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Legado de Amor e Magia

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Legado de Amor e Magia

Capítulo 1 · Legado de Amor e Magia

Capítulo Um

O pequeno chalé cheirava a sangue, suor e tensão. Na cama improvisada no canto da única sala, um rapaz jazia entre a vida e a morte, murmurando palavras incoerentes. Seu corpo ardia em febre, e os lençóis estavam encharcados. Ao redor, espremidos uns contra os outros, seus companheiros o observavam com expressões que oscilavam entre solidariedade e resignação.

— Precisamos fazer alguma coisa — sussurrou Caleb, um dos quatro homens do bando. Sua voz carregava uma tensão que era espelhada pelos outros.

— Finn não vai durar muito se não encontrarmos um médico, milorde — acrescentou Eagon. Ele lançou um olhar na direção de um homem alto, que usava o inconfundível brasão de líder e permanecia próximo à lareira, como se esperasse uma ordem imediata.

Scott Callahan, de rosto severo e olhos sombrios, permaneceu em silêncio, observando o rapaz delirante sobre a cama. As chamas trêmulas da lareira projetavam sombras duras sobre suas feições.

Otto, o terceiro homem do grupo, disse:

— Talvez devêssemos levá-lo para o Castelo Callahan. Fica logo adiante, depois das colinas.

— Não haverá tempo — replicou Eagon. — É um dia inteiro de cavalgada até lá. Finn não aguentaria.

— Então o que faremos? Não podemos levá-lo morto para a mãe! — disse Caleb. 

Um burburinho se espalhou entre os homens, crescente como o vento antes da tempestade.

— Ninguém vai morrer — disse Scott, a voz baixa e firme, mas carregada de autoridade. O murmúrio cessou de imediato.

O dono do chalé, um homenzinho franzino e desdentado, pigarreou timidamente.

— Talvez... talvez haja outra saída.

Scott voltou-se para ele, o olhar afiado como uma lâmina. Preocupação e culpa endureciam sua expressão.

— Fale.

O homenzinho hesitou por um segundo, mas, vendo a expressão impaciente dos outros, ajeitou os ombros e disse:

— Há uma colina depois da floresta. Lugar isolado, pouco habitado. Mas, no alto da colina, vive uma mulher... uma curandeira. Chamam-na de Viúva Willow.

Esperança surgiu nas expressões dos homens. Scott manteve o olhar impassível, os sentimentos firmemente controlados.

— E ela é boa? — quis saber Scott.

O velho encolheu os ombros.

— Dizem que ajuda todos os adoentados. Entretanto... — Ele fez uma pausa — Alguns a chamam de bruxa.

Scott não hesitou.

— Ela pode ser o que quiser, desde que salve Finn. — disse, cobrindo-se com a capa de viagem — Quanto tempo até chegar à cabana?

— Duas horas. Menos, dependendo do cavalo — disse o velho.

Scott lançou mais um olhar na direção do rapaz acamado. A postura ereta, ele encarou seus companheiros de viagem.

— Fergus pode me levar até lá com mais rapidez — disse aos homens — Volto o mais rápido possível.

Ele se virou para a porta e foi ao encontro do cavalo, que pastava do lado de fora da casa simples.

Montou e não pensou no fato de que estava a caminho do chalé de uma bruxa. Tudo o que importava era salvar Finn.

— w —

Scott cavalgou sem descanso, o ar frio do amanhecer cortando-lhe o rosto e as mãos nuas enquanto atravessava a floresta, rumo à cabana que o homenzinho descrevera. Subiu a colina com sua montaria — um cavalo habituado a terrenos difíceis. Como se compreendesse a urgência do momento, o animal acompanhou seu ritmo sem hesitar.

Dentro dele, fatiga, temor e fúria se misturavam numa combinação perigosa e instável. Esses sentimentos só se acentuaram após a emboscada que seu grupo sofrera não muito longe dali. O combate fora breve, mas brutal, e custara a Finn — o mais jovem entre seus homens — um corte profundo no peito.

