O que vocês vão ler hoje?
Comecei a ler ontem uma história aqui com vibe de Dorama. Tô curtindo.
https://literunico.com.br/creations/353
O que vocês vão ler hoje?
literunico
@literunicoTempo Perdido é uma música que não tem lado A, lado B, quando toca, ela só consome qualquer um. Não foi tempo perdido!
corinievre
@corinievreVocê deve se inscrever para ver esta postagem.
Edson Basilio
@edsonbasStreaming de sonhos (parte 2)
A Mind Chip Corp era um mega complexo: 5 prédios com mais de 10 andares cada. Me explicaram que um era para pesquisas, outro para a administração, experimentos etc. Não prestei muita atenção, queria explicações. Andei alguns quilômetros até chegar ao prédio central, o da administração. O “guia” que me acompanhava me levou até o elevador, apertou o botão do último andar e me disse que eu seria recebido pelo responsável por esta parte dos serviços da empresa. Ele gostava de explicar pessoalmente e em detalhes quando a pessoa tinha alguma dúvida.
Fui bem recebido. O homem, muito bem vestido, me convidou para sentar ao seu lado no sofá, me ofereceu um café. Claro que aceitei, precisava de mais um. Me ouviu pacientemente e pediu a palavra para esclarecer todos os meus questionamentos. Começou perguntando se eu não tinha a curiosidade de saber o que as outras pessoas sonham. Respondi que sim e ele disse que todo mundo tem essa curiosidade e que estão dispostos a pagar por isso. Então ele me mostrou alguns sonhos e me explicou:
“- Na verdade, nossa atividade principal aqui é o implante de chips cerebrais para ampliação da capacidade de memorização e aquisição de novas habilidades através da simples transferência para o chip. É assim que as pessoas estão aprendendo outros idiomas, disciplinas escolares, entre outras coisas. No seu caso, você queria ampliar sua capacidade de memorização e saber falar inglês. Você chegou aqui dizendo que tinha conseguido juntar pouco dinheiro, apenas o suficiente para as passagens de vinda e de volta, pois estava sabendo da nossa condição especial para aquisição do implante sem custo, bastando autorizar a venda dos seus sonhos via streaming, o que fica a cargo da nossa parceira Dream Stream. O cartão que você está usando é do banco no qual depositamos a sua porcentagem devido aos direitos autorais, quando vir o seu saldo, você vai ver que valeu muito a pena. Quanto ao fato de você não saber o que está acontecendo, trata-se de uma amnésia temporária pós-implante, dentro de alguns dias você já estará se lembrando de tudo. No mais, desejamos felicidades e que o senhor fique muito satisfeito com os nossos serviços e produtos.”
Em seguida, ele me mostrou o contrato que eu assinei, imagens minhas feitas pelas câmeras no dia do meu implante e pediu que eu passasse a mão no topo da minha cabeça para sentir um pequeno “caroço”, dizendo ser a cicatriz da cirurgia. Agradeceu por eu ser um cliente da empresa e disse que esperava ter esclarecido todas as minhas dúvidas. Terminei o café, respondi que sim, agradeci também e fui embora daquele lugar.
Saí andando pelas ruas, sem rumo, tentando me lembrar do que tinha acontecido nos dias anteriores. Senti alguém batendo no meu ombro, olhei para trás e dei de cara com mais um “fã”. Ele me disse que já tinha assistido todos os meus sonhos. Que maratonou junto com a namorada e que tinham adorado. Olhei nos olhos dele, pisquei o meu olho direito, apontando com o indicador para ele, e disse: “- Aguarde a próxima temporada!”. Virei para frente de novo, caminhei mais um pouco, entrei numa cafeteria e pedi um café.
A Mind Chip Corp era um mega complexo: 5 prédios com mais de 10 andares cada. Me explicaram que um era para pesquisas, outro para a administração, experimentos etc. Não prestei muita atenção, queria explicações. Andei alguns quilômetros até chegar ao prédio central, o da administração. O “guia” que me acompanhava me levou até o elevador, apertou o botão do último andar e me disse que eu seria recebido pelo responsável por esta parte dos serviços da empresa. Ele gostava de explicar pessoalmente e em detalhes quando a pessoa tinha alguma dúvida.
Fui bem recebido. O homem, muito bem vestido, me convidou para sentar ao seu lado no sofá, me ofereceu um café. Claro que aceitei, precisava de mais um. Me ouviu pacientemente e pediu a palavra para esclarecer todos os meus questionamentos. Começou perguntando se eu não tinha a curiosidade de saber o que as outras pessoas sonham. Respondi que sim e ele disse que todo mundo tem essa curiosidade e que estão dispostos a pagar por isso. Então ele me mostrou alguns sonhos e me explicou:
“- Na verdade, nossa atividade principal aqui é o implante de chips cerebrais para ampliação da capacidade de memorização e aquisição de novas habilidades através da simples transferência para o chip. É assim que as pessoas estão aprendendo outros idiomas, disciplinas escolares, entre outras coisas. No seu caso, você queria ampliar sua capacidade de memorização e saber falar inglês. Você chegou aqui dizendo que tinha conseguido juntar pouco dinheiro, apenas o suficiente para as passagens de vinda e de volta, pois estava sabendo da nossa condição especial para aquisição do implante sem custo, bastando autorizar a venda dos seus sonhos via streaming, o que fica a cargo da nossa parceira Dream Stream. O cartão que você está usando é do banco no qual depositamos a sua porcentagem devido aos direitos autorais, quando vir o seu saldo, você vai ver que valeu muito a pena. Quanto ao fato de você não saber o que está acontecendo, trata-se de uma amnésia temporária pós-implante, dentro de alguns dias você já estará se lembrando de tudo. No mais, desejamos felicidades e que o senhor fique muito satisfeito com os nossos serviços e produtos.”
Em seguida, ele me mostrou o contrato que eu assinei, imagens minhas feitas pelas câmeras no dia do meu implante e pediu que eu passasse a mão no topo da minha cabeça para sentir um pequeno “caroço”, dizendo ser a cicatriz da cirurgia. Agradeceu por eu ser um cliente da empresa e disse que esperava ter esclarecido todas as minhas dúvidas. Terminei o café, respondi que sim, agradeci também e fui embora daquele lugar.
Saí andando pelas ruas, sem rumo, tentando me lembrar do que tinha acontecido nos dias anteriores. Senti alguém batendo no meu ombro, olhei para trás e dei de cara com mais um “fã”. Ele me disse que já tinha assistido todos os meus sonhos. Que maratonou junto com a namorada e que tinham adorado. Olhei nos olhos dele, pisquei o meu olho direito, apontando com o indicador para ele, e disse: “- Aguarde a próxima temporada!”. Virei para frente de novo, caminhei mais um pouco, entrei numa cafeteria e pedi um café.
Edson Basilio
@edsonbasStreaming de sonhos (parte 1)
Enquanto eu caminhava pela Times Square, eu percebi que todas as pessoas que passavam por mim ficavam me encarando. Uma dessas pessoas até me esbarrou e disse que era meu fã, que curtia tudo o que vinha de mim e que eu era o melhor. Sem saber do que se tratava, perguntei do que ele estava falando. Ele só apontou para cima, para um dos telões e disse: "- Eu assino o pacote Premium Live 18+".
Quando levantei a cabeça para olhar, o restante do meu corpo quase acompanhou o movimento e caiu para trás. O telão mostrava eu voando e, de dentro das nuvens surgia o anúncio: “Dream Stream - O streaming de sonhos - Live e On Demand - 1° mês grátis”. O que era aquilo? Um sonho meu sendo vendido? Eu voando entre as nuvens? Por que uma pessoa iria querer assistir isso? Espera! Aquele homem tinha falado em 18+. O que ele quis dizer com isso? Estão vendendo todo tipo de sonho? O que está acontecendo? Como? Onde? Quando? Por que?
Levei um bom tempo para voltar a mim. Tudo aquilo ficou rodando dentro da minha cabeça por muito tempo. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive, a de que fiquei alí parado, boquiaberto, sem piscar os olhos, encarando eu mesmo naquele telão e tentando entender. E não entendi. Mas queria. Então memorizei o nome do streaming, Dream Stream, o número do telefone e o endereço do site. Acho que eu nunca tinha conseguido memorizar tanta informação ao mesmo tempo.