Como líder, Scott nunca deixava de se sentir responsável pelos seus. Sabia que todos entendiam os riscos ao segui-lo, mas isso não diminuía o peso sobre seus ombros. Pior ainda, aquela era a primeira incursão de Finn, e Scott o conhecia desde que nascera. Embora fosse jovem demais para ser seu pai, tinha idade suficiente para se importar e temer.

O chalé no alto da colina era uma construção simples, feita de pedra e palha, com uma chaminé da qual subia uma espiral de fumaça tranquila. Havia uma horta bem cuidada ao lado e um jardim que, naquela época do ano, florescia sob a neblina do alvorecer.

Parecia o tipo de lugar onde uma viúva poderia viver em paz. Ainda assim, o esmero do local o intrigava. Como uma senhora idosa teria destreza suficiente para manter tudo aquilo sozinha, mesmo que fosse um espaço modesto? Talvez a tal Viúva Willow fosse uma bruxa mesmo.

Ou talvez tivesse ajuda. 

Scott atravessou o caminho de pedras em direção à porta, mas, ao ouvir um murmúrio suave trazido pelo vento, desviou e contornou o chalé até os fundos.

Foi então que a viu.

Ela estava de costas, curvada sobre algo que ele não conseguiu distinguir. Quando seus passos estalaram sobre o cascalho, ela se virou.

A primeira coisa que ele notou foram os olhos. Dourados. Profundos. Como um bom e velho uísque envelhecido. Cílios e sobrancelhas escuras os emolduravam, contrastando com a pele clara, conferindo-lhe um ar de mistério e uma sensualidade tão antiga quanto o mundo.

Por um instante — um breve, ínfimo instante — Scott apenas a encarou. Um homem mais supersticioso talvez dissesse que ele fora enfeitiçado. 

Mas não era esse o caso. E o motivo que o trouxera até ali era outro.

— Estou procurando pela Viúva Willow — disse ele, certo de que se tratava de uma ajudante. A moça devia cuidar da velha bruxa. Talvez fosse sua neta. Se é que bruxas tinham netas… — Disseram-me que ela é uma boa curandeira. Preciso de uma. Um de meus homens está morrendo.

— Estamos todos morrendo — replicou a mulher, com um tom casual que o desconcertou. Ela endireitou a postura e inclinou a cabeça para o lado — Quem é você?

— Scott Callahan. Chefe do clã Callahan. Pode chamá-la, senhorita? O caso é sério.

Cassandra sabia disso. Podia ver a preocupação nos olhos dele — embora acompanhada de irritação e de uma hostilidade que, ela supôs, era parte dele tanto quanto o tom de pele e a cor dos olhos. E podia sentir a energia que emanava dele, pairando entre os dois, densa e urgente. Surpresa, ela percebeu que um pouco daquela preocupação tornou-se dela também.

— Onde está esse seu amigo?

— Do outro lado da floresta. Onde ela está? Diga-lhe que posso pagar. Muito bem.

Ela lançou um olhar de desprezo à sacola de moedas presa à cintura dele.

— Fique com seu dinheiro. O que ele tem?

— Ferida no peito. Espada. — Mas ele devia estar explicando isso à Viúva, não a ela. — Chame a bruxa, senhorita. Não tenho tempo a perder.

O desprezo de Cassandra se transformou num brilho quase divertido.Os cantos dos lábios cheios ergueram-se num sorriso quase provocador. 

— Eu sou a Viúva Willow, lorde Callahan. Vou buscar meu cavalo.

— w —

O rapaz ardia em febre. Um corte feio, de cerca de quinze centímetros, marcava a pele logo abaixo das costelas. Havia sangue seco na área ao redor, mas o corte era profundo e, estando mal tratado, mais sangue começou a correr quando Cassandra retirou a bandagem.