Com os dados que eu tinha, não foi difícil descobrir o endereço da sede da empresa responsável pelo streaming. O difícil foi chegar até lá, pois eu não conhecia nada nem ninguém por alí. Eu não era dalí. Pensando bem, o que eu estava fazendo alí? E como eu estava conseguindo falar e entender inglês? Perdi mais um bom tempo tentando “digerir” todas essas perguntas. Não consegui e desisti. Resolvi revistar meus bolsos. Encontrei um cartão de banco. Parei para tomar um café, pedi informações, peguei ônibus, metrô. Em todos os lugares, o cartão foi aceito.
Desci numa estação do metrô que ficava em frente à sede da tal empresa. Foi só atravessar a avenida e lá estava eu. Não era muito grande, três andares apenas. O primeiro era para atendimento ao cliente. Os atendentes foram muito educados, mas não souberam dar nenhuma informação que não fosse sobre preços de assinaturas e as vantagens de cada pacote de programação. Pedi para falar com o gerente. Ele me encaminhou para o terceiro andar, onde ficava a administração. Disseram que não sabiam como funciona o processo, pois só eram responsáveis por transmitir as imagens para os assinantes. Na saída, o gerente insistiu para que eu ficasse com o cartão dele. Peguei e o enfiei no bolso. Agradeci e saí.
Voltei para a estação do metrô. Sentei num banco e abaixei a cabeça. No meio do caminho para baixo, meus olhos viram o cartão do gerente no bolso da camisa. Peguei. Tinha o nome da empresa, o dele e os contatos dos dois. Nada demais, um cartão de visita normal. E no verso? No verso, escrito à caneta, um endereço e o nome de uma outra empresa: Mind Chip Corp. Levantei, tomei mais um café e comecei uma nova jornada.
Enquanto eu caminhava pela Times Square, eu percebi que todas as pessoas que passavam por mim ficavam me encarando. Uma dessas pessoas até me esbarrou e disse que era meu fã, que curtia tudo o que vinha de mim e que eu era o melhor. Sem saber do que se tratava, perguntei do que ele estava falando. Ele só apontou para cima, para um dos telões e disse: "- Eu assino o pacote Premium Live 18+".
Quando levantei a cabeça para olhar, o restante do meu corpo quase acompanhou o movimento e caiu para trás. O telão mostrava eu voando e, de dentro das nuvens surgia o anúncio: “Dream Stream - O streaming de sonhos - Live e On Demand - 1° mês grátis”. O que era aquilo? Um sonho meu sendo vendido? Eu voando entre as nuvens? Por que uma pessoa iria querer assistir isso? Espera! Aquele homem tinha falado em 18+. O que ele quis dizer com isso? Estão vendendo todo tipo de sonho? O que está acontecendo? Como? Onde? Quando? Por que?
Levei um bom tempo para voltar a mim. Tudo aquilo ficou rodando dentro da minha cabeça por muito tempo. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive, a de que fiquei alí parado, boquiaberto, sem piscar os olhos, encarando eu mesmo naquele telão e tentando entender. E não entendi. Mas queria. Então memorizei o nome do streaming, Dream Stream, o número do telefone e o endereço do site. Acho que eu nunca tinha conseguido memorizar tanta informação ao mesmo tempo.
Com os dados que eu tinha, não foi difícil descobrir o endereço da sede da empresa responsável pelo streaming. O difícil foi chegar até lá, pois eu não conhecia nada nem ninguém por alí. Eu não era dalí. Pensando bem, o que eu estava fazendo alí? E como eu estava conseguindo falar e entender inglês? Perdi mais um bom tempo tentando “digerir” todas essas perguntas. Não consegui e desisti. Resolvi revistar meus bolsos. Encontrei um cartão de banco. Parei para tomar um café, pedi informações, peguei ônibus, metrô. Em todos os lugares, o cartão foi aceito.
Desci numa estação do metrô que ficava em frente à sede da tal empresa. Foi só atravessar a avenida e lá estava eu. Não era muito grande, três andares apenas. O primeiro era para atendimento ao cliente. Os atendentes foram muito educados, mas não souberam dar nenhuma informação que não fosse sobre preços de assinaturas e as vantagens de cada pacote de programação. Pedi para falar com o gerente. Ele me encaminhou para o terceiro andar, onde ficava a administração. Disseram que não sabiam como funciona o processo, pois só eram responsáveis por transmitir as imagens para os assinantes. Na saída, o gerente insistiu para que eu ficasse com o cartão dele. Peguei e o enfiei no bolso. Agradeci e saí.
Voltei para a estação do metrô. Sentei num banco e abaixei a cabeça. No meio do caminho para baixo, meus olhos viram o cartão do gerente no bolso da camisa. Peguei. Tinha o nome da empresa, o dele e os contatos dos dois. Nada demais, um cartão de visita normal. E no verso? No verso, escrito à caneta, um endereço e o nome de uma outra empresa: Mind Chip Corp. Levantei, tomei mais um café e comecei uma nova jornada.
deivesferraz
@deivesferrazBoa tarde, pessoal 😊
Meu conto Murmúrios do Bosque foi bloqueado no site Amazônico. Mas o que ele mais quer é ser lido. Por isso estou deixando até o fim do mês gratuito na aba de criações pra quem gosta de um terror pesadão.
Não esqueça de deixar seu parecer, por favor 😁
https://literunico.com.br/creations/369
Meu conto Murmúrios do Bosque foi bloqueado no site Amazônico. Mas o que ele mais quer é ser lido. Por isso estou deixando até o fim do mês gratuito na aba de criações pra quem gosta de um terror pesadão.
Não esqueça de deixar seu parecer, por favor 😁
https://literunico.com.br/creations/369
ariazenite
@ariazeniteBom dia belos mortais,
Segue a playlist de Tudo acaba em Pizza pro seu dia começar bem animado.
https://open.spotify.com/playlist/7wYuOSy6VoZHAxZVDXUcYa?si=TlY3hhT8TRq-iKNG9IZuxw&pi=suqI1i5uRNams
Segue a playlist de Tudo acaba em Pizza pro seu dia começar bem animado.
https://open.spotify.com/playlist/7wYuOSy6VoZHAxZVDXUcYa?si=TlY3hhT8TRq-iKNG9IZuxw&pi=suqI1i5uRNams
marcoshmartinsescritor
@marcoshmartinsescritorVocê deve se inscrever para ver esta postagem.
Edson Basilio
@edsonbasCheguei tarde. Muito tarde. A rua já estava deserta e o porteiro cochilava com a TV ligada passando um daqueles programas que mostram festas de gente rica ou de suas empresas. Continuei até o elevador. Ainda estava quebrado. Cinco andares. Dez lances de escada. Cinquenta degraus. Ainda não sou um idoso, mas também não sou mais um menino. Abri a porta, entrei e sentei no sofá. Fiquei alí por mais ou menos meia hora. Cansado, suado e com dores pelo corpo.
Sempre achei que faltavam quadros nas minhas paredes. Queria ter plantas também, mas nunca deu certo. Tudo acaba morrendo. Não consigo cuidar. Como cuidar de coisas se não estou conseguindo cuidar nem de mim mesmo? O dia-a-dia tem sido muito maquinal, mecânico. Não me sinto mais um ser vivo, nem um robô. Menos que um robô, me tornei um autômato. Sempre a mesma rotina. Esqueci o que sou, o que sinto e o que tenho.
Pensei que seria bom tomar um banho. Me levantei e fui para o banheiro. Tomei. Foi bom. O banho quente ajudou a relaxar o corpo e a diminuir as dores. Me acalmei e a cabeça começou a funcionar melhor, com mais clareza. E a pensar com menos pessimismo. Como estava com fome, fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer. Fazer a própria comida é um tipo de terapia também. Descascar, cortar, temperar, esperar o tempo que cada ingrediente leva para cozinhar. E leva muito tempo. O bastante para pensar. Ah! Se eu tivesse todo esse tempo… Tinha que acordar cedo de novo. Fiz um Miojo.
Sempre achei que faltavam quadros nas minhas paredes. Queria ter plantas também, mas nunca deu certo. Tudo acaba morrendo. Não consigo cuidar. Como cuidar de coisas se não estou conseguindo cuidar nem de mim mesmo? O dia-a-dia tem sido muito maquinal, mecânico. Não me sinto mais um ser vivo, nem um robô. Menos que um robô, me tornei um autômato. Sempre a mesma rotina. Esqueci o que sou, o que sinto e o que tenho.
Pensei que seria bom tomar um banho. Me levantei e fui para o banheiro. Tomei. Foi bom. O banho quente ajudou a relaxar o corpo e a diminuir as dores. Me acalmei e a cabeça começou a funcionar melhor, com mais clareza. E a pensar com menos pessimismo. Como estava com fome, fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer. Fazer a própria comida é um tipo de terapia também. Descascar, cortar, temperar, esperar o tempo que cada ingrediente leva para cozinhar. E leva muito tempo. O bastante para pensar. Ah! Se eu tivesse todo esse tempo… Tinha que acordar cedo de novo. Fiz um Miojo.