Estava mais que habituada à visão de ferimentos de espada, assim como estava habituada a agir com rapidez e praticidade. Ignorando os homens que a observavam em diferentes estados de desconfiança e tensão, ela arrumou suas coisas e começou a trabalhar.

O ferimento precisava ser suturado logo. Ela limpou a área com uísque. O cheiro forte da bebida mesclava-se ao de suor e sangue. O rapaz delirava, inconsciente, e permaneceu assim quando ela forçou uma mistura de ervas que o manteria anestesiado. Então, ela se concentrou em costurar a carne, a mente completamente voltada para a tarefa em suas mãos. Ela trabalhou em silêncio, atendo-se primeiro aos aspectos naturais da cura. Porém, a todo momento, sentia a vibração da vida que se decidia entre permanecer ou partir. 

Cassandra trabalhou mantendo essa sensação em segundo plano.

Quando terminou aquela etapa, tocou o rosto do rapaz e sentiu o vigor da vida sob os dedos. 

Ele não devia ter mais que quinze anos. Tinha um rosto de ossos salientes e fortes, sobrancelhas grossas e claras, uma boca fina. Era um rosto bonito e jovem, apesar do sofrimento estampado nele. Os cabelos eram muito loiros e muito cacheados. Sob a mão espalmada no peito que subia e descia numa respiração irregular, sentiu o coração — um coração forte e cheio de pureza. 

Talvez fosse isso, pensou, que o permitira viver tanto tempo, mesmo com um ferimento tão sério. Ela sentiu o coração do menino e, sentindo a bondade e generosidade, depositou a outra mão sobre o peito dele.

O poder da cura a atravessou como uma corrente. Primeiro, as feridas mais profundas, aquelas que causavam a maior parte da dor. Contraindo o maxilar, ela absorveu a dor — o sofrimento dele tornando-se seu também — e buscou transpô-la com cada respiração. 

Inspirando. Expirando. 

Um corte profundo fechando-se. Pouco a pouco.

Inspirando. Expirando.

Tecidos entremeando-se. Unindo-se como se por uma agulha invisível e precisa.   

Era exaustivo, mas ela trabalhou em silêncio, os olhos fechados em concentração. Sua expressão serena não denunciava nada. Mas o calor causado pelo esforço ameaçava seu foco. 

Inspirando. Expirando.

Ela visualizou o ferimento interno. Suturando, suturando. Limpo. Concentrou-se no corte visível, mas esse apenas certificou-se de mantê-lo longe de infecções. Não arriscaria fechar completamente o ferimento com sua magia e dar ainda mais motivo para o falatório sobre seu poder. 

Quando terminou, Cassandra sentia o peso da cura sobre os ombros e gotas de suor escorriam por sua têmpora, colando o cabelo ao rosto. Ela respirou fundo e soltou o ar, lentamente.

Quando abriu os olhos, Scott Callahan a observava.

Ela sustentou o escrutínio dele com uma indiferença calculada, dando-lhe as costas para buscar algo entre seus frascos.

— Como Finn está?

— Ele vai viver — disse Cassandra, simplesmente, e arrumou os itens que precisaria para fazer um curativo.

Scott a observou. Seus homens tinham se retirado, nenhum deles inclinado a testemunhar a sutura do pobre Finn, de modo que só havia o rapaz, ele e Cassandra na cabana. Munida de agulha e linha, ela o ignorou e voltou a atenção à sutura externa do ferimento.

Scott não piscou diante da agulha furando a carne. Ela tinha mãos leves, movimentos precisos e graciosos, como uma artesã habilidosa.  

— Uma curandeira com o seu talento seria muito útil para um clã. Como pode não estar trabalhando para nenhum senhor de terras?

— Não trabalho para ninguém a não ser eu mesma. 

— Então você vai aonde precisam. 

Ela ficou em silêncio, concentrada no trabalho.

— Suponho que sim. É como tem sido há muitas gerações da minha família — disse Cassandra. Ela terminou, cortando a linha. Então, endireitou a postura — Preciso de ajuda para envolver a bandagem no peito do rapaz. 