Edson Basilio
@edsonbasNa época da minha adolescência, quando iam chegando as eleições, as campanhas dos candidatos eram bem diferentes, eles distribuíam todo tipo de brinde: camisas, canetas, lixas de unha, bonés etc. Além disso, davam festinhas nos comitês de campanha com salgadinhos, refrigerante, música e muito bate-papo. O social, a interação, vinha em primeiro lugar.
Outro tipo de evento que a gente gostava muito eram os showmícios: shows de cantores famosos, contratados por um candidato, que fazia um discurso e depois chamava os artistas para o palco. O show começava e, entre uma música e outra, sempre vinha um agradecimento ao candidato que estava patrocinando, um reforço ao número dele e um pedido para voltar nele. Agora não pode mais, é crime.
A gente era adolescente e ainda não votava, mas aproveitava as festinhas e os shows. Dava para fazer novas amizades e conhecer umas meninas da nossa idade. Às vezes já rolava um beijo no comitê mesmo, outras só depois, no showmício. Era tão bom que a gente saía pelas ruas vestindo as camisas com os nomes e os números dos candidatos como se fossem abadás, carregava bandeiras e colava adesivos para todo lado. Verdadeiros cabos eleitorais, só que de graça, ou quase, nosso pagamento era em salgadinhos e refrigerantes. Muito barato para eles.
As camisas viraram pijamas e, depois, panos de limpeza. As canetas foram de grande utilidade para a gente no colégio, para os pais no trabalho e em casa, para deixar junto com o bloquinho de anotações do lado do telefone. Os bonés eram muito feios e, por isso, a gente não usava nem na campanha. As lixas de unha foram tantas que, até hoje, 30 anos depois, minha mãe ainda tem um monte delas presas com um elástico de dinheiro, e olha que ela usa, está sempre puxando mais uma quando a anterior acaba. As festinhas ainda existem, não participo mais, mas ouço falar que agora rola até churrasco. Os showmícios ficaram só nas lembranças. Já as amizades, muitas ainda duram até hoje.
Outro tipo de evento que a gente gostava muito eram os showmícios: shows de cantores famosos, contratados por um candidato, que fazia um discurso e depois chamava os artistas para o palco. O show começava e, entre uma música e outra, sempre vinha um agradecimento ao candidato que estava patrocinando, um reforço ao número dele e um pedido para voltar nele. Agora não pode mais, é crime.
A gente era adolescente e ainda não votava, mas aproveitava as festinhas e os shows. Dava para fazer novas amizades e conhecer umas meninas da nossa idade. Às vezes já rolava um beijo no comitê mesmo, outras só depois, no showmício. Era tão bom que a gente saía pelas ruas vestindo as camisas com os nomes e os números dos candidatos como se fossem abadás, carregava bandeiras e colava adesivos para todo lado. Verdadeiros cabos eleitorais, só que de graça, ou quase, nosso pagamento era em salgadinhos e refrigerantes. Muito barato para eles.
As camisas viraram pijamas e, depois, panos de limpeza. As canetas foram de grande utilidade para a gente no colégio, para os pais no trabalho e em casa, para deixar junto com o bloquinho de anotações do lado do telefone. Os bonés eram muito feios e, por isso, a gente não usava nem na campanha. As lixas de unha foram tantas que, até hoje, 30 anos depois, minha mãe ainda tem um monte delas presas com um elástico de dinheiro, e olha que ela usa, está sempre puxando mais uma quando a anterior acaba. As festinhas ainda existem, não participo mais, mas ouço falar que agora rola até churrasco. Os showmícios ficaram só nas lembranças. Já as amizades, muitas ainda duram até hoje.
ariazenite
@ariazeniteAmo o fato de poder escrever textão no feed do Literunico.
A maioria das plataformas tem limitação de caracteres, mas aqui a gente pode assumir a skin de faladeira à vontade.
A maioria das plataformas tem limitação de caracteres, mas aqui a gente pode assumir a skin de faladeira à vontade.
ariazenite
@ariazeniteAutores, postem o link da obra de vocês aqui do Literunico que eu vou passar lá pra fuçar. 👀
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