Scott assentiu. Aproximou-se e segurou Finn para que ela pudesse trabalhar. Ele também, pensou Cassandra, tinha um toque incrivelmente suave para alguém com mãos tão grandes e expressão tão ameaçadora. 

Ela passou a bandagem ao redor do abdômen do rapaz. 

Quando terminou, seus olhos encontraram os de Scott Callahan, o rapaz inconsciente entre eles. Tarde demais, deu-se conta de que seus rostos estavam muito próximos.

Scott sustentou o olhar de Cassandra e teve a impressão de que ela conseguia enxergar sua alma com aqueles olhos que pareciam mais vivos, mais dourados, que o próprio amanhecer. 

Cassandra se afastou, mais agitada do que gostaria de admitir, e foi até a bacia de água para lavar as mãos. Não gostava nem um pouco de como o olhar penetrante dele a afetava, e se irritou consigo mesma ao perceber que não era uma agitação ruim.

Ela pigarreou e apontou com a cabeça para a cama improvisada. 

— Qual a sua relação com o menino?

— Ele é um dos meus — Scott observou Finn, que parecia ter mergulhado num sono profundo e tranquilo. — Conheço os pais dele. O pai de Finn era um dos meus amigos. Ele morreu quando o rapaz era apenas um bebê. Prometi que cuidaria de Finn e da mãe dele.

Ela não precisava conhecê-lo profundamente para saber que Scott, líder do clã Callahan, era um homem que cumpria suas promessas. 

— Bem, hoje foi mais um dia que você manteve sua palavra. 

Scott sentiu-se aliviado. O quarto já não cheirava mais à morte e incerteza. Em seu lugar, havia uma sensação de dever cumprido e o aroma suave de ervas.  

— Quanto tempo até Finn estar bem para viajar? — Ele já havia enviado dois de seus homens para casa. Se demorassem demais para chegar, haveria incertezas sobre seu paradeiro. A última coisa que Scott queria era deixar as coisas agitadas entre seu povo. 

— Uma semana. 

— Não tenho uma semana — disse ele, impaciente.

— Você pode deixá-lo aqui com um de seus homens — replicou Cassandra e começou a organizar suas ferramentas, guardando o que não usaria mais. 

— Em quanto tempo ele poderia viajar, se tivesse os cuidados adequados ao longo da jornada?

Cassandra franziu os lábios. Não gostava do rumo que as perguntas estavam tomando. Ela encarou Scott nos olhos.

— Depende de como ele passará a noite. 

— Se passar bem?

— Quatro dias. — Ela hesitou. — Três, se amanhã ele acordar e permanecer consciente.

Scott assentiu, satisfeito.

— Então partiremos em três dias. Posso pagar o dobro do que você cobra.

— Não quero o seu dinheiro. Pare de oferecê-lo. 

— Pensei que você fosse aonde precisam.

— Cuidei do rapaz e agora ele não precisa mais de mim. Só precisa trocar as bandagens e descansar. — Com um gesto definitivo, Cassandra fechou a bolsa de couro que continha suas ferramentas. — Agora, preciso encontrar comida. Será uma longa noite.

— ~ —

O sol estava se pondo quando eles retornaram ao topo da colina, no dia seguinte. Um silêncio confortável envolvia o lugar, quebrado ocasionalmente pelo farfalhar das folhas arrastadas pela brisa. O ar rescendia à terra úmida e ao aroma pungente das flores. Não parecia haver uma ordem de organização entre flores e plantas e arbustos — e era exatamente isso que dava charme ao jardim.

Scott desmontou. Sentia-se exausto da longa noite de vigia, mas, estranhamente, também se sentia relaxado. Mais do que estivera nas últimas trinta e seis horas. Olhando ao redor, pensou que aquele lugar tinha algo a ver com isso. Talvez houvesse alguma mágica ali, afinal de contas.

Ele se virou e observou Cassandra. Ela desmontou com graciosidade, apesar do vestido, sem esperar que ele a ajudasse.

— Espere um instante — disse ela e entrou na casa antes que Scott dissesse qualquer coisa.

Ele levou a montaria dela para o pequeno estábulo, franzindo o cenho diante da construção sólida e antiga, habilidosamente construída para abrigar três cavalos, confortavelmente, ou cinco num caso de necessidade. Parecia bastante para uma mulher sozinha administrar. No momento, ela tinha apenas o cavalo que a levara até o chalé no vilarejo, mas ele podia claramente imaginar aquele estábulo completo. Se fechasse os olhos, poderia até mesmo sentir o cheiro e ouvir os relinchos dos animais. Mas ele não fechou os olhos, tomado por uma sensação estranha, uma mistura de surpresa, incerteza e ceticismo. Com uma careta, acomodou o alazão branco, despedindo-se com um tapinha no flanco do animal.

Contornou a casa no mesmo instante em que Cassandra surgia na porta. Ela ergueu um frasco de vidro que trazia consigo, sinalizando o objeto.

— Leve isso com você. É um tônico. Dê três gotas a Finn a cada quatro horas. Vai ajudá-lo com a cicatrização do ferimento, além de regular sua temperatura. — Também daria algum conforto ao garoto, mergulhando-o num estado de semiconsciência que manteria sua mente relaxada, possibilitando uma recuperação menos dolorosa. Ela nem sempre concedia esse alívio, mas algumas pessoas tinham um apelo mais forte que outras. O fato de que Scott Callahan parecera verdadeiramente apegado a Finn também a motivara, mas ela não queria pensar nisso. Bastava a agitação que sentia na barriga desde que ele surgira em sua casa — furioso e preocupado —, buscando sua ajuda. — Não dê nenhuma gota a mais. — alertou ela.

— Sim, milady. — Scott aceitou o frasco. Os dedos roçaram os dela, e foi o bastante para que imagens lhe invadissem a mente. Uma explosão de cores e sensações atingiram-no como um tapa. O momento passou com a mesma rapidez com que surgiu, mas as sensações permaneceram vívidas.

Ele fitou Cassandra. Os olhos dourados e intensos encontraram os seus e havia reconhecimento neles.

— Vamos nos encontrar de novo. — Não era uma pergunta. Ele já sabia disso. Tinha acabado de ver isso. Sentira, mais do que vira, na verdade. 

Scott encontrou a resposta nos olhos dela — não medo do desconhecido, mas o reconhecimento de que algo já os ligava.

Por um instante, a expressão dela revelou o temor que tentava controlar. Então, ela assentiu.

— Vamos. — Enrolando o xale com mais firmeza ao redor dos ombros, ela fez uma breve mesura. — Tenha uma boa jornada de volta, milorde.

Ele a observou entrar na casa, fechar a porta atrás de si, separando-os... ao menos naquele momento.

Ela era uma mulher misteriosa, sem dúvida. Misteriosa e perigosa. E ele a encontraria novamente. 

Pois Cassandra Willow era a mulher que o mataria.

Legado de Amor e Magia

Sinopse

Cassandra Willow é uma bruxa solitária que dedica a vida a preservar o legado de sua família. Ela carrega o título de Viúva Willow, um nome destinado às mulheres que sustentam o luto pelos vivos, guardando a própria dor para que outros possam viver e amar em paz. Sobre a linhagem Willow pesa uma antiga maldição: elas estão fadadas a perder seu único e verdadeiro amor no instante em que se permitem amar. Por isso, quando conhece Scott Callahan, um honrado chefe de clã, Cassandra faz de tudo para resistir à atração inevitável que surge entre eles. Mas, quando uma antiga bruxa desperta para concluir o plano iniciado séculos antes, Cassandra descobre que precisará da ajuda de Scott e do clã Callahan para enfrentar a ameaça que paira sobre seu mundo. Ela está disposta a desafiar a escuridão. Mas conseguirá escapar da própria maldição?

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